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O Círculo Vicioso do Amor Imaturo - Final



(Veja também a primeira parte deste artigo)

Duas consciências

Você pensa que sendo tão perfeito pode fugir do castigo. Dessa forma, uma segunda consciência está sendo criada. Na realidade, existe apenas uma consciência: que é o Eu Superior, eterno e indestrutível. Não confunda esta consciência com a segunda consciência (Ego) artificialmente criada pela compulsão de compensar um suposto pecado. Na realidade, ninguém precisa ser punido.

O que acontece quando você não consegue atingir as metas impossíves exigidas pela segunda consciência (ego) de ser o certinho?

Inevitavelmente, o resultado será um sentimento de inadequação e inferioridade. Você se sente completamente isolado e envergonhado, com o seu segredo carregado de culpa de não apenas odiar, mas também de ser incapaz de ser o certinho. Esta consciência é muito orgulhosa para perceber que você simplesmente não pode ser tão perfeito. Portanto, necessariamente vai se sentir inferior.

Enquanto este fato não for sentido e experimentado você não pode abandonar os sentimentos de inferioridade. As racionalizações que usa para explicar os seus sentimentos de inferioridade, nunca são a verdadeira causa.
Sem os seus padrões artificialmente elevados você não sentiria a necessidade de ser melhor que, ou pelo menos tão bom quanto os outros em todos os campos da sua vida.

Poderia aceitar com tranquilidade que outras pessoas são melhores ou têm melhor desempenho em algumas áreas, enquanto você tem vantagens que os outros podem não ter. Não teria que ser tão inteligente, tão bem-sucedido, tão bonito quanto as outras pessoas. Esse jamais é o verdadeiro motivo para os seus sentimentos de inadequação e inferioridade.

Perpetuação da inadequação e da inferioridade

Essa inadequação e inferioridade servem para fechar ainda mais esse círculo vicioso. Novamente, a sua vozinha interior argumenta: "Eu fracassei. Sei que sou inferior, mas talvez se eu pudesse pelo menos receber uma grande quantidade de amor, de respeito e de admiração dos outros, isso traria a mesma satisfação pela qual eu originalmente ansiava e que me foi negada no passado, colocando-me assim forçosamente na posição de odiar e de criar todo esse círculo vicioso. A admiração e o respeito dos outros seriam também a prova de que eu não sou um fracasso. Assim, é possível agora receber o que meus pais me "negaram". Isso vai mostrar que eu não sou tão inútil quanto suspeito quando falho em corresponder aos padrões da minha consciência compulsiva".

Portanto, o círculo vicioso fecha onde começou e a necessidade de ser amado torna-se muito mais compulsiva do que era inicialmente.

Vale ressaltar que algumas pessoas podem desenvolver doenças que são uma forma de ataque de raiva infantil ou podem, simplesmente, tornar a vida difícil para aqueles que as cercam. Por meio de sua infelicidade essas pessoas infligem constantemente dificuldades aos outros com o objetivo de impor sua vontade e sua necessidade compulsiva de receber a utopia pueril de amor e cuidado perfeitos. Isso pode acontecer em vários graus. Às vezes é bastante óbvio, outras vezes é muito mais sutil e camuflado. O que as pessoas dizem quando entram em tal comportamento é: "Eu estou infeliz. Você tem que tomar conta de mim. Você tem que me amar."

Porém, só quando você deseja amor de maneira saudável e madura e apenas quando você está disposto a amar na mesma medida em que deseja ser amado, é que o amor virá. A vida é sempre justa e equilibrada; você nunca recebe mais do que investe. O que você dá, virá de volta, contanto que você não dê falsamente, sem sentir realmente, sem ser de verdade, só com o intuito de provar alguma coisa ou mostrar o que não é.
O amor que você deseja na idéia equivocada de que vai deixá-lo quite não é a resposta. É novamente começar o círculo com uma dose ainda maior de frustração.

A dissolução do círculo

O seu trabalho é descobrir esse círculo dentro de você. Terá que ver quando em criança você tinha justificativa para o fato de ter certos sentimentos, atitudes e incapacidades que agora não lhe servem mais. Terá também que aprender a ser tolerante com as suas emoções negativas. Você tem que compreendê-las. Tem que descobrir onde você se desvia do seu conhecimento consciente nas suas tendências, exigências e desejos emocionais.

As situações têm que se tornar completamente conscientes antes que você possa ter esperanças de romper o círculo. Vão ocorrer situações que parecem castigo, quando na verdade são o remédio para colocá-lo na trilha certa. Através das suas dificuldades, finalmente, poderá chegar ao ponto em que muda a sua direção interna.

Essa é a única liberação possível: libertação dos seus altos padrões compulsivos que o fazem sentir culpado e não merecedor.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 2/3/2007

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