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O DIÁLOGO COM A ADOLESCÊNCIA (Trechos escolhidos pela autora)



"Quem dos jovens não é revolucionário, não tem coração; quem dos mais velhos não é conservador, não tem cabeça. Mas sempre haverá gente madura e capaz de sonhar!"
Frase que aprendi, em minha adolescência, de um velho e sábio amigo de então.
Maria Antonieta


"Ao procurar definir para si próprio e para o meio, "quem sou", o adolescente o faz principalmente na escolha de valores com os quais sintoniza, e tanto defenderá critérios dos pais como os questionará severamente. Quanto mais as posturas familiares reprimirem o anseio de independência dos jovens, quanto menor o crédito de confiança que os pais derem aos bons potenciais de seus filhos, mais cruel será a crítica destes aos valores daqueles."

"Na relação conosco, não são os adolescentes que determinam nossas atitudes; eles só exibem suas necessidades de sociabilidade, liberdade, compreensão, auto-estima e até de proteção. Somos nós, os adultos em cada geração, que temos tido maiores dificuldades para compreendê-los e fazer-nos entender por eles; até porque, muitas vezes, desprezamos as formas mais simples e afetivas, de diálogo.
Com muita frequência recebo, em meu consultório, pais queixando-se de que seus filhos adolescentes não os ouvem ou não os querem ouvir. E costumo pedir àqueles pais que procurem lembrar de si mesmos na idade dos filhos: não era intensa a sua necessidade de serem ouvidos?! Nós não podemos ter moral para que os mais jovens nos ouçam, sem antes buscarmos a calma que nos faz capazes de ouví-los e se não usarmos a sabedoria de ouví-los sem pressupostos, com a verdadeira intenção de compreendê-los.
Se entramos numa conversa já determinados a mostrar que temos razão, não nos portamos com muito mais maturidade do que os adolescentes, porque já entramos dispostos a competir com eles. E isso não é diálogo: isso é discussão e, em geral, daquelas que facilmente esquentam o ambiente. Já quando os jovens são, de fato, ouvidos e se percebem compreendidos, então, os ensinamos a nos ouvir e não é raro que eles até nos apreciem..."

"Penso que são nas situações mais corriqueiras que temos as melhores chances (sem competir com os adolescentes), de estimulá-los a pensar e usar seu espírito crítico, para melhorar objetivamente alguma coisa; e eles aprenderão a lutar pela vida com amor e alegria de viver, e nós os teremos ajudado a perceber o estilo e o valor de uma amizade verdadeira. Senão, será que os adolescentes de hoje terão algum ideal amanhã? Ou se contentarão em sobreviver e jogar com suas máquinas, simplesmente "ficando" com alguém enquanto der?"

Maria Antonieta de Castro Sá

Texto revisado por Cris
Publicado dia 16/2/2007

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