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O fantasma de Mozart

por Flávio Bastos

Publicado dia 24/8/2008 em Autoconhecimento

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É impressionante como somos condicionados, por uma questão cultural, a falarmos obviedades. Conseguimos interagir socialmente quase que somente por intermédio de modelos de falas que se repetem interminavelmente. Somos, muitas vezes sem percebermos, o reflexo da lógica de nós mesmos, ou seja, a imagem que projetamos e introjetamos sem questionar o prazo de validade.

Quando caímos na armadilha do eu limitado e excessivamente auto-controlador nos comunicamos superficialmente com o mundo à nossa volta e esquecemos que somos seres de infinitas possibilidades de crescimento consciencial.

Por outro lado, a ciência fala em "estado alterado de consciência" como se fosse um ET de sete cabeças desorientado e desfocado da realidade concreta a que estamos submetidos. A ciência esquece, ou ainda não percebeu, que experienciamos inserções dimensionais dentro de um contexto universal inimaginável para as consciências adormecidas no sono da contemplação puramente materialista.

Somos e sempre fomos matéria e energia abstrata, invisíveis ao olhar da percepção subliminar da vida sem significados e valores transcendentes. Nesse patamar dos conceitos mundanos continuamos a falar o óbvio e a perceber a lógica dos acontecimentos que se repetem, interminavelmente.

Somos a antítese da Criação que intui para a pura expansão da alma sem barreiras de arame farpado. Contudo, nos contentamos com as migalhas resultantes da nossa rara genialidade como um violino sem cordas ou uma poesia recitada sem emoção.

O estado alterado de consciência não é permitido, diz a lei da materialidade, pois foge à regra dos níveis de percepção autorizados pelo estado de coisas que rege a carta máxima da comunicação do óbvio. Nessa regra não há excessão, até que se prove o contrário, porque a lógica só é alterada quando acrescida de nova lógica...

Como velhos cavaleiros medievais ainda conservamos a armadura que esconde a nossa verdade interior, mas expõe a nossa situação superficial, pois somos aço, expressão máxima do nosso materialismo construído a ferro, fogo, bigorna e martelo.

Sem desejarmos parecemos a história do anti-herói que pára no tempo travado pelas limitações que herdou de um passado sem glórias ou de um presente que já não satisfaz as exigências de um futuro promissor. Somos também a antítese da ousadia que letargicamente sonha o sonho do idealismo frustrado.

Encastelados nas sombras do tempo não percebemos a luz da transformação que insiste em agir sobre as consciências adormecidas. Preferimos o sono dos inocentes como se fossemos réus à espera da condenação perpétua, ou seja, da lógica repetitiva da guilhotina...

No entanto, esquecemos, ou não sabemos, que o estado alterado de consciência, na verdade, é um nível consciencial que deveríamos ter, mas não temos. Se o tivéssemos tudo seria mais fácil e a convivência humana, nesse planeta, mais tranquila e pacífica.

Vivemos uma época em que a percepção supra sensorial passa a ser instrumento responsável por significativas transformações em todas as áreas do conhecimento humano. A magia do momento está na forma de como interagimos nesse contexto sócio-cultural, porque ninguém torna-se mágico sem a cartola, instrumento perdido e ao mesmo tempo encontrado pela lógica dos descrentes.

Viverás e aprenderás o que for necessário. Se não aprenderes, retornarás para retomar a lição que negligenciastes. Toma lá, dá cá... a regra que nos remete ao ciclo da imperfeição e da mesmice, resultado do que deveríamos ser, mas não somos. Enfim, aprenderemos a lição?

Quando estivermos permanentemente em estado alterado de consciência perceberemos que o "normal" já não é considerado tão normal, ou que o "anormal" passa a ser normal. Ou ainda, que o "incomum" passa a ser comum, o "raro" passa a não ser raro e que o "alterado" perde o seu charme para tornar-se a mola propulsora das transformações possíveis.

Quando chegar esse momento já não estaremos mais falando obviedades, pois o óbvio tornar-se-á obsoleto como uma caixa de som que emite sempre a mesma nota musical. Seremos mais que música: seremos orquestra sinfônica dirigida pela sensibilidade de um maestro que percebe além das percepções enquadradas pela lógica dos acontecimentos superficiais. Nesse momento crucial o fantasma de Mozart gargalhará de felicidade!

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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