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O jeito próprio de se proteger

por Wilson Francisco

Publicado dia 24/4/2008 em Autoconhecimento

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Sou extremamente sensível, diz M., às vezes a minha sensibilidade me atrapalha ao ponto de me sentir incomodada ao sair de casa. É um abrir de boca constante, é falta de ar, é umbigo que dói, muitas sensações que me confundem, às vezes não sei o que é meu e o que não é. O melhor lugar do mundo para mim é minha casa.

Na verdade, nossa casa é mesmo o melhor lugar do mundo. Costumo dizer que é o nosso templo, mas nesse caso, estar em casa é uma fuga. Será melhor que essa internauta encontre um meio de estar fora de casa, sem tantas dificuldades.

Ainda, ontem, na casa de amigos, uma pessoa disse que coloca esparadrapo no umbigo para se proteger de influências negativas que, segundo ela, podem entrar no nosso corpo por esta região. Entendo que realmente o chakra do umbigo é um canal importante no nosso sistema energético, mas através de qualquer chakra as energias podem penetrar em nós. Se, por exemplo, eu sou defrontado por uma situação que me afeta, quase que imediatamente posso sentir algo em minha garganta, olhos ou pulmão. É que estas são as partes mais frágeis do meu corpo.

Diante disso, procuro me proteger com atitudes do tipo:

- Garganta: evito fazer julgamentos ou emitir um parecer sem antes ter pensado com cuidado em todos os pontos da questão ou do procedimento das criaturas que estão ao meu redor. Com isso, imunizo essa região;

- Olho: procuro observar o problema por todos os ângulos, o que aquela situação está querendo me mostrar, porque essa energia está me afetando;

- Pulmão: se é esta região a atingida, busco verificar se estou abrindo portas para tudo e todos sem fazer uma filtragem; se estou selecionando com cuidado o que me dizem, enfim, procuro estabelecer limites, preservando minha intimidade e minhas metas. Em seguida, entro em sintonia com o Universo e fico aguardando respostas.

Posso também utilizar outros recursos. Dentre eles, os principais são a respiração, para buscar outros padrões de energia e pensamento e o perdão, porque é uma atitude que limpa e recicla meu campo energético.
Um outro procedimento muito habitual é o de buscar recursos em outras religiões. Basicamente, tenho no Espiritismo uma grande fonte de esclarecimento e ferramentas, mas também vou em busca de informações e apoio na Umbanda, na Messiânica, Antroposofia, enfim, o Universo disponibiliza para toda criatura inumeráveis fontes onde podemos conhecer e estabelecer padrões que nos garantem proteção.

A primeira vez que fui ao Santuário da Federação Umbandista em Santo André, tive uma experiência muito boa, ficando extremamente arrepiado e captei uma ótima sensação de leveza e proteção, como se os Espíritos que guardam aquele Templo Natural estivessem por ali, me acompanhando e inspirando. E na verdade, é isso mesmo que eles fazem.

Pois bem, após essa singela e importante experiência, sempre que chego em casa após as atividades da clínica ou de outro lugar, vindo da rua, tomo banho imaginando que estou passeando lá no Santuário, acompanhado pelos Espíritos do Bem, que guardam aquele local. E me sinto muito bem.

Sobre o que diz a internauta, de bocejar, sentir-se mal tenho a dizer o seguinte: é muito comum em médiuns de captação essa ocorrência. São pessoas cuja tessitura psicossomática é apropriada para absorção de energias. Há quem diga isso: Wilson, sou uma lixeira, onde todo mundo deposita algo. Essas pessoas têm razão. Elas são portadoras de uma missão, a de atuar na ecologia energética do Planeta Terra. Espinhosa essa tarefa, porque a maioria dessas criaturas não tem noção disso e tampouco recursos próprios para se defender e entender como e o que fazer com esse “lixo”. E por isso, vão para as religiões à procura de arrimo, de um lenitivo para suas dificuldades. Será essa tarefa um castigo divino, uma expiação ou um processo de depuração? É difícil definir o que cada pessoa realiza.

O que sei, é que há em nós todos uma possibilidade transformadora, é como se existisse dentro de nós, em nosso corpo físico e corpo energético, uma máquina muito engenhosa que modifica tudo, absorvendo o que serve e o que não presta. Se a gente consegue acionar esse mecanismo divino em nós, a triagem será feita na hora. Sim, você pode bocejar, sentir um mal estar, ficar “meio zuada”, mas quase que instantaneamente a normalidade ressurge em seu corpo e mente.

É interessante que enquanto você não consegue descobrir ou acionar esse processo interno de mutação, procure recursos, quer dizer: novos caminhos para se proteger e higienizar seu corpo e mente.

Há muitos recursos, livros, crenças e “soluções” para esse processo, mas entendo que o mais importante é você conhecer suas qualidades e defeitos e observar que ferramentas você já possui ou pode estar adquirindo para desenvolver um excelente meio de proteção.

Não será, garanto a você, ficando em casa, com medo de se contaminar. Saia para o mundo, tenha coragem. Se você entende que colocando uma bandagem no umbigo ficará protegida, faça isso; se ao contrário, aprendeu que realizando uma oração estará imunizada, então ore, se um amigo recomenda que você tome passe, johrei ou vá assistir uma missa, não se constranja, vá em busca de sua capa protetora.

Enfim, vou copiar aqui uma frase que gosto muito: amar é um jeito próprio de sentir. Pois bem, encontre seu jeito próprio de se amar e de se proteger.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Agendar pelo WhatsApp 011 - 959224182 ou pelo email [email protected]
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