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O medo de sentir

por Rodrigo Durante
O medo de sentir

Publicado dia 29/7/2020 em Autoconhecimento

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Quando estamos identificados com nosso ego, ou seja, quando acreditamos que somos o personagem intelectualizado e não o ser, tudo o que vivemos passa por nossa avaliação mental para ser rotulado como bom ou mau, positivo ou negativo, útil ou desnecessário. Nossa mente, baseada em crenças e regras previamente programadas, define o que é melhor para nós e, assim, aceitamos ou rejeitamos cada situação.

Nossa percepção, no entanto, através dos nossos mecanismos sensoriais físicos e extrafísicos, não pode ser naturalmente condicionada ao crivo externo e, por esta razão, para não sentirmos coisas que estão em desalinhamento com nossos sistemas de crenças e decisões egóicas para nossa vida, criamos mentalidades e comportamentos para nos reprimirmos e nos limitarmos neste sentido.

Uma vez identificados com o ego, acreditamos que temos que ser de determinada maneira para sermos aceitos, amados, ouvidos ou respeitados. Precisamos corresponder a expectativas nossas e dos outros. Sermos bem-sucedidos profissional e financeiramente. Bons pais, irmãos, filhos e amigos, o marido ou esposa perfeita. Temos que cuidar também das aparências, afinal, o que é que vão pensar de nós?

Sem controles, no entanto, o que naturalmente sentimos muitas vezes vai contra aquilo que queremos ser ou a imagem que queremos transmitir. Desta forma, nos tornamos nosso próprio juiz e executor, reprimindo qualquer sinal de humanidade que vai contra a utópica perfeição que gostaríamos de atingir. Motivados por antigas culpas, traumas e outros sofrimentos, adotamos o medo como repressor daquilo que queremos evitar sentir e esconder, dos outros e de nós mesmos.

Como exemplo, alguém que (nesta ou em alguma encarnação) para sobreviver julgou necessário passar uma imagem de ser uma "fortaleza", pode hoje reprimir seus sentimentos, tendo medo de admitir e demonstrar sua sensibilidade emocional, julgando-a como uma fraqueza. Da mesma forma, alguém que por seus apegos e dependências um dia sofreu muito com perdas, pode hoje ter se fechado para o amor ou até mesmo ter adotado uma postura raivosa ou amarga em relação a outras pessoas, com medo de envolver-se emocionalmente e sofrer novamente as dores que ainda traz guardadas em si.

Tudo isso, além do excesso de racionalização e intelectualização, nos afasta de quem verdadeiramente somos, pois vamos criando máscaras para sobrevivermos aos diferentes meios e situações que atravessamos, sempre tentando nos proteger internamente. Fechados para a verdade, não permitimos que a vida siga seu fluxo natural e nos privamos da vida maravilhosa que poderia ser vivenciada se estivéssemos conscientes do ser, abertos e em total aceitação de nós mesmos e do momento presente, da forma que ele se apresenta a nós.

Uma vez conscientes do ser, sabemos que não somos o personagem que outrora criamos e acreditamos ser. Não precisamos ser perfeitos como humanos, aliás, não existe imperfeição, pois tudo é apenas o que é, nada afeta ao ser! As situações da vida, assim como os pensamentos e emoções, são apenas energias de passagem, não podem definir quem somos ou sequer como devemos nos sentir. Assim, não há porque rejeitar nada disso.

Aceitar a si requer apenas a simples mas corajosa decisão de sentir sem julgar. Compreender que o ser é livre de exigências, bloqueios e perfeccionismos. No ser, não há mais carência, apego ou aversão. Não há mais insegurança ou situações que possam tirar a nossa paz. Não há mais perdas, por que já somos plenos e completos, sem necessidade de preenchimento emocional ou aceitação.

Ao contrário daquele(a) que pensa ser autossuficiente porque rejeita sua vulnerabilidade e bloqueia a vida, sábio é aquele(a) que aceita sua fragilidade mas é permeável a tudo, sem nada reter a si. A perfeição que buscamos não está nas aparências, nas regras da mente egóica ou no emocional condicionado, mas naquele que, na luz da consciência, envolve e aceita tudo isso, realizado em si.

Em Paz,
Rodrigo Durante
Texto Revisado
 

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Sobre o Autor: Rodrigo Durante   
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