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O MEDO E A IGNORÂNCIA



Duas coisas que podem impedir o nosso desenvolvimento: uma é o medo, a outra é a ignorância.

Ampliando o conceito de ignorância chegamos à inconsciência. Assim interrompemos o caminhar por medo ou por ignorância. Então quando sentimos que interrompemos, quando sentimos que mudamos nosso ritmo, que já não nos entregamos ao caminhar, importante é avaliarmos e percebermos se o fizemos por medo ou por ignorância. Pois cada uma dessas circunstâncias exige de nós posturas, atitudes e ações diferentes, apropriadas para retomar nosso caminhar e percebermos que continuamos crescendo, nos desenvolvendo, ampliando nossos horizontes, aproximando-nos de nossos objetivos e sentindo cada vez mais presente em nós nosso Propósito.

Ao sentirmos a presença do medo, devemos buscar em nós o que nos torna frágeis, o que alimenta nosso medo, esconde nossa força e nos acomoda.
Medo e insegurança, representam sempre o medo de perder, terminar, chegar ao fim; seja de uma circunstância, de uma situação, de uma relação, enfim, daquilo que acreditamos ser a nossa vida, sem percebermos que, muitas vezes, o que precisamos mesmo é chegar ao fim de uma circunstância ou de uma relação, para darmos origem e oportunidade ao novo, à continuidade.
Deste modo, passamos a viver com medo de não sermos capazes de suportar o novo, de transitar pelo novo e de compreender o novo.
Importante é saber que, sempre que iniciamos um novo ciclo, somos novamente aprendizes, e só assim é que evoluímos e crescemos, pois trazemos para a nova situação todo o aprendizado das circunstâncias e relações já vividas. E este ciclo se repete.
É importante darmos conta deste presente que o Universo nos dá, qual seja: Sermos sempre aprendizes para podermos continuar o nosso crescimento.

Muitas vezes isto também nos assusta, pois nos traz a idéia de vivermos um recomeço e isso nos fragiliza porque nos expõe. Expõe o fato de que toda nossa experiência, tudo o que sabemos e tudo o que somos não é necessariamente suficiente para sustentarmos o novo e, portanto, não consideramos o fato de que todas as nossas experiências anteriores são -sim- suficientes para sustentar o nosso novo aprendizado.
Nossas experiências é que nos criam as possibilidades para aprender o novo e, quando não acreditamos nisso, surge o medo.
O medo de perder nos paralisa e aprisiona nosso olhar e nossa atenção sobre aquilo que acreditamos ser a perda. Sentimo-nos como se toda a nossa jornada tivesse nos levado a esse fim e nesse momento não encontramos força para levantar os olhos e perceber que muitas vezes um simples passo pode determinar um novo caminhar e assim, damos as costas às inúmeras possibilidades de viver e nos mantemos transitando pelo velho até nos desgastarmos e morrermos.
Nesta circunstância, quando sentimos que algo já deve mesmo acabar, que já não nos alimenta mais, não nos traz prazer e não nos traz paz, é o momento de firmarmos nossos pés no chão e acreditarmos que chegou a hora de um salto quântico em nosso processo de crescimento e que estamos assim ajudando a gerar e direcionar luz ao novo em nossa vida.

Outras vezes, percebemos que não avançamos em nossa jornada, porém não sentimos a presença do medo e até mesmo nos lançamos a algo que acreditamos ser novo, mas os resultados sempre nos trazem de volta ao ponto de partida. Este é o sinal de que estamos cegos por nossa ignorância. Neste momento, é importante, antes de continuarmos tentando, aquietar-nos e, com calma e serenidade, nos interiorizarmos disciplinada e diligentemente, evocando nossa sabedoria interior para recebermos as orientações vindas dessa fonte, que nos indicarão passo a passo o nosso melhor caminhar. Não nos é revelado o caminho todo, porque nem saberíamos decifrá-lo, mas aceitando cada passo e assim caminhando durante um tempo, logo recebemos a luz que iluminará nosso caminho e que possibilitará então a escolha dos passos seguintes, ou seja, adquirimos o livre arbítrio pela expansão da consciência.
Enquanto não, submetemos-nos a cada passo com humildade, sem nunca querer antecipar o próximo passo, porém seguros de que o reconheceremos e será ele sempre adequado. Basta para isso termos a certeza que somos uma fonte de saber, não de um saber infinito, mas de todo o saber que precisamos para sermos felizes, prósperos e nos realizarmos plenamente.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 14/3/2007

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