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O melhor presente para nossos filhos...

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 17/12/2008 em Autoconhecimento

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Todo final de ano, a mesma coisa... incertezas frente ao futuro, expectativas, auto-análise, cansaço, desejo de sair de férias, descansar, ver a família, festas...

Quantas e quantas pessoas se perturbam por conta do esperado encontro familiar de final de ano? Afinal, estar em família nem sempre é fácil, pois vivemos num tempo em que as relações familiares saíram das condições tradicionais. Hoje, casais novos se formam e os filhos muitas vezes ficam divididos entre as atenções aos pais separados, avós distantes... Isso, sem contar dos desafetos entre as pessoas que por conta dos insucessos pessoais. Nessas horas de festas, ficam ainda mais aflorados e, mesmo quando as pessoas não verbalizam aquilo que sentem, continuam internamente tentando harmonizar tudo para ficar bem com as pessoas e entrar no espírito de Natal.

Foi justamente nessa vibração que fui assistir, na semana passada, minha filha de seis anos se apresentar no coral de sua escola. A proposta de cantar músicas natalinas me agradou muito porque sou do tipo sentimental que se encanta com a exaltação da esperança em dias melhores e todas as propostas amorosas das músicas. Mas, logo chegando ao shopping onde aconteceria a apresentação, já começaram os desafios, como encontrar vaga no estacionamento lotado, por exemplo. Assim, subimos as escadarias meio desgastados correndo para levar a pequena ao palco improvisado. Alguns pais, avós e amigos estavam a postos disputando seu lugar na platéia e, à medida que o tempo passava, os segundos iam se transformando em horas para os presentes que de tão ansiosos estavam também reclamando das acomodações inexistentes porque não havia sido montado um tablado e, as crianças não podiam ser vistas, já que os adultos eram mais altos que os pequenos colocados numa fila a nossa frente.

A situação continuou nessa toada de competição a disputa para encontrar o melhor ângulo para fotos. Eram tantas as máquinas que os coitadinhos o tempo todo fechavam os olhos desacostumados com os flashes.

Quando, finalmente, começaram a soar os sinos e as vozes dos pequeninos, as pessoas que estavam mais atrás não ouviam nem viam nada, por conta de tantos atropelos pela frente e também pela interferência da voz desafinada de algumas pessoas que relembrando a infância teimavam em cantar junto com as crianças...

Pois é, amigo leitor, vendo o comportamento de tantos pais bem intencionados não pude deixar de refletir sobre os presentes que oferecemos às nossas crianças. Porque presente não é só no Natal, ainda que oficialmente as datas para presenteá-los sejam aniversário, dia da Criança e Natal. Presente é todo dia, é o nosso exemplo de cidadania e de amor que, infelizmente, passou longe da percepção da maioria das pessoas que amontoadas desejavam encontrar um pouco mais de conforto para ouvir a voz suave dos seus rebentos.

Não me isento de errar porque às vezes passamos por cima das pessoas sem nem enxergá-las, como aconteceu nesse encontro. Quantas vezes vamos numa loja ver uma roupa ou outra coisa qualquer e nem sequer olhamos no rosto da vendedora, nem respondemos seu cumprimento? Quantas vezes já fomos no mínimo descorteses com os garçons por uma comida demorar a ser servida num restaurante? Quantas vezes, desejosos que o farol abra logo, nem percebemos que alguém está ao nosso lado pedindo passagem com o carro já atrapalhando todo o fluxo? Na maioria das vezes, vemos o egoísmo alheio, mas não percebemos quando nós somos egoístas e não facilitamos as coisas.

Quando a última música terminou, uma senhora que estava perto de mim gritou tanto o nome do filho, que além de envergonhar a criança que nem se mostrou, enfrentou a cara feia de todos os que estavam à sua volta, inclusive a reclamação formal de uma moça loira muito bem vestida que cobria os ouvidos com as mãos tentando safar-se dos berros da outra....

Lamentável cena de egoísmo e falta de cidadania. Porque pensar no outro não é um caso espiritual, nem ao menos educação... pensar no outro, olhar o bem-estar do próximo é cidadania. O que adianta dizer aos nossos filhos o que fazer, pagar uma boa escola e se esforçar para dar uma boa educação formal, se não temos educação em nos comportar de forma civilizada com o próximo?

Educação é o primeiro passo na vida espiritual e o maior presente que um pai pode oferecer a um filho. Pense nisso e boa sorte em suas festas e relações neste final de ano.
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Texto revisado por: Cris



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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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