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O MUNDO É A NOSSA CASA

por Christina Nunes
O MUNDO É A NOSSA CASA

Publicado dia 7/6/2009 em Autoconhecimento

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Assisti hoje a um filme mavilhoso. Produção do realizador Yann Arthus-Bertrand, na verdade me foi enviado no formato de um vídeo de duas horas; a narrativa magistral da história da formação do mundo desde o seus primórdios: como a vida gradativamente ocupou os continentes; a formação das civilizações, até o ponto do nó cego climático que atingimos hoje.

Uma sinfonia poética de sons e imagens. Narrado em português de Portugal, até mesmo a voz do narrador é bela, melodiosa, oportuna. Emociona! Está se alastrando como relâmpago na web, uma das louváveis iniciativas associadas ao dia mundial do meio ambiente. Mas não sei porque depois de vê-lo, enlevada, no ambiente reconfortante do meu lar, veio-me a mesma impressão recorrente de toda vez que me entusiasmo e emociono com coisas semelhantes: a de que quem, de fato, deveria assistir, se imbuir e emocionar e a partir disso movimentar mundos e fundos em prol literal da preservação não apenas da vida como um todo, mas também da nossa vida - visto que fica claro como água no decorrer do filme que tudo é simbiótico, tudo é interdependente neste nosso belo mundo, e que, portanto, as consequências catastróficas gritantes que se evidenciam em toda parte atingindo em cheio animais, flora, habitats inteiros também não nos pouparão... Não sei porque, mas a sensação clara é a de que quem de fato deveria se encher de comoção e ação por isso não está nem aí!

Afinal, resta notória durante a exibição de imagens aéreas das paisagens mundiais afetadas e, poucas, ainda intocadas pelo flagelo do desennvolvimento humano, a força depredatória ininterrupta da exploração das energias dependentes dos já parcos recursos petrolíferos. A impressionante e gigantesca máquina da industrialização é exibida nas imagens magistrais em todo o seu poderio. E, embora mais ao final o narrador repita insistentemente que já passou o tempo de ser pessimista, ao ritmo da exibição das múltiplas iniciativas em escala planetária da utilização inteligente das energias solares, eólicas e marítimas, por exemplo, como substitutivo poderoso quão sustentável para a manutenção do desenvolvimento humano sem o comprometimento nefasto das espécies, do clima e do meio ambiente, é triste a sensação morna experimentada a par do enlevo, de que talvez as autoridades com poder de decisão nas várias nações ainda não estejam convencidas o suficiente; ainda insistam com o argumento suicida certa vez alegado pelo personagem do filme O Dia Depois de Amanhã, um hipotético presidente dos EUA, de que "A economia é tão frágil quanto o meio ambiente" para justificar que se mantenha o ritmo ininterrupto de crescimento ao preço ameaçador da sobrevivência da espécie humana.

Vendo, portanto, a sucessão estonteante das imagens que cobriram desde os cumes impressionantes do Kilimanjaro já sem 80% das suas legendárias neves até as regiões desérticas, ou outras do continente africano mergulhadas na absurda miséria de recursos que paulatina e impiedosamente as extermina, veio-me à memória, simultaneamente, as cenas de autoridades mundiais talvez que ainda excessivamente passivas, risonhas, ou mesmo irônicas, com seus argumentos mais de uma vez entrevistos nas polêmicas estéreis sobre este assunto grave, durante o passar vertiginoso das décadas: "Ambientalismo é paranóia"; "Mentiras e sensacionalismo, pura e simplesmente. Há indústrias interessadas na disseminação desta coisa de aquecimento climático. Todas essas coisas são cíclicas!"; "Aquecimento global?! Assunto de ignorantes!"...

Mas prossegue o monumental bate-boca entre leigos e doutos e os que têm poder de decisão, sem que se chegue a nenhuma conclusão útil o suficiente a que se freie a tempo o que nós, na nossa pequenez de meros observadores diários, de há longo tempo já constatamos: há dez ou quinze anos, amigos (já vivemos um pouquinho, o bastante para a constatação pura e simples dessas verdades, baseada não mais que em observação!), as onze-horas floresciam às onze-horas, e não às quinze ou dezessete horas como agora! Há dez ou quinze anos os termômetros de rua jamais marcariam 45 graus de calor à sombra, como vem acontecendo nos verões do Rio de Janeiro! Há dez ou quinze anos praias inteiras não desapareciam, sugadas para sempre pela elevação ininterrupta, irreversível e ameaçadora das marés! Há apenas seis anos, ecossistemas não nos ofereciam modificações drásticas e extemporâneas; não aconteciam tremores de terra em determinadas regiões do Brasil; não havia, da mesma forma, tornados em áreas antes isentas dessas perturbações climáticas, e insetos estranhos não invadiam nossas casas, infestando-as sem explicação plausível, como noutro dia nos aconteceu...

Ano passado, só a exemplo, para o meu e o espanto de minha família, ocorreu-nos testemunhar todo um lado de uma das praias da Paraíba invadido irremediavelmente pelo mar, quando apenas há dez anos, época da nossa última visita, lá,  naquele mesmo lugar, toda uma fatia de areia banhada por exuberantes águas claras e rasas existia - uma prova drástica, cabal, da natureza se rearrumando, recobrando o que é seu, a fim de acompanhar o ritmo desenfreado do aquecimento que já comprometeu porcentagem assustadora dos gelos árticos, ocasionando o derretimento contínuo que vem elevando o nível dos oceanos!

Tudo isso, amigos, é exibido e narrado de modo impressionante, quanto belo e tocante, durante as 1h58 minutos do filme! Mas, como dito pelo amigo virtual que nos presenteou com a bela iniciativa do realizador francês, há até mesmo os que alegam não aguentar, ou não gostar de assistir nada longo demais!

Penso não ser exagero a esta altura qualificar a cada um de nós de sobreviventes privilegiados deste cenário quando, como se vê no filme, bilhões ao redor do mundo se acham de uma forma ou de outra afetados pelas consequências desenfreadas do comprometimento climático por nós mesmos desencadeado! Muitos já vem morrendo de fome, sem água ou abaixo da linha da miséria. Muitas espécies já sucumbiram ou estão em vias de extinção! E o desflorestamento prossegue implacável, multiplicando o quadro funesto!

Como partes ativas no processo, amigos, nos cabe ao menos repassar:

www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U&feature=featured
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Sobre o Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
E-mail: [email protected]
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