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O Novo Salto Evolutivo do “Homo Sapiens”

por Marcos Spagnuolo Souza

Publicado dia 7/9/2008 em Autoconhecimento

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A Terra tem a idade geológica calculada de cinco bilhões de anos e com quatro bilhões de anos a superfície da Terra já apresentava um aspecto semelhante ao atual, com rochas, oceanos e uma temperatura não muito diferente da que existe na atualidade.

A vida começou na Terra há 3,5 bilhões de anos, no período Arqueano. As primeiras formas de vida do planeta foram os Procariontes, formas de vida unicelares. Depois vieram os Eucariontes que já eram organismos multicelulares e mais complexos. Posteriormente surgiram os Conodontes que eram vermes invertebrados e achatados. Dos Conodontes surgiram os Peixes que por alguma razão desconhecida, talvez em busca de alimentos ou para fugir de predadores, começaram a sair para a terra firme e deram origem aos Anfíbios que podiam andar na terra, mas necessitavam viver em pântanos pois não sobreviviam muito tempo fora da água. Dos Anfíbios surgem os Répteis que viveram sem dependência da água dando, posteriormente, origem aos Sinapsídeos que são considerados os ancestrais dos Mamíferos. Há 70 milhões de anos alguns mamíferos abandonaram o chão e se adaptaram às árvores surgindo os Símios pertencentes à superfamília Hominoidea (chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e gibões); o Homem Sapiens também pertence à família Hominoidae. Tivemos uma espécie de hominoideos que foi o ancestral comum dos símios e seres humanos.

Torna-se evidente que as espécies se formaram por evolução a partir de outras, das menos complexas em direção às mais complexas. Quando determinada espécie de símio adotou a postura ereta surgiu o “Homo erectus” que é uma espécie extinta de hominídeo que viveu de 5 milhões de anos até 300 mil anos atrás. O "Homo erectus" adotou uma postura ereta completa o que lhe permitiu se afastar, no aspecto evolutivo, dos símios.

Sathya Sai Baba, quando falava em Prasanthi Nilayam sobre a afinidade entre o homem e outros animais, disse que o animal humano está mais relacionado ao símio que habitava as árvores, especificamente de um símio sem cauda e sem pelos (2008, p.185). Recentes pesquisas chegaram à conclusão da semelhança entre os genomas (responsáveis pela estrutura corpórea) do símio e do ser humano. Os genomas do homem e do símio diferem entre si na porcentagem de 4%. Os 4% dos genomas diferentes são aparentemente sem função. Em síntese, as pesquisas indicam que os símios e o ser humano tiveram ancestrais comuns, o que representa para vários homens e mulheres atuais uma ferida nos seus egos, pois aprenderam que o ser humano nasceu pronto e acabado apresentando alto grau de evolução.

Devido o “Homo erectus” ter rompido seus limites surge o “Homo sapiens” há 300 mil anos, possivelmente na África. Desde então o “Homo sapiens” vem evoluindo e aumentando seu número cada vez mais, extinguindo todas as espécies que se opõem a ele e tornando-se o animal dominante do planeta aperfeiçoando seus métodos de conquista.

Estamos mostrando que as espécies não são imutáveis e, sim, relativas no tempo/espaço transformando totalmente o conceito de espécies degeneradas e espécies naturais. A espécie é considerada natural devido à normalidade de sua constituição física e de seu comportamento em relação à maioria da mesma espécie. A degeneração é caracterizada pela constituição física ou comportamental contra a natureza, ou seja, desviante da maioria da mesma espécie responsável pela evolução ou rompimento da normalidade para atingir níveis mais elevados na escala evolutiva.

Salientamos, pela observação da natureza humana, que o homem e a mulher vivem para o trabalho com a finalidade de obter alimento, divertir, procriar, dominando tudo o que está à sua volta, onde o mais forte utiliza o mais fraco, o mais forte possui melhor nível de vida devido à exploração do mais fraco. Na sociedade vamos encontrar o mais capaz impondo sua vontade ao menos capaz, a organização de grupos cooperantes para combaterem os grupos competidores e consideramos essa relação natural. A supressão do domínio do mais forte sobre o mais fraco se daria contra a natureza sendo uma atitude degenerativa e sem lógica para o atual nível de consciência.

Diante do exposto, temos dois tipos de leis: a lei centrípeta que conserva a natureza e a lei centrífuga que gera o movimento em direção ao diferente. A lei centrípeta denominada de lei natural impõe a normalidade da natureza, mas não é prescritiva, isto é, não diz o que deve ou não deve ser feito. Se a lei da natureza fosse prescritiva não teríamos os organismos unicelulares dando origem aos multicelulares; os mamíferos não teriam abandonado o chão e originado os símios e os símios não teriam voltado ao chão originando a espécie humana. A lei centrífuga é evolucionista impulsionando ou atraindo tudo o que existe em direção ao infinito, ao novo, ao diferente. A lei (centrípeta e centrífuga) materializa a dualidade na unidade.

Principalmente a teoria quântica mostra que a lei centrífuga não é algo fixo de uma vez por todas, mas impõe a transformação. As espécies biológicas não têm "naturezas" eternas, mas estão em incessante movimento. Isso significa que não se pode considerar como natural exclusivamente a constituição física ou o comportamento "normal" da maioria das pessoas na época atual, sendo natural e normal o tradicional. Uma espécie nova surge exatamente a partir da degeneração de uma espécie antiga. Determinado indivíduo representante de uma mutação pode ser considerado uma monstruosidade, no entanto pode ser o limiar de uma nova espécie.

Não devemos invocar a lei natural para justificar ou para condenar tais ou quais comportamentos, atos ou instituições. Quem o faz incorre no provincianismo de "naturalizar" comportamentos, atos ou instituições fundamentando somente em um viés da realidade.

A lei centrípeta governa o corpo e quando o “nous” (consciência que armazena as experiências) se confunde com o corpo fica subjugada pela lei natural da dimensão a qual está inserida. No momento em que o “nous” toma consciência que não é o corpo penetra na configuração da lei centrífuga sendo atraída em direção ao infinito. O “nous” em si é morfogenético significando que a mudança de nível da consciência provoca uma transformação genética. O que define um vivente não é a sua estrutura corpórea, mas o seu princípio que denominamos de “nous” (consciência e memória do processo evolutivo).

Tudo o que foi comentado tem por objetivo mostrar que a atual espécie de homens e mulheres que vivem inseridas na lei da natureza estão manipulando o mundo à sua volta vivendo de forma natural regidos pela lei centrípeta. Não podemos esquecer que temos diante de nós o infinito para percorrer e somos atraídos pela lei centrífuga que exige o rompimento ao estado natural que estamos vivenciando. Temos que dar o grande salto, novamente rompendo as ligações com o corpo, e vivermos como “nous” (consciência) transcendendo os limites do tridimensional que nos torna prisioneiros do espaço/tempo, corpo, sentidos físicos. A transcendência a que estamos nos referindo é denominada de “Moksha” pelos vedantas e o objetivo é o “nous” vivenciar a sua forma original de “Jyotis” (luz imaterial).
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