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O perigo de nos apegar às frustrações



O objetivo dos sonhos é o quanto eles podem significar para nós e nos ajudar a planificarmos ações que os tornem  reais.
No entanto, muitas vezes nutrimos sonhos irrealizáveis, mesmo que se diga que quando surge um desejo é porque de alguma forma temos a condição de fazê-lo real; mas não é bem assim que acontece.
A nossa mente é muito criativa e pode avançar muito longe, bem mais do que a realidade comporta.
Algumas vezes nos habituamos ao sonho, ficando viciados na sensação prazerosa que a antivisão de um resultado pode nos proporcionar, aprisionando-nos aos devaneios da mente.
Quando por um longo período de tempo, estivemos à espera de coisas e resultados que nunca aconteceram, desenvolvemos uma resistência em considerar que a realidade nos possa trazer coisas boas e experiências felizes. Transformando o significado do sonho, como estímulo ao movimento, para o sonho como um objetivo em si mesmo.
Criamos então uma resistência para as coisas e situações reais por prever que nossos sonhos nunca podem ser materializados.
Nos apegamos à face da vida na qual ficamos presos no desejo, confortáveis na ideia de permanecer detidos nessa estrutura de tempo.
A mente se volta para si mesma, como se vivesse num mundo paralelo e enganosamente perfeito, sem contrapontos ou conflitos.

Constantes frustrações vivenciadas por longo tempo, por nunca havermos alcançado os resultados esperados, pode provocar uma sensação de comodismo à condição por mais ingrata que ela possa parecer.
Quando confinados numa eterna espera sem resultados, aprendemos a gostar disso, num mecanismo de defesa. Estacionando num ponto de imobilidade, em que o próprio desejo tomou o lugar do objetivo, começando  a desejar o desejo e não o objetivo do desejo.

Se algo que sonhamos está prestes a acontecer, custa nos abrir para receber, por termos colocado a felicidade sempre no futuro, naquilo que ainda não chegou e continuamos a olhar para esse futuro esquecendo do presente.
Passamos a estar satisfeitos somente com aquilo que não temos, detidos no sonho de poder tê-lo um dia.
Acostumados a esse padrão de não ter o que desejamos, encontramos dificuldades em sermos felizes quando nossos desejos são concretizados ou estiverem prestes a ser.

Quando as coisas que desejávamos muito chegam, temos a ideia que elas não são para nós, ou que não as merecemos.
Experimentamos, então, uma outra desagradável sensação, a de nos sentir ingratos com a vida, sem a capacidade de estarmos felizes com o que o universo tem para nos ofertar, não deixando entrar a felicidade que pode estar batendo à nossa porta.

Reflitamos a respeito desse padrão, aprendendo a nos sentir merecedores de todas as coisas boas que a vida preparou para nós, neste instante, no tempo presente.
Texto Revisado

Publicado dia 2/3/2018
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Autor: Adriana Garibaldi   
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