O poder destrutivo das ruminações mentais
Autor Teresa Cristina Pascotto
Assunto AutoconhecimentoAtualizado em 4/13/2026 12:15:30 PM
Ruminação mental é, basicamente, viver no "mundo da mente" é, de verdade, viver apenas "nos pensamentos". A partir dos pensamentos ininterruptos, a pessoa está sempre planejando tudo, sempre "vendo e revendo" tudo na sua vida, o tempo todo, sem parar. A pessoa vive em ruminação constante por problemas reais ou não, por questões passadas ou questões de possibilidades futuras, sofrendo por estar aprisionada em alguns contextos, para encontrar soluções para todos os seus problemas.
As ruminações mais comuns são sobre questões do passado e sobre acontecimentos no momento atual. E a pessoa está, também, sempre emaranhando o presente com o passado, pois percebe (ou inventa) que o passado está se repetindo no presente e, se no passado não encontrou soluções para os problemas, no presente está em desespero ruminando sobre os problemas - associados ou não ao passado - e, consequentemente, ruminando sobre as soluções.
A grande maioria, vive mais nas ruminações sobre os problemas ou sobre algum contexto com pessoas, em que está sempre "brigando ou falando com as pessoas envolvidas no seu problema". A pessoa está sempre revivendo o acontecimento e sempre querendo imaginar o que poderia ter feito ou dito, e não fez e não disse, com isso, a pessoa "vive dentro da sua cabeça", pensando no que poderia ter feito ou no que poderá fazer ou no que gostaria de fazer, mas não pode.
Por ex., se a pessoa estiver brigado com alguém, depois da briga, ela ficará ruminando intensivamente sobre a briga, sobre o que o outro fez e disse, sobre o que ela mesma fez e disse, sobre o que ela deveria ter feito e não fez, sobre o que gostaria de fazer para se vingar do outro. Ela cria então inúmeras conversas com esse outro, imaginando que está falando para ele um monte de desaforos, que está "acabando com o outro", mas nunca é suficiente, pois ela não vai resolver isso com o outro, não vai falar com ele, pois seu prazer é viver de ruminações e essa questão da tal briga, é a "ruminação prazerosa da vez". A pessoa fica atormentada de tanto pensar na briga, na vingança, de tanto sentir ódio do outro, de tanto criar imagens em que está machucando o outro de tanto ódio que tem dele. E ela não para. E vai gerar mais tormento e mais perturbações.
E além dessa questão específica da briga, ela ainda tem suas ruminações de sempre, pelos mesmos contextos, pelos mesmos sofrimentos, buscando sempre resolver, sem de verdade focar nas soluções. O prazer é na ruminação sobre a busca da solução. Se soluciona, vai buscar outros problemas para poder voltar a ter um contexto para suas ruminações sem fim.
A pessoa só vive de ruminações, é um vício. Literalmente um vício. Isto porque, no mínimo, ela precisa se ocupar de algo, sempre na mente, para evitar o silêncio - da falta de ruminações ou pensamentos excessivos -, pois no silêncio, sente um vazio profundo. O vício se torna real, pois nas ruminações, principalmente as ruminações intensas, onde há muito sofrimento em algum contexto de vida, em que a pessoa está intensa e ativamente na mente, só pensando na situação, querendo entender porque está ocorrendo a tal situação, querendo saber como sair da situação, vivendo como uma guerreira lutando uma batalha que lhe parece não ter solução - e ela está tão fissurada na questão e em toda a agitação que cria, que não quer de verdade a solução, só quer se aliviar -, talvez ela também fique ruminando sobre como sair dessa situação, ela fica ruminando sobre a condição em que sempre está se vendo como vítima da questão - mesmo que não haja ninguém envolvido, em que a questão sejam seus bloqueios, em que se acha vítima da vida.
Em alguns casos, as ruminações se intensificam caso ela já esteja sofrendo demais com a situação - no ex. dos bloqueios internos -, caso esteja muito perturbada e se isso tudo já estiver deixando-a muito fraca, esgotada e exausta, aí acrescentará as ruminações a respeito desse sofrimento (autogerado), vai ruminar para encontrar soluções para acabar com o sofrimento, que foi gerado pelo excesso de ruminações sobre os bloqueios de sua vida e das ilusórias tentativas criadas a partir das ruminações, para poder acabar com os bloqueios. Ficará ruminando para acabar com o esgotamento que as ruminações geram, acreditando que o esgotamento é gerado somente pelos bloqueios ou por outros que estão sugando sua energia. Isto tudo pode ter uma certa verdade, mas de forma pontual. A pessoa ruminadora, usa essas verdades, como ponto de partida para sua aventura nas ruminações sem fim, ela se perde do ponto real dos acontecimentos ou do que está realmente ocorrendo com ela - no ex. dos bloqueios internos - e estende tudo isso, criando uma grande teia de "equações de soluções", mas com a intenção inconsciente, de nunca encontrar as soluções, mesmo que os bloqueios a estejam enfraquecendo e até adoecendo demais. Ela fará de tudo para se fortalecer, mas vai buscar soluções racionais, nas ruminações mentais, para acabar com o enfraquecimento e os bloqueios, mas não quer abrir mão do vício grave de viver nas ruminações. Esse enfraquecimento, perturbação, exaustão e esgotamento, físico, mental, emocional, energético e até espiritual, são provenientes do excesso de ruminações mentais, que esgota totalmente a energia da pessoa.
Este vício nas ruminações, se potencializa e se torna real, por conta da liberação excessiva de determinados neurotransmissores, nas ruminações excessivas. É igual ao vício em drogas, em que as pessoas usam para "esquecer dos problemas e para suportar a vida" (obviamente nunca estão de verdade querendo resolver seus problemas), as drogas trazem um alívio momentâneo, em que a pessoa não sente o peso dos problemas e dificuldades de sua vida, mas nunca são a solução dos problemas. Além disso, as drogas fazem um grande mal, mas a pessoa não consegue se livrar dela e, além de não resolver os problemas, traz um extremo enfraquecimento pelo abuso das drogas.
À medida que a pessoa vai sentindo mais sofrimento pelas questões de vida, ela precisa de doses cada vez mais altas da droga.
Assim é com a liberação desses neurotransmissores específicos. A pessoa se sente bem, mesmo com o sofrimento das ruminações, pois os neurotransmissores liberados lhe dão força, até mesmo um tipo de "euforia negativa" - a euforia é sempre apreciada e, nestes casos, mesmo que seja negativa, ainda assim é um estado de euforia que agrada o ruminador - e ela então vai querer mais disso. Por isso, suas ruminações, apesar de incluírem a busca, em pensamentos, pela solução dos problemas, na verdade a pessoa não quer solucionar, ela quer apenas viver nesse cenário em que está sempre recebendo "o banho de neurotransmissores liberados pelo cérebro" e, como todo vício, uma certa descarga desses neurotransmissores que antes lhe saciava, agora não sacia mais, agora a pessoa precisa de mais, então intensificará as ruminações e criará um contexto, dentro de um círculo viciosos, em que luta contra esse estado, que intensifica as ruminações, mas ao mesmo tempo, busca mais desse estado.
Toda droga faz muito mal para as pessoas. Todo tipo de vício faz mal. Qualquer tipo de vício sempre tem um prazer associado, mesmo que as consequências sejam graves.
Esse padrão que ela cria em suas eternas ruminações, está estabelecido a partir seu círculo vicioso - de pensamentos, sentimentos e comportamentos repetitivos -, que então por suas frequências densas e por questões neurais, acaba determinando uma rede neural padrão associada a esse comportamento de ruminador compulsivo.
Em todo esse contexto do ruminador compulsivo, pelo excesso desses determinados neurotransmissores que trazem momentaneamente, força, euforia e intensidade, depois que passa o pico da liberação, a pessoa fica exausta, fica angustiada, fica confusa, muitas vezes com névoa mental, dentre outros sintomas mais graves. A pessoa "cai, se desmonta". E, dentro de seu padrão de ruminação, aí está mais um grande problema a ser resolvido. Que é o fato de que a pessoa está ficando fraca, exaurida até mesmo em seus processos mentais "normais", ela fica "sem forças para pensar" em questões e decisões básicas de seu dia-a-dia. E isso começa realmente a deixar a pessoa preocupada. Mas ela nem imagina que esse estado de exaustão generalizada, se deve ao fato de ela ficar em suas perturbadas ruminações mentais. Ela poderá achar que tem algum problema de saúde física, para justificar essa exaustão extrema. Mas o problema é de "doença" mental, que a exaure totalmente, que a leva a gerar, também, problemas de saúde física.
E ela vai achar que para solucionar o problema da exaustão extrema, tem que "pensar mais sobre isso, para encontrar soluções". E nessa condição de fraqueza geral, com a mente muito perturbada, ela precisa desesperadamente conseguir voltar para as ruminações intensas, que é o modo de operar que ela tem, acreditando que nas ruminações, ela encontrará os milagres que procura para se salvar da impotência geral.
Obviamente que todas essas decisões que cito, são tomadas de forma inconsciente. É dentro da estrutura mental e com frequências demasiadamente densas, que a pessoa está tomando suas decisões. Tudo nela gira em torno de impulsos para sobrevivência, dentro do contexto das ruminações.
Uma pessoa que "vive de problemas para ter ruminações", vai "ter sempre um ou mais problemas". Problemas que geralmente nem existem na intensidade como ela acredita, ou ela cria o problema que não existe, ou problematiza o falso problema, ou problematiza até mesmo um problema. Essa pessoa "vive na mente", que é seu mundo real, um mundo prazeroso (mesmo que possa até ser masoquista) em que verdadeiramente é viciada em ruminações, não vai querer verdadeiramente se curar disso tudo. Todo vício é extremamente difícil de ser curado. Principalmente, porque a pessoa precisa reconhecer que é viciada e precisa ter a real intenção de se abster da "droga" liberada no vício.
Esta pessoa aqui descrita, como ruminadora compulsiva, não sabe que é assim, não sabe que tem essa compulsão por esse vício em ruminar. Não sabe que "pensa excessivamente". Acredita que seus pensamentos são lógicos, assertivos. Se nem sabe que tem essa "doença", como fazer para que saiba que precisa se tratar contra esse vício, que a está levando ao desequilíbrio grave. Infelizmente e normalmente, isto só poderá ocorrer somente quando a pessoa já estiver muito exausta, perdida, fraca, fracassada, perturbada demais, já dando indícios de transtornos psíquicos. O esgotamento generalizado será o sinal de alerta para ela, para que comece a querer saber o que está ocorrendo com ela. Mas ela irá procurar ajuda médica, para saber sobre os estragos no seu corpo físico que já foram causados. Esse susto, de alguma forma poderá fazer com que ela pare um pouco de hiper focar nas ruminações habituais, para se preocupar em retomar sua saúde ou ter que lidar com as doenças autogeradas dentro desse contexto.
Mas isso também terá trazido grandes desequilíbrios psíquicos, perturbações, confusões mentais e até mesmo angústia, medo e até pânico. Desta forma, ela ficará mais atenta e, talvez, busque ajuda terapêutica e também ajuda psiquiátrica, em que de alguma forma começará a perceber essa realidade das ruminações compulsivas.
Se ela vier a saber que vive de ruminações, será um choque para ela, pois ela acredita que apenas tem "uma mente investigativa e buscadora de soluções" e não uma mente ruminadora compulsiva. Ela vai negar essa realidade, vai tentar - para o terapeuta, para o médico e até para ela mesma - provar que tem "clareza mental, que tem uma consciência sobre o que lhe ocorre", vai tentar fazer de tudo para provar que sua mente é saudável. Ela estará lutando por sua existência, ela está sob o domínio rígido de seu ego. É o ego que se torna a "entidade mente racional", é o ego que representa essa parte da pessoa que acredita que está saudavelmente procurando soluções para sua vida. E isso tudo é mentira. O ego que dominar e não se entregar a um fluxo vital de sua consciência.
Essa pessoa ama viver na mente e nas ruminações, mas pelas consequências que isso traz - esgotamento e tudo o que citei -, ela vai buscar ajuda, somente porque quer se livrar dessas consequências dolorosas e não do seu vício. Vicio nas ruminações, o qual ela nega que tem.
É o mesmo que um drogado em que pelo abuso das drogas, está sofrendo pelas consequências desse abuso. Tanto pelos transtornos mentais, quando pelas consequências no corpo físico. Pelo sofrimento que isso causa, ele vai querer se livrar do sofrimento. Digamos que se ele fosse procurar um médico para tratar dos sintomas dessas consequências, ele estaria tentando fazer o médico lhe dar algum remédio para curar tudo isso, estaria buscando se salvar das consequências. E não das drogas, que lhe dão tanto alívio.
Então esse médico iria pesquisar sobre os motivos pelos quais ele está com esses sintomas e problemas de saúde. O médico descobriria seu vício. E diria ao drogado que esses problemas e sintomas poderão melhorar ou serem revertidos, somente se ele se abstiver do uso das drogas. Dirá, obviamente, que tudo é consequência do uso de drogas e a solução é abrir mão para se recuperar.
O drogado ficará furioso e resistirá, pois ele não quer parar de usar drogas, ele adora os momentos poderosos que vive quando as usa, ele só quer se livrar dos problemas que ela causa. Ele até poderá negar que "abusa das drogas", talvez acredite que usa quando quer e sabe parar de usar se quiser. O que não é verdade.
Assim é também o viciado em ruminações mentais. Caso ele procure alguns médicos para tratar os sintomas dos problemas de saúde causados pelo seu vício, no seu organismo como um todo, ele vai insistir em que os médicos encontrem alguma outra raiz dos problemas de saúde que foram gerados. Mas é por todo o processo das ruminações compulsivas, que estão afetando demasiadamente seu cérebro, que tudo está se desencadeando, através de inflamações, degenerações, imunidade baixa, dentre tantas outras condições. Seu cérebro está "exausto" e ativando alguns outros neurotransmissores para tentar combater os males gerados e se equilibrar, e tudo isso se torna um "bombardeio" que afeta o cérebro de alguma forma. Consequentemente, essas liberações e descompensações, emanam sinais ao sistema nervoso num geral, liberando cargas nocivas ao organismo como um todo.
Muitas inflamações e doenças no corpo são originadas a partir dos processos mentais, do ego insaciável e dominador. Falo aqui de inúmeros outros processos mentais - em que em outros textos falo em termos de ego, que seria a "entidade" formada como corpo mental -, que levam a pessoa a ter angústia profunda, medos intensos, depressão, incapacitação generalizada, raiva e fúria intensas, dentre outros danos. É a mente - ego- desequilibrada, determinando e aprisionando a pessoa em seus círculos viciosos, que vai gerando desordens graves e doenças variadas. A mente em desequilíbrio - o corpo mental -, levando a pessoa a vícios de comportamento, sentimentos e pensamentos, acaba desequilibrando o "corpo energético", que desequilibra os corpos emocional, espiritual e chegando ao físico.
Estou citando aqui sobre um contexto muito comum nas pessoas, que são os processos de ruminações mentais, pois a mente - ego - assume o controle da vida da pessoa e, com isso, acha que pode comandar a vida a partir de suas ideias e criações mentais para conquistar o que deseja e para lidar com as situações de desequilíbrios, que são consequências desse comportamento, que acontecem.
A mente/ego é ruminante por natureza na condição humana. É pela mente desequilibrada, principalmente nas ruminações excessivas, que tudo se desdobra nos acontecimentos na vida, que os padrões de vida que se repetem, das doenças que acontecem e tudo o mais.
Nestes excessos, no ruminador compulsivo, o caso se agrava, como citei acima. Nesse cenário, muitas pessoas vivem tão intensamente isso, com os desequilíbrios e exaustão que citei, que "se quebram", pois se deslocam tanto para o "mundo da mente", que acabam criando certa dissociação com a realidade, não necessariamente num estado psicótico real, mas numa dissociação da realidade (por estar no mundo da mente) que beira as margens de pequenos "pseudo surtos psicóticos", se trata de uma forma de psicose comportamental e não real, mas que pode evoluir para psicose real. Não é real, pois a pessoa, de certa forma, sabe que está "pensando demais sobre as questões" e não exatamente delirando. Ela está com "os pés no chão". Porém, o agravante é que ela rumina tanto sobre determinados temas, que começa a criar alguma persecutoriedade ou a acreditar exageradamente em alguns contextos que não estão ocorrendo como ela pensa que estão, ou "viver a experiência no mental" excessivamente. Aqui estão os perigos da dissociação. Ela poderá acreditar mesmo nas historias que está criando, que são provenientes de algum contexto real e não imaginário, então são os desdobramentos da "historia real", ocorrida, que se tornam criações desequilibradas, que estão fora da "realidade do que realmente" ocorreu.
Ela não está inventando historias, como um psicótico, um esquizofrênico, mas está inventando desdobramentos e situações que não ocorreram ou não estão ocorrendo.
Porém, alguns desdobramentos de um acontecimento real, poderão ser reais também. A pessoa poderá estar lidando com algumas condições geradas em realidades paralelas. E isso tudo é real e, para lidar com isso, a pessoa precisa estar muito consciente de que está lidando com outras dimensões e com conteúdos do inconsciente. No caso do ruminador, quando adentra essas realidades paralelas que ele "até vê ou percebe e sente" as ocorrências ali, ele acaba se perdendo, não se dissociando da realidade, mas vivendo excessivamente nessas verdades ocultas, nesses cenários paralelos, ruminando excessivamente a respeito de como "consertar as coisas que ali estão ocorrendo". Essa pessoa poderá sentir e perceber as reais frequências de todos esses acontecimentos, mas ela distorce tudo.
Aqui estou adentrando um outro nível sobre esse assunto, mas que, da mesma forma, criam ruminações excessivas, que acabam distorcendo as condições gerais e até mesmo distorcendo e modificando as frequências originais dos acontecimentos paralelos, e somente focando nas frequências densas dos problemas. O ruminador poderá perceber frequências e as interações que ocorreram e estão ocorrendo nas realidades paralelas.
Para todas as pessoas, a percepção do que ocorre nas realidades paralelas é saudável e necessária para um desenvolvimento de consciência expandida. Porém, se a pessoa tem percepções adequadas, mas acaba entregando isso aos domínios da mente, então esta acaba distorcendo tudo e, ao invés da pessoa lidar com essas questões ocultas de forma saudável, ela pode "viajar muito", achar que viu o que não viu, ou distorcer algo que viu. Ou se ligar energeticamente fixamente nas questões que realmente ocorreram e ocorrem, e essa ligação com essas frequências, faz com que ela fique "meio presa a isso", fazendo de tudo para se libertar disso, e ruminando, de forma inconsciente, sobre como se libertar dessas frequências que a estão dominando.
Essas distorções ocorrem por conta da mente, o ego, pois ele se dissocia da realidade e começa a criar "o que não ocorreu em cima das reais ocorrências". Se nas percepções sutis, provenientes de sua consciência, a respeito do que houve para além do ocorrido na realidade física, nas realidades paralelas, se a pessoa se mantiver em alinhamento com sua consciência, ela lidará com os "fatos paralelos" sem se perder e sem divagar em ruiminações. E então ela encontrará as soluções saudáveis para os acontecimentos.
Um caso de ruminação mais grave acontece quando a pessoa tem capacidades de percepções extrassensoriais bem desenvolvidas, o que faz com que ela viva um acontecimento na realidade física, mas também tem percepções muito aguçadas e detalhadas do que realmente ocorreu nas realidades paralelas, que ocorrem de forma inconsciente. Ela percebe quais foram as reais intenções dos outros e as reais interações. Essa pessoa poderá ter consciência da diferença entre as realidades e que o que ocorre nas paralelas, não tem a ver realmente com o que ocorreu na fisicalidade.
Porém, essa pessoa percebe nitidamente, o que o outro realmente lhe fez em termos de manipulações de energia, de frequências geradas de forma mal intencionada e quais as intenções que tinha.
Lembrando que a humanidade vive a partir da mente/ego e, inconscientemente, todos estão sempre em busca de energia. Energia é pura vida, mas energia é poder. As pessoas podem não ter a mínima ideia disso, mas em seu inconsciente, todos sabem que precisam de energia e ninguém vai em busca de sua própria energia e essência, e nem vai buscar na fonte criadora, todos estão sempre buscando energia uns nos outros. Tudo se trata de ter muita energia para estar bem vivo e forte, e tudo se trata de poder. Quanto mais energia uma pessoa tem, mais poderosa ela se torna diante dos outros. Tudo na vida humana é sobre disputa de poder, pois quem tem poder, tem mais energia para dominar e tem mais força, potência e vitalidade. Mas essa energia de poder que alguns tem, é proveniente do roubo, da extração de energias alheias. Além disso, falando sobre "energia negativa e positiva", todos buscam extrair dos outros as energias positivas e buscam "enfiar dentro dos outros" suas energias negativas. Todos querem se livrar da carga da energia negativa - pois, dentre outros, ela contém seus medos, angústias e sofrimentos - e precisam da energia positiva - dentre outros, ela contém força, coragem, alegria e vontade de viver.
Voltando ao caso mais grave da pessoa perceptiva, então, nas percepções que ela tem sobre o que realmente ocorreu e está ocorrendo, como desdobramentos, na realidade paralela, ela descobrirá as intenções, manipulações e dissimulações do outro, que manipulou a pessoa psiquicamente, extraindo dela grandes cargas de energia positiva, energia vital, e implantou nela grande carga de energia negativa, energia "de morte em vida".
A pessoa perceptiva, vai ver e saber disso tudo e vai querer fazer de tudo para reverter a condição e resgatar suas energias positivas e devolver ao outro suas energias negativas. Ela poderá conseguir realizar a reversão, dependendo do contexto, das necessidades de sua alma e no possível apoio da Espiritualidade. Porém, se a pessoa começar a se deslocar muito para as realidades paralelas, ela vai começar a ficar extremamente sensível a tudo o que ocorre nessas dimensões. E, com isso, ela perceberá e sentirá muito dessas influências e condições. Sentirá as frequências densas, viscosas e pegajosas que se agarrarão a ela, quanto mais ela se desdobrar nas realidades paralelas e ficar fixamente ligada aos seus "inimigos" que a estão destruindo.
É uma realidade, mas se ela se desdobra muito para tentar resolver as coisas de forma desesperada nas paralelas, a mente começa a assumir essa batalha e, mesmo que a pessoa esteja em alinhamento com sua consciência, vendo e interagindo nas paralelas, seu ego também poderá puxa-la para o mundo da mente, para criar soluções não pela consciência, mas pela mente. Se a pessoa não perceber isso, apesar de ela continuar a ver "verdades nas realidades paralelas" - ou seja, ela não está delirando, é real nesse outro plano -, com os impulsos de sua consciência para aguçar suas percepções, ela poderá se deixar dominar pela mente ruminante, sem perceber.
A mente ruminante compulsiva, é capaz de trazer certa "clareza" para a pessoa, num primeiro momento, só para atraí-la para uma armadilha do ego. Nessa clareza, ela achará que se trata somente de percepções adequadas, quando na verdade, a pessoa foi capturada para o mundo da mente, com seu ego a dominando. A mente ruminante, no caso desta pessoa de grandes capacidades de percepção extrassensorial, vai se utilizar das capacidades reais dessas percepções das realidades paralelas, e vai usar essas percepções reais para mergulhar no mundo das ruminações, agora com "dados reais". Mas no processo de ruminações compulsivas, mesmo lidando com "dados de realidades paralelas", a mente irá ruminar com todo esse néctar das verdades frequenciais. As ruminações nesse nível são mais intensas e mais "prazerosas" (negativamente), pois estão em outro nível e promovem liberações ainda mais intensas dos neurotransmissores que darão prazer nos momentos intensos de ruminações. Este cenário é pior, pois a pessoa se acha consciente demais para acreditar que tem consciência, mas que seu ego a sequestrou para o mundo das ruminações mentais compulsivas.
Aí ela passará por todo o processo de exaustão e enfraquecimentos gerais, em todos os corpos, mas de forma piorada, pois ela não estará somente no mundo da mente, mas estará também "no mundo das realidades paralelas". Ela perceberá as verdades ali manifestadas, mas a mente pegará essas verdades, para integrar às suas ruminações. Resultado: mais vício, mais distorções, mais sofrimento.
Por exemplo, se essa pessoa muito sensitiva e perceptiva, estiver lidando com pessoas, nas realidades paralelas, que estão lhe roubando energia positiva e lhe inserindo energias negativas, a pessoa poderá criar aí o seu mundo. Ela poderá se desdobrar muito, indo para as realidades paralelas, criando "curas ilusórias ou parciais". Caso ela esteja desestimulada pela vida na matéria, ou querendo fugir dessa realidade, ela desenvolverá esse vício. Ela estará mesmo sofrendo as consequências dessas condições, por ser roubada de sua vida e por estar com as deficiências dos outros, e começará a desenvolver recursos desesperados para se resgatar de dentro dos outros e para arrancar os outros de dentro de si mesma, para jogar dentro deles. Apesar de ter consciência de que está de verdade na realidade física, onde nada disso está ocorrendo e de que essas ocorrências estão manifestadas nas realidades paralelas, ou seja, ela não está dissociada da realidade, mas se projetou muito nas paralelas e se "abandonou na fisicalidade", vivendo só no modo sobrevivência, sem forças e sem vontade. Ela acredita que somente poderá voltar a viver de verdade, quando se resgatar totalmente das garras dos outros e quando devolver a todos os seus males. Ela está baseada em verdades. Porém, essas reversões, não ocorrerão somente porque ela está vivendo intensamente isso nas paralelas e perdida nos domínios da mente ruminadora compulsiva.
Baseada nas verdades sobre as ocorrências nas realidades paralelas, em que tudo o que acontece lá, afetam diretamente a vida da pessoa, em alguns momentos, determinadas condições, podem realmente se resolver, e serem revertidas. A pessoa volta a estar com suas potencialidades e vida. Mas não pelas ruminações. Porém, os outros, nas realidades paralelas, vão querer retomar o que perderam e irão atacar novamente, agora com mais intensidade, para roubar mais e de forma definitiva, a energia de luz e poder da pessoa, e inserir nela as energias de dor e impotência. Então a pessoa perceberá esses ataques desesperados e intensos, e reagirá a isso.
Isso ocorrerá, caso não tenha resolvido de verdade, por ter realizado as reversões a partir das ruminações intensas a respeito de como reverter tudo e dos manejos mentais que ela criou para a falsa reversão disso tudo. Ou seja, se ela adentrou as paralelas, mas está criando soluções e interagindo com os mal feitores de forma mental, ruminando sobre os recursos de "guerra" que pode usar para a solução de tudo, então tudo não passará de ilusão criada pela mente ruminanante, seria como se ela estivesse, em suas ruminações, criando um cenário mental e ilusório, em que ataca os outros e arranca seus poderes e insere os males deles. Isto não passará de criações mentais provenientes dos resultados insanos das ruminações mentais compulsivas. E tudo retornará. E ela irá ruminar ainda mais para ver se encontrar outros recursos e poderes para resolver o caso. Lembrando que está viciada nas ruminações... então nunca encontrará soluções reais. Para ter ruminações, ela precisa ser roubada de suas energias positivas e invadida com energias negativas alheias.
Porém, no exagero disso tudo, a pessoa poderá se perder, pois de verdade, nas realidades paralelas, todos aqueles que a estão roubando, estão fazendo isso de verdade. Mas não será à base da força e muito menos à base das ruminações compulsivas de sua mente, querendo encontrar soluções para se proteger e para reverter tudo isso, que a pessoa realmente sairá disso.
Mas como tudo está ocorrendo nas realidades paralelas e como a pessoa tem essas claras percepções, também, por conta das inúmeras vezes que conseguiu e depois perdeu de novo, ela agora estará com a crença de que nada está resolvendo e está desesperada. Assim, está ruminando mais intensamente sobre o que fazer, que soluções terá. Ela não vai desistir e vai usar a mente ruminante para encontrar soluções, porém, achando que está num estado de consciência fazendo esses "trabalhos para se salvar". Ela fará os mesmos processos de resgates de si e devoluções do que é dos outros, inúmeras vezes, em algumas vezes, algumas micro frequências se resolverão. Mas ainda terá muito o que tratar de forma adequada e real.
Ela está nessa batalha sem fim, desesperada, fracassada, pois digamos que realmente tudo o que roubaram dela de luz e todo o mal que jogaram nela, a deixaram fraca e fracassada, impotente.
Então suas ruminações se intensificarão num ato desesperado de encontrar soluções definitivas, então ela criará esse padrão de comportamento, sentimento e pensamentos, nas ruminações mais destrutivas, apesar de terem fundamento e verdades, e vai afetar mais intensamente seu cérebro por conta das liberações excessivas de determinados neurotransmissores conforme citei acima. Ela não está dissociada da realidade, pois ela está ciente de que na realidade física, apesar de algumas ações e reações das pessoas com as quais lida nas paralelas, se confirmarem na fisicalidade, ainda assim, ela sabe a diferença entre o que ocorre na fisicalidade e o que ocorre nas realidades paralelas.
O impacto de todo esse processo de ruminações compulsivas, que nunca trazem alivio real e nem soluções, destrói a pessoa. Como no exemplo mais simples, citado no início do texto, este exemplo mais complexo e intenso, também a pessoa entrará em grande sofrimento, exaustão e desgastes intensos. Sua vida provavelmente ficará estagnada, pois ela está muito ocupada, perdida em suas ruminações, sentindo o prazer (negativo) das liberações de neurotransmissores em abundância e depois se exaurindo por tanto excesso dessas liberações. E isso, num ciclo sem fim, obviamente que esgota todas as energias de sobrevivência da pessoa, que estará desesperada pela vida estagnada e com problemas sérios, mas bloqueada pelo seu ego, para que não saia desse ciclo sem fim.
As consequências graves disso, vão se manifestando na sua realidade da matéria, afetando sua vida como um todo e, inclusive seu trabalho (caso tenha um), e no seu corpo físico que literalmente só tem energia para o mínimo necessário para cuidar de sua restrita sobrevivência.
A pessoa então, finalmente perceberá que está totalmente perdida e estagnada, e buscará alguma ajuda. Nessa ajuda, como citei acima no exemplo mais simples destas condições, ela poderá - dependendo de seu nível de consciência - encontrar algum tipo de apoio, talvez terapêutico e espiritual, e em alguns casos, se as ruminações estiverem em níveis muito destrutivos, precisará de acompanhamento psiquiátrico.
Nas ruminações, a pessoa "perde certo contato com a realidade", cria certa dissociação, pois está dominada pela mente ruminante. Até mesmo a pessoa com consciência mais desenvolvida, poderá em alguns momentos ter certa "dissociação" com a realidade, por estar muito desdobrada nas realidades paralelas, mesmo que no caso da pessoa consciente seja uma "dissociação consciente".
Ou seja, nos casos comuns, em que inúmeras pessoas vivem de ruminações, até os casos de pessoas com mais consciência, se perder nas ruminações compulsivas é algo extremamente doentio. E precisa de cuidados imediatos.
Inúmeras são as pessoas que vivem isso e não tem a mínima consciência. Isso é um real perigo.
Espero que este texto te ajude a perceber se você está vivendo de ruminações compulsivas, seja honesto consigo, e busque ajuda para curar isso.
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Autor Teresa Cristina Pascotto Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, com capacidade de percepção extrassensorial para ver o oculto e as raízes dos problemas. Desenvolvi a Terapia Espiritualista Multidimensional - processo de Transformação e Despertar da Consciência. Atuo em níveis profundos do inconsciente e nas realidades paralelas multidimensionais e Estelares. E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Autoconhecimento clicando aqui. |










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