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O ponto neutro do ego

por Flávio Bastos

Publicado dia 8/12/2008 em Autoconhecimento

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Segundo Freud, o ego é a instância intermediária da nossa personalidade que fica entre as manifestações instintuais do ID e a pressão exercida pelos valores ético-morais internalizados no superego. Portanto, o ego é o "eu" do indivíduo. É a sua auto-imagem e a imagem que ele projeta para o seu universo de relações pessoais. É a forma como ele se expressa e se comunica com o mundo.

Na psicoterapia de orientação psicanalítica, geralmente o terapeuta trabalha no sentido de focar o ego de seu paciente trazendo-o para o senso de realidade, ou seja, na busca do (re)equilíbrio entre os excessos exercidos pelas pressões internas do ID e do superego em sua vida.

No entanto, sob o ponto de vista das terapias que lidam com o conteúdo relacionado à vidas passadas, o ego transcende as fronteiras do "aqui-agora", trazendo informações que podem ser anexadas ao processo terapêutico. E quando isso acontece através da técnica regressiva, novos e importantes elementos somam-se ao já existentes da vida atual da pessoa.

Como trazemos traços de personalidade de outras vidas, as peças de um verdadeiro jogo de quebra-cabeças que significa o psiquismo humano, ficam menos difíceis de reunir à medida que o terapeuta identifica no remoto passado, a ponta do "fio da meada" que mantém a sua sintonia no presente.

Contudo, o terapeuta, seja da formação que for, será sempre (e somente...) um facilitador para que o seu paciente consiga com o processo terapêutico, elaborar conscientemente o material que emerge do inconsciente a caminho da autocura. O terapeuta não é um ser milagroso ou milagreiro, ou o seu paciente um ser privilegiado na comparação com seus semelhantes. O patamar das curas consideradas milagrosas, independe da vontade humana...

O terapeuta que lida com o conteúdo inconsciente da vida atual e de vida(s) passada(s), pode também ser o facilitador para que o seu paciente, através de um outro "olhar", conscientize-se em relação aos desequilíbrios do ego em sua vida. A partir dessa possibilidade, resultante de uma certeza terapêutica, o profissional, por intermédio do uso de sua técnica poderá trabalhar com as derivações do ego, mais conhecidas como "egocentrismo" ou "egoísmo" que são fatores de considerável atraso do crescimento pessoal e consciencial do indivíduo.

A grande maioria de nós, seres em busca de equilíbrio bio-psico-espiritual, de uma forma mais ou menos consciente almejamos a paz interior. Porém, essa conquista passa pela cura dos excessos do ego, onde o egoísmo e o orgulho são os principais fatores de desarmonia psíquico-espiritual.

Uma terapia bem sucedida passa pela terapia da alma, ao estabelecer vínculos do ego do paciente com a sua realidade interdimensional, geralmente repleta de desequilíbrios em relação à  necessidade de afirmar a sua imagem fundamentada nos excessos do eu na experiência interpessoal: eu possuo... eu mando... eu...

Sem desconsiderar, é óbvio, a importância da auto-imagem ou auto-estima positiva da pessoa como fator de saúde mental, a psicoterapia que lida com a natureza interdimensional do ser humano, trabalha também com a perspectiva do indivíduo encontrar o "ponto neutro do ego", ou seja, aquele nível existencial mais próximo da sensação de paz interior em que as excessivas manifestações do eu já não exercem mais a nociva pressão sobre o psiquismo e, consequentemente, sobre o comportamento no sentido da necessidade de auto-afirmação a "qualquer custo".

O ponto neutro do ego é o nível consciencial em que a ansiedade de afirmação do eu, como a necessidade de provar alguma coisa, de criticar ou de julgar conforme os acontecimentos da vida em sociedade, encontra-se controlada (focada...) pela internalização de novos valores adquiridos que transcendem a angústia imediata do "aqui-agora". Esse é um dos muitos caminhos que leva-nos à visão do que devemos acalmar dentro de nós mesmos, ou seja, a percepção do natural caminho da cura de nossas inferioridades, energias geradoras de todas as doenças do corpo e da alma.

Psicanalista Clínico e Interdimensional

flaviobastos

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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