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O que esperar de 2008?



Nem a correria do final do ano, nem os presentes de Natal ou os planos das férias tiram o foco dos nossos pensamentos sobre o próximo ano. Afinal, como será o amanhã?
O que podemos esperar do próximo ano? O que o destino nos reserva?

Cada um de nós tenta usar dos instrumentos que possuem para responder estas questões. Tradicionalmente, é uma época onde os astrólogos e numerólogos trabalham muito, justamente porque as pessoas precisam de orientações. Hoje acredito que muita gente já compreende que o destino está apenas parcialmente fora de nós, por isso as leituras astrológicas são interessantes, mas não definem totalmente o nosso caminho, pois muito depende de nós, das nossas escolhas e atitudes.

Fico feliz em pensar que mesmo num momento de perturbação quando as coisas não seguem pelos caminhos esperados podemos pensar no amanhã, porque todos os dias realizamos, pois a vida é cíclica; as coisas podem ser retomadas, os relacionamentos podem ser redirecionados. Podemos também fazer novas escolhas, mudar aquilo que já aprendemos que não dá certo. A mudança nasce em nós, assim como o futuro também. Mas devo confessar que só assimilei verdadeiramente essa idéia depois de abrir a minha mente e de me libertar de crenças muito limitadoras que o inconsciente coletivo impõe. E imagino que você concorde que pensar diferente não é algo simples como parece.

Abrir o pensamento é aquilo que os yogues chamam de iluminação ou nirvana, um estado de profunda conexão com Deus que nos permite sentir que somos parte integrante dessa ação do destino. E se pudéssemos dar um nome ao destino talvez Deus fosse o escolhido. Mas pensando assim não estaríamos nos colocando totalmente fora dessa ação assinando embaixo nossa carta de impotência?

Na Fraternidade Branca, aprendemos que devemos sempre trabalhar no cultivo da fé no Cristo interno, no Deus em ação, na Divina Presença em nós. Os Mestres Ascencionados com seus pensamentos iluminados afirmam que devemos tomar as rédeas do nosso destino, porém nunca devemos perder a noção de que nem tudo depende de nós e que temos que aceitar conviver com as incertezas.

Segurança é algo tão neurótico que adoece as pessoas. A perda de um emprego, a doença na família, um relacionamento que está terminando, algo que não depende de nós, mas que nos afeta profundamente pode tirar o sono e a confiança na vida, mas será que não vamos aprender a lidar com o inesperado? Será que não vamos finalmente atravessar a infância espiritual e encontrar uma fé mais madura?
Por que sempre esperamos pelo pior? Por que temos tanto medo da vida? Por que confiar parece coisa de quem não tem que enfrentar desafios como os nossos?
Acho que todo mundo se lembra do desastre da usina de Chernobil quando uma terrível sentença de morte se abateu sobre todos os sobreviventes da catástrofe. Milhares de reportagens surgiram com especulações sobre o destino da região onde o acidente ocorreu.
A mídia nos assolou com as imagens trágicas e com os dramas familiares e, se não fosse meu marido que gosta muito de ler, ter comentado comigo sobre uma reportagem em que os cientistas descobriram erros em suas projeções de futuro da região afetada pelo acidente nuclear, mostrando uma incrível regeneração ambiental, acho que ainda teria em minha mente impressa a dor e o sofrimento do passado, como um quadro triste guardado em uma das salas do meu inconsciente.
“Um alce em Chernobil” era o nome da reportagem que falava justamente da esperança.

Claro que por se tratar de uma abordagem científica não era essa a palavra, mas um questionamento sobre a ética científica em retificar uma sentença que abalou o mundo.
Mas quem conserta os danos causados em nossa mente que por uma tendência ruim se fixou na tragédia e guardou em cada um de nós suas impressões negativas? Como mudar no inconsciente coletivo a idéia de um futuro trágico se as imagens positivas não são tão divulgadas quanto as trágicas?
Num raciocínio mais superficial, poderíamos achar que felizmente tudo passa, as pessoas esquecem do sofrimento e acabam se fixando nos compromissos diários. Porém, as profundezas do solo das crenças, que é o nosso inconsciente, continua impuro, cheio de dores e conflitos.
Muitas vezes sofremos sem nem nos dar conta que estamos de fato sofrendo, tão acostumados estamos com uma vida sem brilho, sem esperança e sem luz. Mas se um alce resolveu passear em Chernobil será que coisas boas que não dependem da nossa vontade podem nos acontecer?
Será que só para variar não podemos receber um presente do destino? Algo novo e bom para nossas vidas?
Acho que para viver uma Era de Ouro, um tempo sagrado e puro, precisamos cultivar essa pureza no coração. Aprendi com os Mestres que viver com leveza depende do tanto de amargura que insistimos em continuar carregando.

Maria Silvia depois do seu retiro espiritual na Índia dará início ao Grupo de Vivencias de Vidas Passadas e expansão da consciência. Para maiores informações entre em contato com o Espaço Alpha Lux em São Paulo.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 20/12/2007

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Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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