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O que faremos?



Está sendo extremamente triste e doloroso, todos os dias ao ligarmos a televisão ou outro meio de comunicação, vermos ou ouvirmos barbaridades, violências que nos açoitam, mexem com nosso corpo anímico, com nosso coração, com nossa alma, ao constatarmos inocentes sendo vilmente açoitados, torturados, sendo destrinchados, como uma ave já morta, deixando seus pedaços no asfalto, rolando como se fossem apenas pedaços de carne esfoliando-se.

Vem aos meus olhos que lacrimejam com muita dor, a imagem de algo complexo, incompreensível. Como é possível, uma criancinha de apenas seis anos, alegre, cheia de vida, ser esquartejada? Minha memória, retorna a séculos passados, quando um homem chamado Tiradentes, puro, ingênuo, defendendo uma causa chamada "Libertas Quae Sera Tamen", foi vilmente morto e cortado em pedaços depois expostos em praça pública, o que até hoje, para alguns talvez mais sensíveis ao valor do ser humano, cause certa indignação e repugnância!

Imaginemos o coração da mãe dessa criança... Pois além da perda, dificílima, de um filho, o vê partido em pedaços, os mesmos pedacinhos que ela, como criadora, gestou com muito carinho.

Os autores de tal atrocidade são jovens! Terão eles algum distúrbio psicológico e necessitam de tratamento? Foram absorvidos pelo cruel lado sombrio que todos temos? E nós? Como podemos dormir tranquilamente, se está registrado em nossas entranhas tal crueldade!

Fala-se, discute-se a importância da célula familiar como alicerce para a estrutura das crianças, futuros jovens saudáveis. Mas, terão esses infelizes adolescentes, praticantes desse atroz ato... família? Educação? Escola? Questiono: de que adianta prende-los em lugares onde aprenderão como tornarem-se ainda mais escrotos para a sociedade? Sairão, para onde forem, pior do que entraram!

Nós somos, de certa forma, responsáveis... se não repensarmos sobre o que realmente estamos fazendo neste planeta Terra e porque, afinal, estamos reencarnados aqui! Acho que não podemos mais assitir a noticiários televisivos, radiofônicos ou internéticos como meramente um filme de terror que, ao terminar, simplesmente desligamos nossos aparelhos de comunicação e vamos dormir com um pensamento extremamente egoísta, do tipo: "Ainda bem que não foi com um filho meu!" E deitarmos, dormirmos e... amanhã será outro dia... Isto só combinou com um filme clássico chamado "E o Vento Levou!"

Hoje, esse vento, para quem tem consciência, sufoca, oprime e clama: o que faremos?

"Libertas Quae Sera Tamen"

Nilce Helena Gomes

Texto revisado por Cris
Publicado dia 9/2/2007

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