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O que procuramos fora em realidade está dentro


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Liberdade é independência ante coisas externas. Quem necessita de ajuda de outra pessoa, coisa ou condição, vira escravo dela. A perfeita liberdade não é concedida a ninguém neste mundo, porque o verdadeiro significado da vida do mortal é a relação com o outro, a dependência do outro. Quanto menos necessidades, mais liberdade; por conseguinte, liberdade perfeita é absoluta renúncia aos desejos”. Sai Baba.

Desejo significa o anseio de alguma coisa da qual carecemos no momento, a ideia de uma gratificação futura na mente. Uma expectativa que na maioria das vezes supervalorizamos, algo que nos tira do presente, projetando-nos no futuro. No campo do desejo projetamos no vir a ter ou vir a acontecer nossas aspirações mas íntimas.
Imaginamos que é o nosso livre-arbítrio quem decide desejar isso ou aquilo, rejeitar isso ou aquilo. No entanto, não é bem assim que acontece, não somos tão livres como pensamos nessas escolhas nos caminhos do samsara, já que são as nossas marcas mentais e paradigmas cármicos que impulsionam a maior parte de nossas ações, emoções, atrações ou repulsas.
Como diz Sai Baba: A perfeita liberdade não é concedida a ninguém deste mundo. Um conceito que nos desperta algum tipo de contradição, afinal, Jesus, o Cristo, falou-nos de uma liberdade possível. "Conhecerás a verdade e ela vos libertará", diz ele. Qual seria essa verdade capaz de libertar o homem da escravidão que lhe promove sofrimento? Seria a renúncia a todo desejo, como diz Sathya Sai Baba?

Nosso vínculo com a vida material se encontra sujeito ao corpo do desejo, considerando que a própria semente que deu origem à nossa vida material foi concebida a partir da energia do desejo de nossos pais. Sem desejo não existiria vida física.
Como abdicar do desejo, enquanto criaturas encarnadas num corpo de desejo, quando ele nos molda a partir de estruturas psicológicas e energéticas que se movem em função desse impulso primeiro.
Jesus falou de liberdade. Sai Baba da impossibilidade de usufruir dela enquanto na Terra. Enquanto a forte dependência entre os seres e coisas não for abolida, ou ao menos mantida baixo controle, a plena liberdade também não será possível. Fala Sai Baba de escravidão, de estarmos de alguma forma algemados numa condição da qual é difícil nos desvencilhar.

Será que alguém em sã consciência não desejaria ser livre? Sim e não.
Muitos se negam a abandonar as dependências, as amarras de certos vínculos, enquanto aguardam na esperança de virem a encontrar a felicidade sem abdicarem dos requerimentos do ego. Infelizes, muitos se agarram às grades de suas prisões particulares como se nada existisse além desse habitat que lhes é familiar.
A liberdade é um ato de coragem e também de fé em saber que existe vida além de nossas prisões.

Se dermos uma olhada em volta vemos que quase a totalidade das pessoas -e me incluo nessa lista- resiste a algum tipo de mudança, preferindo a comodidade, a facilidade de algo que lhe resulta habitual, por mais desditosa que essa condição se apresente. Muitos se queixam da falta de mobilidade na condição de dependência em que se encontram. São conscientes daquela situação, mas não têm força suficiente para se soltar. Outros se mostram dispostos a irem além de qualquer limite para defender ferozmente seus sonhos e desejos e se opõem a toda tentativa que a sua alma fizer para mostrar-lhes que, por trás daqueles desejos, atendidos ou não, encontra-se a causa primeira da sua infelicidade.

Dentro da abordagem budista, ao estudarmos a roda da vida, vemos o quanto estamos presos num círculo ilusório que sustentamos, no qual o primeiro elo dos doze que compõem a experiência no Samsara, representa (avidia) nossa ignorância ou cegueira. Não a ignorância no sentido vulgar, mas a ignorância de uma falta de visão de nossa condição original. Seres livres que se fizeram escravos por imaginar que a luminosidade que os atrai para os objetos, pessoas ou situações encontrava-se lá fora, nos fenômenos e no desejo da experiência de possui-los. A ignorância se desfaz ao perceber que a energia que avidamente buscamos nos outros, ou nas coisas, já esta em nós e pertence a nosso próprio ser, quando em sintonia com a nossa consciência superior.

O que procuramos fora em realidade esta dentro.
Ficamos presos ao quero e não quero, gosto e não gosto, e nele pensamos exercer nosso poder de escolha. No entanto, nesse gostar ou não gostar, no qual fundamentamos nossas decisões, continuamos presos, agora ao gostar e não gostar, querer ou não querer. Atrelados ao desejo pela experiência nesses moldes, vamos atrás das coisas avidamente, percebendo que a maioria delas transforma-se, do querer e gostar do começo, no dessabor do dia ou do mês seguinte, porque a nossa ligação com a semente do desejo é volátil e precisa continuamente ficar se movendo de uma experiência para outra, pulando de um galho para um outro galho de uma única árvore.
Nosso livre arbítrio nos leva a nos enjaular.

Abdicar das ilusões e da ignorância não é tão simples assim.
Qual é o caminho, então? Podemos estar fora do mundo enquanto permanecemos no mundo, mesmo carregando em nós o corpo do desejo?
Jesus O Cristo, foi a prova viva de que isso é possível. Gautama, o Buda, também.

Não é o lugar que nos encarcera, mas a falta de uma visão mais ampla da vida. A verdade que nos liberta é sem dúvida a que o Mestre nos aponta.
"O meu reino não é deste mundo". Através da fé e da confiança de que a porta de saída existe e está bem perto, dentro de nós mesmos, podemos enxergar um pequeno clarão no fim do túnel que se  abre à nossa frente.

Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Adriana Garibaldi   
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