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O Reino do Prestes João - Final



De modo geral, todo simbolismo tem mais de um significado e em tais casos o que corresponde é separar aquele que mais se acerque aos conteúdos esotéricos que os textos ostentam. A literatura do sagrado deve conduzir para a profundidade dos arcanos, encerrados em um hermetismo cognoscível pelos métodos iniciáticos que a mesma tradição oferece aos desejosos de abeberar no conhecimento das tradições. No caso do Prestes João, o mesmo que se poderia dizer do Santo Graal, são símbolos cristãos que apontam para o olho do coração, onde o homem tem a residência do espaço divino que se conhece como a alma do ser, o sítio sem lugar preciso onde o Absoluto se mantêm à espera de que o continente humano se desfaça para aproveitar a ruptura dos limites que o componente corporal impõe a esse olho, que a partir do coração olha para o infinito recordando a Eternidade.

Esse símbolo tem um significado inequivocamente espiritual e destinado ao coração humano; esse coração que acolhe a intuição intelectual, o sítio sagrado do homem onde a consciência pura é capaz de se unir com o Ser Supremo sem necessidade de atravessar a imensa planície do conhecimento porque o conhecido é idêntico à vivência do sujeito que conhece. E com esse alcance, o reino do Prestes João põe os cristãos em condições de chegar a Deus sem necessidade de conhecê-lo, o que de fato é impossível; nem sequer imaginá-lo, o que é possível mas ineficaz. Se nos propuséssemos a alentar a idéia de que toda a sabedoria provém de Deus, equivaleria esse êxtase cristão ao resultado da contemplação do yogue, que desapegado das sensações mundanas, se libera do terreno para se unir ao Absoluto, do mesmo modo que o místico do cristianismo se une com Jesus Cristo mediante o êxtase que unifica o que contém o olho do coração do ser individual, com a Eternidade prisioneira na cápsula vital do estado humano.

Penetrar no reino do Prestes João é estar em Deus do mesmo modo que a alma do ser humano está Nele quando sobrevem seu estado póstumo. Os hindus costumam dizer que os yogues após sua morte não tem que percorrer o caminho para o Absoluto porque já o fizeram em vida. Aplique-se essa idéia aos cristãos devotos e se saberá com exatidão o que significa entrar no reino do Prestes João.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 9/7/2007

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