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O sentido da experiência regressiva



Toda experiência do processo vital possui um sentido, ou seja, um significado. Algo nas "entrelinhas" que quer nos dizer alguma coisa sobre nós mesmos. Basta, para isso, estarmos receptivos para percebermos a intensidade do momento e usá-lo em nosso benefício e em prol daqueles que temporariamente elegemos como familiares ou amigos.

O sentido da experiência regressiva é um deles, pois remete-nos ao labirinto da nossa própria verdade interior como seres de existência multi-secular. Portanto, a experiência, acima de tudo, deve fluir com facilidade, sendo a capacidade de entrega por parte da pessoa em regressão, o segredo de seu êxito.

O terapeuta com a sua técnica pode ser um facilitador e ajudar na interpretação do material revivido pelo paciente. No entanto, se este não assimilar a interpretação no sentido do seu entendimento (elaboração) e não continuar perceptivo para a compreensão do que ela quis informar-lhe em relação à melhoria do conhecimento de si mesmo, a regressão não atingirá a meta desejada que é levar a pessoa a um melhor nível de autoconhecimento.

Portanto, a partir da aceitação consciente de que na vida tudo que acontece conosco tem nas entrelinhas um significado, é que damos o primeiro passo para estarmos mais receptivos e preparados para o aproveitamento da experiência regressiva, pois independentemente do método a ser utilizado pelo terapeuta (e o ideal é que seja uma técnica segura e jamais uma auto-regressão), e se a experiência fluir com a naturalidade que deve, estaremos aptos a darmos o segundo passo na direção de entendermos o significado que ela está querendo nos passar, nem que leve dias ou semanas para que isso aconteça, pois a experiência regressiva, como se fosse uma impressão digital, é única e intransferível no seu significado mais profundo.

O pioneirismo de Brian Weiss em relação à TVP, não impediu que no início ele fosse cético em aceitar a possibilidade do paciente regredir a outras vidas. Seu método original, baseado em sua formação acadêmica tradicional, era fechado em relação a tais possibilidades transcendentais. Precisou uma inédita experiência de regressão à vidas passadas em seu reconhecido currículo de psiquiatria para que a partir da experiência piloto que o impressionara pela intensidade da revivência, ele reconsiderasse seus valores e crenças e partisse para uma guinada em sua metodologia de trabalho conhecida mundialmente como terapia de vidas passadas.

Somos o que pensamos e o que acreditamos. Por isso nossos valores e crenças são importantes como fatores bloqueadores ou de livre fluência no momento da regressão. Uma mente mais aberta e perceptiva e um espírito mais livre de preconceitos, associados a um método terapêutico seguro, ajudam, e muito, a fazer da experiência revivida um marco transformador do que precisamos mudar em relação ao que viemos sendo ao longo dos séculos.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
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Texto revisado por Cris
Publicado dia 30/8/2007

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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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