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O seu filho fala com o invisível?


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Há mais de um ano, escrevi um artigo sobre a mensagem de uma mãe aflita, que relatava situações experienciadas pelo seu filho de cinco anos de idade. Na época ela escreveu: "Ele vê e fala com espíritos. Ele me conta tudo que dizem para ele. Os espíritos ficam falando no seu ouvido e recebo as mensagens através dele. Meu filho me falou sobre sua outra família, como viveram e como morreram. Nessa vida, ele disse que morreu de parada cardíaca.

Ele vê como as pessoas morreram. Ele sabe tudo sobre reencarnação, espíritos de luz e espíritos brilhantes. Algumas vezes, ele falou comigo parecendo não ser ele. Mudou a maneira de falar e as palavras não eram de uma criança de cinco anos, e o olhar não era o dele. Ele me disse que é um anjo-pessoa que veio para ajudar.

Os espíritos brilhantes, como ele se refere, são muito bonitos e vestem roupas de cor branca e azul. Tem os anjos que não possuem asas e que estão de branco, Seus pés e mãos quase não dá para vê-los, pois são transparentes. Quando os espíritos maus se aproximam do livro ( Evangelho) como ele diz, sai uma luz muito forte e eles somem. Enfim, são algumas coisas que acontecem na minha casa. Sei de crianças que veem e falam com espíritos, mas não como acontece com ele. Dizem que pode passar ou não. O que fazer?"

Há poucos dias recebi outra mensagem da mãe, que faz um novo relato sobre a situação atual do filho. É o que veremos a seguir.

"Ele fez agora, em janeiro, sete anos. Ele fala menos com os espíritos do que quando tinha cinco anos, mas vê, escuta e diz que não tem permissão para me contar tudo o que dizem para ele.

Esses dias, no supermercado, eu tive que desviar dos espíritos que estavam no corredor das bebidas. Não pude passar porque estava cheio de espíritos com caras de louco. No fim, fui embora sem comprar nada.

Ele me disse que consegue ver cores em volta das pessoas, imagino que seja a aura. Como ele vê coisas bonitas e também coisas feias, ruins, como espíritos machucados, esses dias ele viu corpos enforcados no teto da casa. Tive que levá-lo para a rua, mas ele falou que não adiantava, pois continuava a ver. Os anjos lindos e coloridos, que não têm asas e deslizam trazem calma para ele. Chavear portas? Para que, se eles passam pelas paredes.

E assim é a nossa vida, agora não tenho mais medo porque eu tinha muito medo. Com ele aprendi que existe vida após a morte e que temos de cuidar o que pensamos em relação aos outros, porque somos filhos de Deus e ele ama todos igualmente (cada um com a sua diferença). Isso foi o que escutei dele num dia que falei mal de uma pessoa.

Um dia rezei para Deus e perguntei o que estava acontecendo com ele, e ao chegar na sala, o meu filho respondeu que o que acontece com ele é espiritual, por isso não não era motivo de preocupação. Então, sendo espiritual, não tenho o que fazer, tenho que escutar o que ele tem a ensinar-me".

COMENTÁRIO

No comentário do artigo anterior, intitulado "Criança-médium: o que fazer?", escrevi que sob o prisma científico, que ainda adota uma visão unilateral e reducionista da vida humana sobre a face da Terra, faltam referências e estudos que possam explicar tais comportamentos (atípicos).

No entanto, quem convive com experiências que transcendem o "aqui-agora" através de estados alterados de consciência, passa do ceticismo para a convicção a respeito da natureza transcendental do homem. Como exemplo, entre outros, temos a interação/relação entre o terapeuta interdimensional e a pessoa que regride a vidas passadas ou interage com uma presença espiritual durante a sessão regressiva de memória.

A criança, que hoje está com sete anos de idade, apresenta uma sensibilidade suprassensorial canalizadora de mensagens. Faculdade mediúnica que pode desenvolver e aprimorar com o passar dos anos. Situação que sintoniza com o alvorecer do terceiro milênio, quando as crianças-cristal, superdotadas e suprassensíveis, nascem aos milhares para ajudar a humanidade a entender a difícil fase de transição a qual experienciamos atualmente, relacionada a uma nova fase de regeneração espiritual que começa a envolver o nosso planeta.

Segundo o Espiritismo, o processo reencarnatório encerra por volta dos sete anos. Até lá, a criança está ligada tanto ao mundo espiritual quanto ao físico. Por isso, é na infância que mais ocorrem casos de comunicação mediúnica. Isso não significa que ela seja médium - o título será confirmado no restante da vida, se ela demonstrar essa capacidade de modo sistematizado.

As ocorrências tendem a intensificar-se logo que a criança aprende a falar. Visões e audições são as manifestações mais comuns e podem ocorrer juntas. Na maioria dos casos, a criança não tem medo algum e não entende porque seus pais não conseguem ver a presença que ela percebe. Ela não compreende o conceito de morte, por isso encara a "companhia" com naturalidade.

De acordo com a autora e especialista em terapia comunitária Walkiria Kaminski, as crianças que se comunicam com espíritos costumam ser saudáveis, sem sinais de apatia ou depressão. Interessam-se por brinquedos e jogos tanto quanto as outras. Elas encaram as visões com naturalidade, sem espanto - e ficam até intrigadas com o fato de os pais não serem capazes de vê-las.

Para a educadora espírita Martha Guimarães, os pais devem encarar os relatos com naturalidade. Se eles entram na "brincadeira", a criança fica à vontade para dar mais dados sobre o "amigo invisível", como nome, aparência, idade etc. O importante é achar um equilíbrio. Se os adultos acusarem a criança de mentir, zombarem de sua experiência ou incutirem medo, ela pode começar um processo de negação da mediunidade e acreditar que é louca. Por outro lado, eles também não devem incentivar demais a habilidade, para que ela não perca interesse pelo mundo físico ou se sinta forçada a forjar relatos de contatos só para agradá-los.

Finalizando, reporto-me ao artigo anterior quando afirmei que muitas crianças suprassensoriais estão nascendo para nos ajudar a quebrar paradigmas e iluminar o que se encontra oculto nas sombras do nosso inconsciente. Ou, simplesmente, como conclui a mãe do menino através de sua recente mensagem: "Não tenho o que fazer, tenho que escutar o que ele tem a me ensinar". Conclusão que serve a todos nós, aprendizes daquilo que ignoramos ou autodesconhecemos.



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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
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