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O suicídio como meio de libertação da dor



"Que nunca te falte a estrada que te leva e a força que te levanta. O amor que te humaniza e a razão que te equilibra". (Lou Witt)

São muitos os motivos que levam o ser dotado de inteligência e livre arbítrio, a atentar contra a própria vida. Geralmente, a infelicidade alimentada por sentimentos de rejeição e de insatisfação, associado à baixa autoestima, costumam ser os principais agentes do quadro depressivo moderado ou severo, que alterna entre picos e recaídas do humor e da motivação pela vida.
O sofrimento psíquico acompanha o homem há milênios, sendo o responsável direto pela maioria dos casos de suicídio, quando o desejo pela ruptura de um estado de coisas se torna uma realidade alcançada.
No entanto, será que essa "realidade alcançada" não é uma mera ilusão do espírito em desarmonia, à medida que o praticante espera encontrar alívio e paz na outra dimensão de sua existência?

Visto como tabu pelo mundo ocidental, o suicídio é uma das principais chagas da humanidade, e apesar do avanço da medicina e das técnicas terapêuticas no sentido de evitar o mal maior, os casos continuam ocorrendo em níveis que preocupam profissionais e autoridades da área da saúde mental.

No sentido de combater esse mal, controladores da ansiedade e do humor são reinventados em laboratórios, na tentativa do aperfeiçoamento. Técnicas de abordagem psicoterapêutica são elaboradas ou aprimoradas, na tentativa de salvar vidas ou manter o equilíbrio vital do indivíduo depressivo. Linhas religiosas, de várias influências, se acumulam à disposição daqueles que buscam uma palavra de consolo ou lenitivo para a sua dor psíquica.

Contudo, o homem permanece alheio ao significado do amor como sendo o verdadeiro lenitivo para as dores da alma e fonte de equilíbrio vital. Desconhece que o aprendizado sobre o amor é um longo processo que pode ser mais ou menos doloroso, mas necessário à medida que o livre arbítrio é o que comanda as decisões individuais na trajetória da existência.

Por ainda ser um aprendiz do amor, o homem não consegue transmiti-lo em toda a sua intensidade através da educação de seus filhos, ou através da imensa gama de relaionamentos interpessoais, a começar pelas relações familiares que se projetam, avassaladoras, para o adulto, que sai em busca de um sentido para a sua vida.

O desconhecimento do amor como instrumento de cura é a principal causa do sofrimento humano, que é gerado por traumas psíquicos localizados principalmente na infância de cada indivíduo, e potencializados com o passar do tempo conforme as escolhas adotadas pelo agente de seu próprio destino, que não se resume em uma única vida.

Nos dias atuais, o desequilíbrio psíquico-espiritual deixou de representar uma "caça às bruxas" dos tempos medievais, mas ainda não evoluiu o suficiente para despertar o amor como a solução de cura para as dores da alma que trazemos de vidas passadas.

Nesse sentido, muitas regressões de memória em pacientes depressivos e com histórico de ideia fixa ou tentativas de suicídio, mostraram que sentimentos negativos que o acompanham de outras vidas, sintonizam com traumas psíquicos ocorridos na infância da vida atual, agravando o caso de depressão da pessoa.

Em outros casos, o suicídio ou tentativa eram recorrentes e se tornava um ciclo vicioso existencial em sintonia com traumas infantis pela falta do essencial em doses homeopáticas: o amor.

A vida é um caminho no qual, inevitalvelmente, encontraremos percalços que são contratempos do fluxo vital que nos impulsiona para o crescimento. Contratempos que geram níveis de sofrimento e, assim como o amor, a dor é elemento indispensável para a nossa evolução enquanto seres que buscam comunhão com o Uno.

Portanto, o suicídio encarado como meio de libertação da dor, é paliativo e ilusório, à medida que o sofrimento é uma realidade na vida de todos, e cabe a cada um aprender com a experiência da dor para melhor adaptá-la ao seu estilo de vida, sem que essa passe a interferir sistematicamente na busca pelo equilíbrio psíquico-espiritual ou da felicidade possível.

Apesar de sermos dotados de excepcional capacidade de expansão da consciência, o amor permanece sendo o maior desafio da humanidade do terceiro milênio. A devida compreensão e profusão dessa fabulosa energia é a chave para a solução de graves problemas que afligem o ser humano desde tempos imemoriais.

Não esqueçamos que o planeta Terra está em fase de transição, de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração, e nessa mudança a energia do amor surge como a única forma de reverter o processo de tendência autodestrutiva. Por isso, o ser inteligente sobre a face da Terra tem pela frente um enorme compromisso com a vida.

Texto Revisado

Publicado dia 20/12/2018
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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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