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O uso de drogas



O maior desafio do Espírito encarnado é evoluir espiritualmente no mundo terreno. O obstáculo a isso é o esquecimento da nossa natureza espiritual e de onde é a nossa Casa verdadeira: o Mundo Espiritual.

As pessoas que reencarnam lembrando disso ou tendo uma sensação de que aqui é um lugar onde estamos de passagem, visando um aprendizado que nos conduza a um maior grau evolutivo, têm a tendência a valorizar mais as questões sociais e espirituais e menos as materiais, pois de dentro delas vêm uma mensagem sutil de que a vida tem um significado, que estar vivo tem uma finalidade, que não pode ser apenas acordar, passar o dia e dormir, ir passando o tempo, ficar velho e um dia morrer.

No Mundo Espiritual, revelamos as nossas superioridades; aqui, no Plano terreno, as nossas inferioridades. E essa é a principal finalidade da encarnação: irmos gradativamente eliminando-as e reencontrando a nossa Pureza original, a que tínhamos quando Deus nos criou e nos colocou nesse planeta para aprendermos o que é o Mundo Inferior para, um dia, voltarmos para Ele, nos reencontrarmos Nele e podermos, então, desaparecer.

Quando aqui chegamos, éramos da pureza do reino mineral e, aos poucos, fomos experimentando a vida contemplativa do reino vegetal; mais tarde, a vida de sentimentos primitivos do reino animal, para chegarmos à vida elaborada dos sentimentos humanos. Elaborada, mas não superior, pois pela aquisição do pensamento e da capacidade de realização, o ser humano foi esquecendo de si mesmo e tornando-se o que autodenominou de “o ser mais evoluído da criação”, um título dado a nós por nós próprios. Seremos mesmo? Muitas pessoas questionam isso e gostariam de ouvir a opinião de um quartzo, de uma rosa e de um golfinho.

A sociedade humana sempre se caracterizou por aquilo que podemos chamar de “normal”. Em cada época, sempre existiu o normal, o estabelecido, o “é assim que as coisas são” e, hoje em dia continua sendo assim. Estou falando de alguns hábitos e costumes humanos normais, estabelecidos, como por exemplo: ingerir bebidas alcoólicas e ficar alegre, tonto ou realmente bêbado, fumar cigarro e transformar-se numa chaminé de fumaça autoembutida, matar seus irmãos animais para comer seus cadáveres, não mais crus, mas fritos, assados ou cozidos, bem temperados para tirar o gosto e com bastante corante vermelho para disfarçar a cor cinza-escuro do apodrecimento, almejar bens materiais, títulos e posses esquecido de que, quando morrer, voltará para Casa desacompanhado dessas coisas, e muitas outras atitudes e posturas usuais, todas advindas de uma coisa só: o esquecimento de quem somos e do que estamos fazendo aqui.

Devemos perceber que o normal, o estabelecido, o “é assim que as coisas são”, na maior parte das vezes, é algo criado pelo que existe de mais inferior na raça humana, no seu estágio ainda adolescente espiritual, e que devemos procurar dentro de nós, no fundo do nosso coração, nas profundidades de nossa Essência, o que nosso Eu Superior almeja, o que nossos Mentores Espirituais esperam de nós, o que Deus espera pacientemente, há centenas de milhares de anos, que façamos para que possamos prosseguir nesse Caminho de volta para o Um com menos desvios, menos sofrimento, menos doenças, menos traumas.

Os Espíritos ainda imaturos tendem a enxergar esse mundo como “a vida” e, por raramente olharem para o céu, passam toda a sua vida olhando para seus pés e isso cria a ilusão de que as coisas são assim porque são, e sendo, em grande parte, incapazes de diferenciá-las em dois grupos, os que podem elevar seus dons espirituais e os que tendem a mantê-los no mesmo lugar, tornam-se coadjuvantes ativos ou passivos da mera manutenção das coisas “normais”, estabelecidas e “é assim que as coisas são”. Uma certa parcela dos políticos, dos formadores de opinião e dos milionários pertencem a esse grupo e são perfeitamente adaptados ao sistema de vida vigente, pois se sentem, literalmente, em casa. Usam as drogas porque gostam.

Os Espíritos mais maduros não têm uma atração real pelas coisas, por como as coisas são e, em geral, tendem a adotar dois tipos de conduta: uma adaptativa, participando virualmente das coisas, e outra de fuga, renegando e buscando algo que dificilmente encontrarão dessa maneira. Ambos os grupos, os que buscam uma adaptação e participam da vida “normal” e os que querem fugir disso, sentem que necessitam de rotas alternativas de sobrevivência e tendem a procurar as drogas (lícitas e ilícitas). Usam as drogas porque precisam.

Como, entre as coisas chamadas de “normais”, ingerir bebidas alcoólicas e fumar cigarro é aceito como “isso faz mal, mas pode...”, a utilização dessas duas drogas, as piores, as que, estatisticamente, mais adoecem, mais matam, mais causam prejuízos sociais e familiares, é tão universal e disseminada, apesar das covardes e hipócritas advertências dos governos, constituídos em sua maioria de pessoas também usuárias ou que “não querem se incomodar com isso...”. Se houvesse um mínimo de seriedade nessa preocupação com a nossa saúde e a nossa integridade, como apregoam as advertências nas propagandas dessas drogas, essas não ocupariam uma parcela ínfima do seu espaço, uns 5% da propaganda dos anúncios de cigarro, e a advertência “Se for dirigir, não beba” não seria gravado, pelo locutor no estúdio de gravação, bem no finalzinho, ocupando um espaço de tempo de um a dois segundos...

Deveria ser assim: “Queremos solicitar às pessoas que irão ingerir bebida alcoólica, que não dirijam após utilizá-la, pois o seu uso, mesmo em pequena quantidade, altera os seus sentidos, diminui os seus reflexos e isso pode provocar um acidente ao dirigir um veículo, e como provavelmente todos têm uma família que os espera para o almoço ou para o jantar, pais, esposa ou marido, e filhos, pedimos encarecidamente, em nome deles, que, se for dirigir, não beba. Seja consciente, pense em você, pense neles e procure diminuir esse hábito, para que, no menor espaço de tempo possível, consiga abandonar esse costume tão prejudicial a si. Pedimos a Deus que o abençoe e zele por você”.

Utopia? Essa palavra criada por Tomas More, no século 16, tem o significado de uma civilização ideal, um mundo possível no futuro, um lugar onde existiria uma sociedade perfeita, a ideia de um futuro, geralmente contrária ao que se observa no mundo, um modo superotimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem. Eu sou um utópico, quem me acompanha? O que devemos fazer para que tenhamos realmente um mundo melhor? Que tipo de sociedade queremos? O que estamos legando para nossos filhos e netos, e para nós mesmos quando reencarnarmos? A quem seguimos: Deus ou a Sombra?

Receba o abraço de um utópico para um outro utópico e também para quem esqueceu a maravilha de ser um sonhador.



Texto revisado
Publicado dia 11/7/2013
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Autor: Mauro Kwitko   
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