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O Viver de Cada Um



Vivemos encarnados num plano onde as diferenças de compreensão são muitas e, conseqüentemente, onde se tem direito a condições de vida as mais diversas. Sempre me deixa muito triste observar pedintes no meio da rua, pessoas deitadas nas calçadas, aqueles que trabalham em serviços pesados que poderiam estar sendo executados por máquinas... enfim, este nosso mundo material está muito triste, neste aspecto. Eu realmente gostaria que fosse diferente. Que todos, ao menos, pudessem ter um teto sobre a cabeça, um local para se abrigar. Que tivessem o que comer, sempre. Que a educação estivesse disponível para todos e o trabalho, também. Por conta disso tudo, costumo perguntar a Deus o porquê de não ser assim.

Outro dia, veio-me à mente uma explicação que aliviou um pouco o meu coração. Nem todos estão no mesmo nível espiritual, no planeta Terra. Convivemos com seres os mais diferentes e nem todos gostariam e dariam valor ao que eu dou. Quantos nascem numa família abastada, onde podem ter acesso a bons colégios, livros, instrução de primeira e jogam fora esta oportunidade de crescimento? Quantos têm boa condição econômica e vivem rodeados de bagunça, sujeira, desarrumação? Quantos moram num casebre pobre, mas impecavelmente limpo? Quantos lutam, apesar das dificuldades e conseguem uma posição de destaque na vida? Quantas figuras célebres, festejadas pela História, nasceram de famílias humildes e sem recursos e acabaram vencendo as adversidades e se projetando?

Assim, resume-se tudo ao nível de consciência de cada um. O espírito, encarcerado num corpo físico, é que escolhe e atrai a vida que deseja, ou precisa levar. É quem faz o esforço, expressando-se segundo a própria compreensão.

No mundo astral, dizem-nos os amigos da espiritualidade, que somos levados, pela lei da sintonia, para junto dos que se nos assemelham. Assim, as comunidades de lá são homogêneas, harmoniosas. Aqui, convivemos com os que não nos entendem, para que aprendamos a ter paciência, humildade e para que os ajudemos, sempre que pudermos.

O mundo material, no planeta Terra, ainda espelha a diversidade de níveis de consciência dos seus habitantes. Se todos tivessem as mesmas oportunidades, infelizmente alguns as aproveitariam e outros, não.

Com tudo isso, não estou criando uma teoria de acomodação para que nada façamos para ajudar os que precisam. Não é isto. O que afinal compreendi é que, como não somos iguais, o que me parece terrível, pode não o ser para o outro. Acredito em ajudar a quem quer a ajuda. Se alguém está motivado a se modificar, esta é a hora. Se outro deseja estudar, vamos tentar ajudá-lo. E assim por diante, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um e sua forma de ver a vida.

Uma comunidade onde todos vivem da mesma forma, aproveitando as mesmas oportunidades, no plano em que nos encontramos até agora, me parece utópica e, mais que isso, inadequada.

Cristina

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 19/4/2007

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Autor: Maria Cristina Tanajura   
Socióloga, terapeuta transpessoal.
E-mail: tinatanajura@terra.com.br | Mais artigos.

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