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Organizando a mente (antes do resto)



Outro dia, escrevi um artigo sobre organização das coisas, bem nesse clima de início de ano e tudo mais. Mas recebi alguns feedbacks de pessoas que dizem que, apesar de acharem isso o máximo, não conseguem se organizar. Isso pode acontecer em todas as áreas ou apenas em algumas, como a parte financeira, por exemplo, mas atrapalha demais a vida da pessoa, faz literalmente com que as coisas não andem.

Somos seres sociais. Desde crianças somos ensinados o que pode e o que não pode na sociedade, por exemplo, não pode bater no amiguinho da escola só porque ele não quis te dar um pedaço do lanche dele. Aprendemos, desde pequenos, a lidar com as frustações e nos organizarmos para termos um lanche na hora do recreio, o nosso mesmo, e não precisamos nos frustrar com o fato de querermos o do colega.

Pois bem, em algumas famílias, as chamadas famílias disfuncionais, isso é negligenciado. Por diversos problemas “maiores”, por exemplo, a doença de um dos pais, alcoolismo, envolvimento com drogas ou discussões de casal. Em casos menos extremos, isso se dá por um casal mais negligente e narcisista, que se preocupa demais consigo mesmo ou por problemas financeiros que acabam deixando as crianças sem o hábito da organização porque sabem que não terão o que realmente necessitam.

A negligência pode também ser emocional, pode ser mimo, pode ser aquela coisa de ter tudo sempre muito pronto, o que gera uma falta de iniciativa ou de autoconfiança quando nos tornamos adultos. Isso tudo pode bloquear o seu poder de autogestão, a maneira como você cuida de si mesmo.
A minha sugestão é, antes de tudo, terapia. O autoconhecimento é o que nos fará entender o que nos impede de nos organizarmos financeiramente – conheço muitos casos de mulheres que não conseguem isso porque a crença é que isso é coisa de homem – ou até mesmo organizar a casa, os armários, o trabalho, os filhos e mais um monte de coisas que acaba ficando abandonado à própria sorte.
E sabemos as consequências. Se não nos organizamos para ir ao médico, não vamos. Um dia poderemos sofrer muito com uma doença que, se detectada a tempo, poderia ser controlada. Financeiramente, é o principal problema do brasileiro, por exemplo. Usamos calcinhas e cuecas amarelas no réveillon, mas não nos damos conta que, muitas vezes, não é que ganhamos pouco, mas gastamos mal.

Enfim, o ponto é: antes de tentar uma organização externa, faça uma faxina e uma organização interna. Terapia, meditação, pensar sobre o que gerou determinados comportamentos e hábitos é o ponto crucial para mudá-los. Tudo o que está no nosso inconsciente, ou seja, que repetimos sem saber o porquê, tem muita força na nossa vida, tem o poder de nos levar para frente ou para trás. Então, a organização começa com a mente, depois o resto todo.

E lembre-se: você não é “desorganizado” porque não tem Virgem no seu mapa astral. Você até pode não ser super organizado, mas o mínimo para a aceitação social e para poder realmente crescer e evoluir na nossa vida, precisamos ter. A disciplina começa na mente e muda toda a nossa vida.
Texto Revisado

 

Publicado dia 22/1/2018
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Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: contato@andreapavlo.com | Mais artigos.

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