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Paixão não tem idade - Parte 2



Todas as vezes em que me deparo com pessoas apaixonadas me pergunto porque quando amamos nos sentimos tão especiais. Parece que Afrodite, a deusa da beleza, nos abençoa naquele momento com uma espécie de poção mágica. Não falo isso de forma leviana, talvez sinta isso mais fortemente que outras pessoas por conta da minha sensibilidade. Mas acho que você vai concordar que já notou mudanças de comportamento importantes em pessoas apaixonadas e até mesmo em você. A pergunta seguinte que me vem em mente é por que não conseguimos nos manter assim “lindos”? Por que caímos na realidade, ou na rotina do dia a dia?
A maioria das respostas iria nos levar aos compromissos cotidianos e ao esmorecimento da paixão. Ambas as situações estão corretas pois não vivemos de amor, mas com certeza podemos adoecer por causa dele. Não exatamente por conta do amor mas pelos altos e baixos da paixão.

Era o que acontecia com Fátima quando ela veio me procurar numa primeira sessão de Vidas Passadas. Como seu sofrimento era intenso em não se reconhecer amada, aceitou tentar mudar o foco da sua atenção, pois além de se sentir cheia de ódio porque seu “amado” não a respeitava como ela merecia, percebia-se totalmente escrava da situação. Passou a viver em função dos momentos em que estava ao lado dele, e com isso, dia após dia foi dilapidando sua auto-estima, até que chegou a um ponto absurdo, no qual não sentia mais vontade sequer de se vestir. Fazia tudo no automático, porque a vida sem ele não tinha graça...

Neste momento já de limpeza e conscientização do sofrimento, fazíamos a segunda regressão, quando apareceu uma vida como escrava. Ela pertencia àquele homem que tinha muitos outros interesses na vida além dela. Ela era apenas um divertimento a mais na vida dele. Assim, o plano espiritual trouxe a questão do desafeto. Foi perguntado a ela o porquê de se aproximar de alguém que não a valorizava.

“Maria Silvia, sinto-me vítima desta situação. Sou uma pessoa boa, levo uma vida honesta, mas quando o assunto é amor sempre me perco. Parece que aceito qualquer coisa”, disse ela acabando com qualquer visão mais harmoniosa de si mesma.

“Fátima, por que você está sendo tão dura com você?” Disse estimulando aquela pessoa a não se maltratar tanto. “Não é necessário ser tão taxativa na afirmação de que você não se respeita”.

“Mas é exatamente isso que sinto por mim. Acho que sou uma pessoa incompetente no amor por que aceito qualquer migalha, não me respeito mesmo... Para falar a verdade, tenho muita raiva de mim mesma por amar um homem casado que não me dá atenção e que ainda diz claramente para mim que dorme com a mulher”, disse ela chorando.

“Agora que você sabe da realidade é preciso reaprender o caminho do amor. Veja bem, ele surgiu na sua vida e você vestiu o moço de príncipe encantado. Agora é hora de tirar essas vestes e deixá-lo livre para que ele se mostre como de fato é”, disse tentando trazê-la para uma realidade mais positiva, pois ela estava tão triste e depressiva que enxergava tudo sob uma ótica escurecida.

“Acho que entendo o que significa essa escravidão, porque fiquei obcecada por ele. Quanto mais ele foi me deixando mais quis prendê-lo, e nada consegui porque ele é ele. E eu deixei de ser eu...”

Nesse ponto, percebi que Fátima estava tomando consciência do seu erro. Posso afirmar que o reencontro dos dois era algo importante para ambos, porque às vezes as pessoas vêm se perdendo tanto em vidas passadas que em algum momento precisam de tempo para amar, para se conhecer e de fato analisar se aquilo que sentem uma pela outra é de fato amor.

Você que está lendo pode estar pensando se paixão não é amor. E posso dizer que por tudo o que já vi concluo que paixão pode terminar em amor ou não. Tudo depende das pessoas, do momento de vida de cada um e da carga de ilusão que cada um carrega consigo. Se amamos alguém e tentamos modificar esta pessoa ou alterar suas escolhas, com certeza vamos nos decepcionar. Mas se amamos alguém logo à primeira vista e esse amor resiste às intempéries do dia a dia, então, pode se transformar em amor, e amor, sim, não tem idade, não tem limite, não tem sexo, cor ou qualquer outra regra que nós humanos desejamos estabelecer para entender a extensão dessa energia.

Aprendi com os Mestres de Luz que amor é a argamassa que mantém a vida neste planeta onde o certo e o errado convivem e se completam como a noite e o dia.
Assim, minha cliente, Fátima, estava passando por um enorme buraco, já que sofria terrivelmente com o desafeto da situação, mas até isso estava correto dentro da lei divina já que estamos aqui para aprender.

Fátima, numa outra vida passada tinha sido uma orgulhosa fazendeira que como alguém muito bem nascido não conhecia limites para suas exigências; casada com um homem fraco não se intimidou em traí-lo com seu capataz. Hoje, ela voltava novamente num triângulo para compreender como se sente aquele que segura a ponta mais frágil.

Assim, querido amigo leitor, a cada dia que passa me encanto mais com os ensinamentos espirituais porque por mais difícil que as coisas estejam para o nosso lado sempre há uma forma luminosa de encarar os fatos e é isso que procuro passar em meus textos.

Fátima continua crescendo em seu aprendizado, agora mais consciente de que é uma pessoa muito orgulhosa e que esta paixão também está servindo para lapidar esta aresta. Se tudo vai dar certo na vida dela eu não sei, mas que viver está ganhando colorido, isso está...

Nesta sintonia, ensinei uma meditação para alegrar sua vida e abrir sua mente para outras percepções do mundo à sua volta. Se for esse o seu momento procure também trabalhar mentalmente essa imagem:

“Imagine que você está à sua frente com um quadro inacabado, tintas e pincéis. Você olha o desenho preto e branco e vai colorindo. À medida que você vai colorindo, a imagem toma vida e se transforma numa cena muito linda como um jardim, um campo, enfim, uma paisagem que agrade seu coração. Olhando essa imagem você se sente feliz em ver as coisas bonitas que pode criar”.

Parte 1

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 13/3/2007

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Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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