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Pensamento, sintonia e somatização

Atualizado dia 10/9/2006 10:58:45 PM em Autoconhecimento
por Flávio Bastos


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Como escreveu Germano de Novais "o consciente lúcido é uma semente boa. O subconsciente é a terra fértil, apta para receber a semente". A função da terra é fazer nascer o que nela se deposita, como a função do subconsciente é desenvolver os pensamentos e sentimentos que nele penetram.

Quando plantamos um pensamento de amor no subconsciente, brotam atitudes impregnadas de amor. Quando plantamos pensamentos de angústia e preocupação pode aparecer uma úlcera gástrica. A função da mente consciente é pensar, dirigir, plantar idéias certas na época certa. A função do subconsciente é fazer brotar ou realizar o que a mente consciente lhe ordenou ou entregou. O pensamento é uma grande energia, uma semente poderosa.

A sintonia, por intermédio de um processo obsessivo que reúne dois espíritos, acontece pela afinidade do pensamento. O caso clínico que descreveremos a seguir é baseado numa experiência que uniu, pela sintonia obsessiva do pensamento, duas pessoas que tiveram um relacionamento tumultuado e que gerou seqüelas emocionais em ambos.

Muitas vezes, o medo associado a sentimentos mal resolvidos com relação a uma experiência amorosa frustrada, podem levar o indivíduo a sofrer por amor, ódio ou por piedade - ou todos confusamente misturados. Mas, acima de tudo, pela sintonia que ainda mantém com a outra pessoa.

Érica mantinha um conturbado relacionamento com seu marido até que, não aguentando mais a situação, pediu divórcio. Porém, mesmo divorciada há vários anos seus problemas não cessaram; pelo contrário, porque o ódio de seu marido teria se multiplicado após a separação do casal, transformando-se em um genuíno sentimento patológico de vingança.

Como o procedimento normal após uma separação é um acerto na justiça sobre a divisão de bens adquiridos após o matrimônio, foi desta forma que Érica encaminhara a questão junto ao seu advogado. No entanto, não contava com a violenta reação do ex-marido que, ao elaborar estratégias de ação junto ao seu advogado, iniciou um doentio processo de perseguição que persiste até os dias atuais. Uma legítima tática de pressão psicológica associada a ameaças e um episódio de agressão física.

Resultado: Érica, desde então, vem sistematicamente somatizando doenças em seu organismo. Começou com um câncer e uma rigorosa radioterapia, seguido de crises depressivas. Depois, entre outros transtornos na saúde, passou por tratamento na coluna cervical, dores de cabeça, insônia e indisposições estomacais. Simplesmente deixara de viver. Sentia-se sufocada e aprisionada em si mesma.

A experiência de regressão mostrara-lhe um simbólico quadro projetado de sua mente em que ela via-se presa, uma muralha à sua frente e adiante desta barreira, muita luz em um colorido horizonte. O desafio estava posto: sair da sensação de inércia, superar o obstáculo e atingir o outro lado, o lado da libertação de suas angústias e sofrimentos gerados pela sintonia que mantinha com o sentimento de ódio criado pelo seu ex-marido, cuja intenção era despojá-la do máximo que pudesse de bens para poder "vê-la na sarjeta" a pedir esmolas. Com claro traço psicótico ele não media esforços para alcançar o seu objetivo final.

Contudo, passados três meses de psicoterapia, Érica já começa a elaborar importante conteúdo que necessita para o percebimento de sua situação. Um processo interno que visa a solução de sentimentos mal resolvidos consigo e na relação com o seu ex-marido, começa a clarear-lhe a mente e a mostrar-lhe o caminho da superação da "muralha do medo" em busca do horizonte colorido.

Aos poucos, Érica começa a redescobrir a vida e a possibilidade de novas oportunidades que ela costuma oferecer, pois a sintonia que mantinha com o seu "obsessor", uma verdadeira sintonia de subjugação e dependência emocional, como o vento de uma tormenta, vai rapidamente perdendo a intensidade à medida que um melhor nível de autoconhecimento começa a se processar em seu interior, propiciando-lhe mais lucidez e discernimento.

Jesus Cristo, em sua passagem entre nós, deixou-nos um legado cuja essência poderíamos resumir em um único questionamento: "Por que fomentar a maldade, o ódio que nos aprisiona, se podemos cultivar a energia da bondade, do amor que nos liberta?" O aprisionamento desta energia significa a cegueira para a evolução consciencial e a decorrente doença do espírito, enquanto a sua liberação representa o despertamento para tal, ou seja, a saúde do espírito. No entanto, fundamentalmente, a resposta desta questão encontra-se em cada um de nós... e dela dependem as nossas escolhas e as sementes plantadas ao longo do caminho.

Psicanalista Clínico e Reencarnacionista.
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Texto revisado por Cris

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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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