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PERGUNTE, MAS OUÇA A RESPOSTA!



Como sempre o que nos move é a busca da nossa realização e a satisfação de nossas demandas internas e essenciais. É a busca daquilo que sabemos que podemos revelar ao mundo. É a busca da compreensão de nossos potenciais assim como de nossos limites, para a aceitação do que podemos ser e assim acolher e suportar o que temos que fazer para nos realizarmos e sermos plenos.
Nesta busca, quando nos encontramos em uma situação difícil, como um problema familiar, uma dificuldade financeira, etc., questionamos o que nosso destino reserva para nós e muitas vezes por não encontrarmos naquele momento a resposta, passamos a duvidar da busca. Questionamos e exigimos compreender a resposta. Entretanto, em nenhum momento ocorre-nos a necessidade de antes de tudo acolher a resposta e aceitá-la, mesmo antes de compreendê-la. Isto significa que temos que “vivê-la” e seguir a orientação que recebemos.
Viver a resposta significa ser fiel àquilo que sentimos, significa disciplinarmo-nos e conduzirmos nossa vida à luz do que recebemos, como orientação de nossa Sabedoria Interna – algumas vezes chamada de intuição.
Em nosso cotidiano, questionamos circunstâncias e fatos e de tão hábeis “questionadores”, quando recebemos a resposta, questionamos esta também, e assim nos afastamos da possibilidade de perceber a orientação recebida e mergulhamos invariavelmente na dúvida e esta só nos leva ao medo e à insegurança. Não validamos a resposta ou outras vezes achamos que ela é idealizada demais para nossas possibilidades de concretizá-la.
Se nos entregarmos a um intento verdadeiro e diligente de encontrar uma resposta para uma questão qualquer em nossa vida, abrimos a possibilidade de acessarmos essa resposta e ao nos lançarmos com coragem à concretização das orientações que recebemos sobre como agir nos sentiremos mais fortes, confiantes e, principalmente, mais capazes. Porém, se questionamos a resposta e não a aceitamos, instala-se a dúvida e assim passamos a duvidar até de nós mesmos. Passamos a duvidar de nossos potenciais, nossas habilidades e de todas as possibilidades de viver, de evoluir, de concretizar e também de nos realizarmos.

Aprendemos a questionar, mas nem sempre aprendemos a aceitar e a ouvir. O ciclo se completa com o questionamento, a escuta, o acolhimento e, então, a vida.
Viver é concretizar o que recebemos. É dar forma a um conteúdo intrínseco, pois a partir da forma é que atuamos e esta atuação repercute. Assim, há o tempo para questionar, há o tempo para escutar e depois temos todo o tempo para viver.
Os maiores obstáculos para a escuta estão dentro de nós impedindo-nos de acessar ou que sejamos acessados por aquilo que recebemos. São os anteparos que nos afastam de nossa própria luz e de nossa própria verdade.
Temos a possibilidade de sermos questionadores da sombra e construtores da luz.
Se acreditarmos na resposta que recebemos de nosso Eu Superior sem questioná-la e nos entregarmos às orientações que a resposta implicita, nos desprendemos da sombra e nos aproximamos da Luz.
A intenção verdadeira de remover os obstáculos que nos priva da Luz já nos posiciona em direção à Luz. Passamos a ter como referência a Luz e não a Sombra.
Mesmo que seja difícil a remoção de um obstáculo, mesmo que seja árdua e penosa, ainda assim já vislumbramos a Luz, mas neste momento, se questionarmos nossa inspiração ou as ações e atitudes que possam nos levar à Luz, aprisionamo-nos à Sombra ainda mais.
Os obstáculos e anteparos que nos privam da Luz, são acima de tudo os nossos apegos. O apego representa as amarras que nos prendem àquilo que acreditamos como verdade absoluta, como nossa única possibilidade, como nossa única maneira de ser e de viver. Apegamo-nos a uma imagem que criamos de nós mesmos e essa imagem rígida obscurece a Luz. Se dermos a esta imagem a mobilidade que a resposta e a inspiração muitas vezes trazem, temos a oportunidade de gerar um movimento que nos mostra soluções simples e fáceis para nossas dificuldades. Mas, ao contrário, se nos enrijecemos em nossas crenças, valores, dogmas, símbolos, mitos, aferramo-nos a uma imagem que representa um portão sólido e com isso enfraquecemo-nos a ponto de não conseguir abri-lo.

Algumas vezes temos a impressão que, mesmo inconscientemente, optamos pelo caminho mais difícil em nossa vida, mas isso é um equívoco que cometemos.
Não escolhemos o que é mais difícil, ao contrário, quando não estamos centrados e em contato com nosso Saber Essencial, escolhemos aquilo que é o mais fácil e insistimos nesse modo de ser, ou seja: para nós é mais fácil caminharmos no conhecido, pois nesse caminho já conhecemos os obstáculos, as dificuldades e até mesmo seus atalhos. Mas se nos aquietarmos, refletirmos e percebermos que o que aquilo que já nos é conhecido não nos leva aonde queremos chegar, claro fica que este é o momento de abandonarmos o que sabemos ou não atingiremos nossas metas.
Com facilidade, nos apegamos ao "velho conhecido" porque é mais fácil conviver com tudo o que já sabemos bem e muitas vezes, tentamos a partir daquilo que conhecemos mudar o desconhecido adaptando-o à uma realidade que acreditamos ser a única possível. Impedimos desta forma a chegada de um novo saber.
Mas, se ao contrário, sem desvalorizar o que sabemos, porém dando-lhe um justo valor, abrirmo-nos para a possibilidade de ampliar o nosso saber, este nos levará a um novo em nossa vida.
Na verdade, só um novo saber abre-nos para todo o desconhecido e dá-nos sustentação e força para desvendá-lo.
Ao aceitarmos viver orientados por este saber é que podemos conhecer a vida, o mundo, as pessoas, as relações e as circunstâncias e assim expressar nosso verdadeiro Eu.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 15/3/2007

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