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Por que enganamos a nós mesmos?

por Fernanda Luongo

Publicado dia 18/6/2019 em Autoconhecimento

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Você já se perguntou por que pensa como pensa? Por que age como age? Por que razão ouve um determinado tipo de música? Por que é atraído por determinado tipo de pessoa, situação ou circunstância? Já se pegou reproduzindo gírias ou até mesmo sotaque de colegas, amigos e familiares?
Até que ponto você acredita que tudo isso é genuinamente seu? Até que ponto você se enxerga como um Ser autêntico?
Para conhecer esse “eu mesmo” que acreditamos ser, precisamos dar uma olhada em nosso computador orgânico: o cérebro. Precisamos analisar os sistemas que operam ali e não menosprezar a eficácia deles apenas por serem arcaicos.

Hoje, quando observamos máquinas e aparelhos eletrônicos, podemos notar que com a passagem do tempo elas vão se tornando obsoletas e ineficazes, mas, este, definitivamente não é o caso do cérebro REPTILIANO. Um sistema tão primitivo, tão arcaico e ainda sim usado até hoje de forma subliminar pela mídia para nos manter escravos de nossa sobrevivência. Sim, pois é esta a função do cérebro reptiliano: AUTOPRESERVAÇÃO. Obviamente, que os apelos usados pela mídia são outros.

Por exemplo, o medo da escassez, da necessidade de comer para sobreviver, ser mais forte e vigoroso para conseguir um (a) parceiro (parceira) para acasalar e assim perpetuar a espécie, hoje se traduz em consumismo. Roupas, sapatos, plásticas, casas, carros, e claro, comida e bebida. 
Mantemo-nos num estado de estresse contínuo incitando o padrão de lutar, fugir ou paralisar quando fomentamos, ainda embasados pelas diferenças sociais, a guerra, o medo, o ódio, a intolerância... “Os tubarões”, vamos assim chamar aqueles que disseminam estes padrões comportamentais e garantem que fiquemos escravos de nossos instintos primários, fazem de tudo para alimentar essa INSEGURANÇA dentro de nós para que, obviamente, nunca encontremos estabilidade, paz, tranquilidade e que assim, num estado totalmente descontrolado emocionalmente, sejamos guiados como gado para os fins que eles intendem para nós. A segurança está conectada ao sistema primário do cérebro de autopreservação, assim como a sexualidade, diga-se perpetuação da espécie e a necessidade de nutrição, diga-se comida, atenção, afeto, roupa etc..

Até aqui você ainda não desenvolveu nenhuma vontade propriamente sua. Você é apenas um “escravo” de sua própria natureza animal. Vamos seguir.

O próximo nível é o sistema límbico. Neste local, também encontramos questões de sobrevivência, mas, já abrangidas a um nível social. Aqui leva-se em conta a posição que você assume dentro de sua comunidade. Uma vez assumida essa posição é imperativo que você a mantenha, caso contrário, todo o seu grupo correrá risco de vida. E é aqui meus caros, que se escrevem e se enraízam aqueles hábitos difíceis de mudar. São difíceis pois foram desenvolvidos dessa maneira para proteção do “grupo”. Por exemplo, se você adotou a posição de vigia, na sua comunidade todos contam com sua vigília. Se você um dia quiser ser soldado e deixar seu posto, um inimigo poderá facilmente invadir seu território (entrar sem ser visto) e colocar a vida de todos em xeque. Sua atitude poderia ser a causadora de um massacre! Percebe? Nesta aba do sistema límbico, uma vez adotada uma posição, ela deve ser mantida e sustentada para todo o sempre! Caso contrário, alguém pode morrer! Então, aqui registram-se os padrões de repetição e a “osmose”. Isso tem um lado bom, mas, há que se tomar cuidado com o que não quer que se repita!!! O sistema límbico também é responsável por registrar memórias, padrões de comportamento e tipos de personalidade. Para andar de bicicleta (coisa que uma vez aprendida não esquecemos nunca mais) usamos o sistema límbico.

Geralmente, abarcamos de 3 a 6 tipos distintos de personalidade, dependendo do tipo de infância e trauma que tivemos. Ah, sim, todos nós sofremos traumas! Mas, até aqui nada de muito autêntico. Apenas reações, condicionamentos, comportamentos e personalidades baseadas em fatos externos. Nada diferente dos animais. Apenas escravos de nossa natureza inferior, ou daqueles que por observação e constatação perceberam que somos facilmente manipuláveis através de nossos cérebros mais primitivos... reptiliano e límbico, e que nos usam para enriquecer seus cofres. Qual é a diferença de nós para os bois? Para os porcos ou qualquer animal que vive para o abate? Controlamos o clima em que vivem (deixam luzes acesas para as galinhas botarem mais ovos), o alimento que comem, quando acasalam, quando dão leite... e depois abatemos.

Já, nós humanos, não somos controlados para o abate no sentido canibal do termo, mas no sentido financeiro. Damos dinheiro. Dinheiro ficando doentes e comprando remédio. Dinheiro trabalhando sem descanso, para encher bolsos de outros e nunca conseguindo um lugar nosso ao sol. Dinheiro comprando roupas, fazendo plásticas para ficarmos mais jovens e bonitos. Dinheiro com o tempo que deixamos de investir em nós mesmos. Dinheiro comprando sonhos que nos oferecem em propagandas e que nunca foram nossos ideais... dinheiro, dinheiro, dinheiro.

Eles dizem o que devemos querer, o que devemos fazer e como devemos nos comportar. E nós? Acatamos. Não temos escolha partindo do ponto de vista destes dois sistemas até agora apresentados. Somos vítimas.

Porém, existe um outro sistema que pode ser acessado e que contém a chave para a nossa libertação. Seu nome é NEOCÓRTEX, córtex pré-frontal, ou “novo cérebro”. Nesse lugar é tudo o OPOSTO do que dissemos antes. Nesse local, o inimaginável é o imaginado. Aqui nada é baseado em ações do passado ou em perspectivas futuras. Aqui tudo é no AGORA. Esta parte do cérebro fica extremamente ativa quando uma pessoa medita, por exemplo. Esta parte está conectada com o INCONSCIENTE e com possibilidades ilimitadas. Talvez aqui a gente encontre algo que possamos chamar de “Eu” embora esse “eu” não exista de fato.

Nada existe aqui e ao mesmo tempo TUDO existe. Os egípcios deixaram esse caminho das pedras desenhado para nós. O olho de Hórus, a glândula pineal... Nós não conseguíamos entender, mas agora um mundo de possibilidades se descortina. Era isso que todos queriam que soubéssemos.

Quem você pensa que é? E se você OUSAR ser diferente? Uma das ferramentas para mudar é perceber seu condicionamento e não se deixar dominar pelos instintos animais primários.
A mente está presa nos dois sistemas anteriores, precisamos fazer o UPGRADE para o novo sistema, o NOVO CÓRTEX, o NOVO CÉREBRO para, então, descobrir quem realmente somos e pararmos de enganar a nós mesmos...

Texto Revisado

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Sobre o Autor: Fernanda Luongo   
Cantora, escritora, autora de três obras literárias já publicadas no país, terapeuta holística, registrada no Conselho Nacional de Terapia Holística CRT: 46.801 e originadora do Método Akhenaton®.
E-mail: [email protected]
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