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Promovendo o amor entre irmãos...



Tomo conhecimento, vez por outra, da competitividade entre irmãos, ciúme entre eles, queixas sobre a preferência dos pais por um deles, etc. Acredito que grande parte do conflito acabe surgindo por falta de consciência dos pais sobre a essência individual de cada filho. Vejamos:

Por muitas vezes, a rigidez de princípios que nos foram passados por nossos pais, é o pano de fundo para o obscurecimento das relações entre nós e nossos filhos e nem tomamos conta de como isso acontece. Além disso, somos bombardeados de todos os lados sobre o modelo de eficiência, da importância de ser competitivo em todos os segmentos da vida, maximizar tudo, de forma objetiva para colher os lucros da realização pessoal.

Essa visão claramente distorce a possibilidade de nos sentirmos felizes, porque parece evidente que muitos, sejam eles nossos filhos ou não, não alcançarão o “prazer” de estarem no topo da lista de eficiência. Que pena, não? Isso reduz drasticamente a possibilidade de nos sentirmos felizes. Então se quisermos mudar isso, dane-se o topo! Temos todos, o direito de sermos felizes independente do modelo de felicidade que nos é imposto.

Devemos nos conscientizar que o caminho é tão ou mais motivador do que o objetivo em si e o resultado depende do nosso olhar. Um exemplo simples e pessoal:

Quando meus filhos (são um casal), me visitam, eles têm a atribuição de arrumarem suas camas. Nem sempre foi assim, pois no começo eu arrumava, mas achei que era o momento de começarem e assim aconteceu naturalmente. Essa tarefa é o objetivo, meu pedido, ou ordem de pai, como queiram.

Um dado dia minha filha acordou primeiro e foi até meu quarto: - Papai, acordei cedo, e já arrumei minha cama. - Muito bem! Está de parabéns. - Comentei. E isso tem sido uma constante.

Já o meu filho não arruma. É preciso que após o almoço (ou antes, isso não obedece a padrões), antes de alguma atividade eu diga: - Bom, enquanto o papai arruma a cozinha você arruma sua cama. E ele assim o faz. Isso ocorre constantemente.

Agora vem a pergunta chave: - Qual dos dois seria mais eficiente? Aposto que pensaram na minha filha, por sua antecipação e iniciativa, não é? Bem..., se não pensaram fazem parte da minoria. Pois eu digo que ambos satisfazem minha expectativa, que nada mais é do que: Arrumem a cama. É claro que para algumas situações isso pode fazer a diferença, onde será necessária uma iniciativa. Mas isto depende do ponto de vista. E vou mais longe, para alguns, a sedutora idéia da comparação do tipo, você devia ser como sua irmã viria a calhar. E como isso é comum! Já viram isso dar resultado? O resultado mais comum disso é a sensação de inferioridade sentida por aquele que não tomou a iniciativa, divergência e promoção da competição e ciúme. Este é um simples exemplo.

Compreendam que as pessoas, no caso os filhos, são diferentes em sua essência, e compará-los promoverá mais danos que acertos. Então, se as expectativas não estão de acordo com o esperado, tal fato tem que ser tratado individualmente, entre aquele que pede e o que atende. É o caminho entre o pedido e a possibilidade do atendimento é que se encontra o momento da relação. Nós como pais podemos mostrar os diversos caminhos, mas antes de tudo devemos estar conscientes dessa individualidade, e que o caminho mostrado para um filho pode não ser o melhor para o outro.

Devemos ter em mente que nesse caso, o caminho é mais importante que o objetivo, porque é aí que passamos os ensinamentos. Devemos estar alertas que para cada atitude a ser tomada para com eles é um ato amoroso, e que só poderemos desenvolver se reformarmos a nós mesmos, nos questionando constantemente acerca de nossos princípios pré-adquiridos, porque não raro, já estão ultrapassados porque a evolução é constante (embora reagimos a isso), e nossos filhos podem ser muito mais evoluídos que nós.

Como educadores, mostremos as portas e as várias possibilidades, apontando para aquelas que nos pareçam mais iluminadas. Muitas relações seriam mais saudáveis se os pais tivessem tido o cuidado de perseverar para promover a união entre filhos. Essa tarefa é necessária, por isso temos que estar nos vigiando sempre, para que ela seja desenvolvida com muito amor e carinho. Afinal, não foi à toa que nos foi dado o privilégio de sermos pais, e após desenvolvermos essa tarefa, não nos esqueçamos, no entanto, que o caminho eles decidem.

Abraços a todos

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 20/8/2007

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