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Qual o nosso papel no futuro de nossa espécie?



Qual será o futuro de nossa espécie? Somos otimistas ou pessimistas quanto a esse aspecto? Qual está sendo nossa contribuição para um ou para outro caso?

Essa reflexão surgiu após o seguinte comentário feito por mim e que foi considerado um delírio: “A crianças de hoje estarão numa condição muito melhor do que as das gerações passadas.”

Os argumentos contra meu otimismo não são nenhuma novidade: materialismo excessivo, falta de água no futuro, drogas, degradação ambiental, buracos na camada de ozônio, desemprego... e assim vai. Realmente, onde encontrar espaço para o otimismo? Parece loucura achar que o mundo traz perspectivas positivas. Mas vou colocar uns pontos que poderiam, no mínino, merecer consideração e talvez cheguemos à conclusão que muito se pode mudar.

Um primeiro passo é nos tornarmos mais conscientes e consequentemente mais coerentes entre o que pensamos e agimos. Então, se a visão é pessimista, que é uma liberdade de escolha, alguém que ache o presente caótico e prevê um futuro sombrio conceberia filhos? Presumo que se for coerente, não, afinal seria como trazer uma vida para o caos deliberadamente. Seria inconsciência. Mas muita pressão, quer no aspecto de crenças pré-estabelecidas (todo casal precisa de filhos; quando virão os netinhos?), quer na luta pela perpetuação da espécie, acaba tornando o ato da perpetuação, por vezes, inconsciente.

O materialismo excessivo e toda sorte de consumismo descartável que assola o planeta pode valer se amadurecermos a consciência. E vejam, isso só depende de nós. A percepção que vivemos num ambiente limitado, com certeza, já começa a fazer efeito, embora ainda de uma forma tênue, mas acaba atingindo pessoas de todas as idades. Temos um conhecimento sobre o ecossistema de uma forma jamais vista sobre o que se passa no mundo.

Convém refletirmos também que é bom saber que antes das crianças serem materialistas temos pais materialistas e também avós materialistas. As crianças são formadas através do mecanismo de crenças e espelhamento nos pais, além de sua personalidade individual. Antes de jogarmos a culpa no convívio, na mídia (normalmente predatória), e nas más influências, verifiquemos como lidamos com nossos bens de consumo. Conservamos ao máximo nosso bem (carros, móveis, etc) ou trocamos compulsivamente? A moda ou o status falam mais alto? Podemos ter surpresas nessa avaliação...

A degradação ambiental e a luta pela água no futuro são alertadas pelos pesquisadores, praticamente, o tempo todo. O poder de auto depuração do planeta vai chegando ao seu limite. Há muita gente envolvida nessa luta e nós como consumidores de bens podemos fazer nossa parte ampliando essa cadeia de colaboradores. O planeta Terra (Gaia) tem capacidade de nos fornecer o que é necessário. Reflitamos, então, sobre o que nos é necessário e o que desejamos. Talvez tenhamos surpresas também. Nosso desejo pode ser inconsciente, equivocado, e por mais boa vontade que a Mãe Terra queira nos atender talvez não consiga. Continuamos birrentos... E a geração de hoje está tendo essa informação quer gostemos ou não, inclusive cobrando os ultrapassados. Hoje no mundo globalizado, o conjunto de seres vivos está bem próximo impulsionado pela própria tecnologia que nos está disponível como a internet, por exemplo. É um caminho sem volta...

Nós também entramos em contato com o mundo das drogas. Estas utilizadas para uma fuga dos mecanismos opressores (crenças equivocadas), além da tentativa de compensação para algo que o mundo exclusivamente material (consumista) não pode dar, ou seja, amor, respeito, paz e proteção. O consumismo excessivo vem como uma alternativa para a harmonização do equilíbrio psicológico de nossa espécie e quando este não dá conta o caminho das drogas é uma alternativa. Em classes mais desprovidas de recursos, a droga já é a primeira alternativa. Salientando que a necessidade de amor não deve ser confundida com excessiva proteção ou liberdade incondicional. Apenas educar amorosamente. Será que estamos fornecendo uma educação amorosa? Ou será que estamos trocando essa amor por objetos?

Outro aspecto com que deparamos é a grande competição pela sobrevivência. Essa é uma questão delicada porque se levarmos ao pé da letra a vida se torna um ringue de luta-livre. Uma analogia muito interessante podemos fazer num universo menor, um microcosmo, como o corpo humano e suas células. Lembrando que nossas células formam um conjunto equilibrado para manter nossa saúde e existem momentos em que esse equilíbrio é quebrado quando ocorrem as doenças. Mas há um detalhe muito interessante. Imaginemos a Terra e os seres vivos como um grande corpo, assim como nosso esqueleto coberto por tecido celular que nos mantém vivos. A competição desenfreada entre células em nosso corpo todos nós já sabemos o que é. É o câncer, pois a competição entre células que compõem uma comunidade (órgão) é deletéria. A competição só é justificada para combater agentes externos como por exemplo, vírus e bactérias.

Percebemos a cada dia que passa que nossa comunidade humana está cada vez mais globalizada, formando um corpo único, a Terra e seus seres vivos. E qualquer mecanismo que atue exageradamente a despeito de qualquer outro pode causar dano; veja por exemplo a emissão de gases. Será que a ênfase à competição que empolga a muitos hoje não deveria ser dada à cooperação? O que tornaria alguém no topo da cadeia de conquistas melhor do que alguém que está na base de sustentação?

Avalio que uma conclusão sobre como as coisas evoluirão no futuro dependerá muito de como estamos agindo agora. Quanto à minha visão otimista, ela não existe por mero acaso, mas por uma análise mais profunda em meu Ser, e com um pouco de boa vontade, propagar esse otimismo ao próximo. Nada de visões megalomaníacas de mudar o mundo, mas apenas demonstrando que no pequeno ambiente que estamos inseridos e fazemos contato poderemos ser os agentes de mudança. Podemos até mesmo nos sentir incomodados e criticar a situação ambiental que nos rodeia, entretanto fazer nossa parte é imprescindível, e essa é a única forma de transmitirmos essa credibilidade, sempre nos questionando sobre o que temos pensado, como nos sentimos sobre isso e nossa ação.

Estarmos em concordância nesses três aspectos é fundamental, principalmente como estamos promovendo isso ao nosso redor. Ao passarmos a sentir essa luz e paz dentro de nós podemos compartilhá-la agora.

Nossa geração vive esse momento de insegurança, mas a cada dia é maior o conhecimento que nos é disponibilizado, e será maior para as próximas gerações que terão que caminhar por si. Se quisermos um futuro melhor para nossos filhos não será com uma visão derrotista sobre nossa espécie que vamos ajudá-los, mas levarmos a eles o conhecimento sobre justiça, respeito e compaixão. Nós fazemos parte de um todo e somos dotados de grande consciência, adormecida ou não, o que nos torna responsáveis agora pela semente a germinar no futuro e pelos frutos que eles irão colher. Eles terão o potencial de uma nova consciência, quer queiramos ou não, mas ao menos não deixemos a eles o ônus da reconstrução através de nossa indolência.

Abraços a todos!
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Publicado dia 27/12/2007
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