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Quando o orgulho supera o bom senso



A vida nos apresenta uma gama de tarefas às quais nos propomos voluntariamente ou não. Às vezes somos vitoriosos, às vezes teimamos em brigar com as circunstâncias e tornamos nossa vida um desgaste diário.

Por outro lado, quando nos dedicamos ao trabalho de “serviço”, ou seja, aquele ao qual nos dedicamos por doação, nosso ponto de referência deveria estar no amor incondicional, no despojamento do poder, na falta de arrogância e prepotência.

Após ler o boletim especial desta semana pude sentir como é importante e benéfico quando conseguimos expressar nossos sentimentos, mesmo que contraditórios, pois outros podem se beneficiar deles e rever a própria caminhada ou ampliar sua visão sobre a vida.

Hoje foi um desses dias em que pude rever uma situação passada e fiquei me questionando se eu não fui assim, ou não vi que estive assim: senhora de si, prepotente, sendo autosuficiente para mim e para o mundo.

Após reunião para finalização de um trabalho de seis meses, deparei-me com alguém cujo ponto de orgulho ultrapassava o bom senso. Já notara um controle sobre tudo e pouca flexibilidade em delegar; no entanto, quando muitos dependem de você, mesmo que por um período, é difícil argumentar sobre o que não vivemos no dia-a-dia. No início, não dei crédito aos comentários, afinal estava chegando e não tinha subsídio para avaliar.

Neste dia, os ânimos chegavam às raias da agressividade, sem motivo aparente. Se eu não conhecesse a pessoa, mesmo em pouco tempo de convivência e o local (altamente influenciado por vários níveis de energia), teria feito uma avaliação diferente. Poderia supor estresse, expectativas frustradas, relações interpessoais desgastadas e assim por diante. Não poderia nem dizer ou falar em termos de energia, pois o canal está dogmaticamente fechado, doutrinado no grau de: não escuto mais nada a não ser minhas próprias convicções.

Todo um trabalho doador percorre este mar flutuante de emoções beirando o caos. Nada tem começo, meio e fim. A continuidade se deve ao fator financeiro ainda administrável. Quando isso não for mais possível será uma perda difícil de suportar. É nesse ponto, quando o orgulho supera o bom senso e as pessoas se consideram acima de qualquer situação, que o tapete pode ser puxado sem aviso prévio.

Aprendi que a ajuda deve ser solicitada e, neste caso, não havia brechas para dispô-la. A frase que abre o título veio depois que me questionei, como se alguém me desse uma dica para refletir e que gostaria de compartilhar com vocês. São dicas providenciais que chegam em hora propícia.

Saí muito mal de lá, com um aperto no peito como se fosse me faltar o ar, uma sensação de impotência, pois não seria naquele momento que algo poderia ser feito. Um sono fora do normal. Saindo de lá veio a outra dica: quem não pode com a batalha pede trégua...

Texto revisado por Cris
Publicado dia 8/4/2007

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