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Quando o sentimento é inexplicável à luz da ciência

Quando o sentimento é inexplicável à luz da ciência

por Flávio Bastos

O ódio é um jogo psicológico em que geralmente a violência é a vencedora. E assim vem ocorrendo com a humanidade desde os tempos primitivos, quando grupos humanos disputavam a posse do fogo ou de territórios. Passados milhares de anos, em pleno século 21 depois de Cristo, judeus e palestinos se destroem entre si por interesses não muito diferentes de seus ancestrais selvagens.

Os registros históricos da humanidade têm nos mostrado que um coletivo de pessoas contaminado pelo ódio seguido de violência, só é comparável a uma nuvem de gafanhotos que por onde passa deixa uma trilha de destruição e de desgraça, ou seja, é muito mais fácil para o homem multiplicar esse sentimento do que o sentimento de amor, no qual ainda somos principiantes na escola da vida e com muitas reprovações em nosso currículo reencarnatório.

Portanto, como somos uma conseqüência do que viemos sendo no decorrer de múltiplas vivências, é comum aparecer na experiência regressiva a origem do sentimento de ódio que geralmente sintoniza às conturbadas relações familiares da vida atual. E em muitos casos esse sentimento prevalece por tempo indeterminado até que os espíritos envolvidos despertem para o amor e a cura de suas feridas internas traduzidas por medo, rancor, ira e mágoa como veremos nos casos descritos a seguir.

PRIMEIRO CASO
Ricardo, desde criança, sentia uma aversão por tudo que significava religião, e esse sentimento foi se intensificando à medida que ele foi crescendo, a ponto de sentir ódio de Deus e de todas as religiões.

Quando procurou-me no consultório, aos 36 anos de idade, encontrava-se no auge de uma crise existencial. Experenciava uma angústia que somatizava-se em seu peito na altura do chacra cardíaco. Era um mal-estar que constantemente o incomodava em forma de pressão e dor.

Após algumas sessões de psicoterapia de orientação psicanalítica, em que Ricardo teve a oportunidade de liberar a sua pressão interna através de catarses, fomos para a sua primeira experiência regressiva que flui de uma forma muito rápida e intensa: Ricardo via-se morando em uma casa situada em uma região rural da Inglaterra. Tinha sete anos e sentia-se adotado e não filho biológico do casal que vivia com ele naquela casa. Apesar de pouca idade, percebia-se muito envolvido em estudos e leituras, especialmente, a leitura da Bíblia. Sentia na sua mãe uma pessoa muito carinhosa que nutria um verdadeiro sentimento de amor por ele, diferentemente do pai que era uma pessoa distante e de aspecto rude.

Na sequência regressiva, Ricardo repentínamente leva a mão ao peito e contrai a musculatura da face, experenciando uma dor emocional muito intensa. Nesse momento, lágrimas escorrem em seu rosto, pois sua mãe, pessoa que ele amava muito havia morrido quando ele tinha apenas nove anos de idade. A partir desse fato, ele revolta-se e passa a odiar Deus por ter levado a única referência afetiva de sua vida. No entanto, percebe que havia firmado um compromisso com a mãe, a promessa de que quando crescesse seria um religioso. E esse conflito interno entre o ódio a Deus e o cumprimento da promessa o acompanharia para o resto de sua vida.

COMENTÁRIO
A origem da "dor" no peito que o incomodava, conhecida como dor de difícil diagnóstico médico, era na verdade a dor emocional da perda de sua querida mãe. Situação que gerara o conflito interno que ainda repercutia na vida atual, ou seja, o ódio que ele alimentava desde a infância pelas religiões, e como conseqüência, extensivo a Deus.

A partir dessa experiência regressiva em que Ricardo identificara a amorosa mãe daquela vivência à amorosa esposa da vida atual, ele sentiu-se livre da pressão-dor no peito e começou a elaborar conscientemente os "porquês" de seu sentimento de ódio dirigidos a Deus e às religiões de uma forma geral. Hoje, percebe-se em Ricardo um semblante livre da angústia que o atormentava no auge de sua crise existencial. É um homem que começa a resolver internamente o seu sentimento de traição associado a Deus e, como decorrência, a despertar para as verdades de sua natureza espiritual independente de religiões.

SEGUNDO CASO
Laura tinha, nessa vida, uma sofrida experiência na relação com o seu pai que fora extremamente severo na sua infância e que alimentara um ciúme possessivo à medida que ela foi tornando-se mulher e tendo os primeiros relacionamentos amorosos. Esse sentimento não resolvido com a figura paterna deixou-lhe seqüelas psíquicas que repercutiram na vida adulta afetando o âmbito de seus relacionamentos. Por esse motivo, Laura resolveu buscar ajuda na psicoterapia e na regressão.

Após algumas sessões de psicoterapia de orientação psicanalítica, Laura experenciou a sua primeira regressão, quando acessou uma vivência em que os componentes traição e ódio estavam inseridos na cena em que visualizava: via-se como uma japonesa vestida com trajes antigos que caminha em direção a uma ponte. A seguir, distancia-se da cena e observa um tumulto de pessoas na ponte. Aproxima-se da cena e percebe que fora atingida mortalmente no pescoço por seu marido daquela vida, e identifica-o como sendo o seu pai da vida atual. E conclui: "Ele descobriu que eu o traía com outro homem".

COMENTÁRIO
Traição e ódio - novamente um coquetel explosivo nas relações humanas que geralmente culmina em violência e morte. No entanto, a experiência regressiva de Laura, associada às sessões de psicoterapia vêm contribuindo para que ela comece a elaborar as respostas que ela precisa na relação consigo mesma e na relação com o seu pai. Percebe-se nela a vontade de perdoá-lo, mas um perdão consciente, internamente elaborado, ou seja, um perdão com lucidez e discernimento de que apesar do que aconteceu no passado, pai e filha são individualidades que seguem distintamente as suas jornadas vitais em que o sentido é a evolução consciencial. E nesse sentido ela começa a perceber que encontra-se adiantada em relação a ele, pois nesse nível tudo é uma questão de despertamento, percepção e de mudança de sintonia: a sintonia do amor que cura as feridas da alma e do corpo. Caso contrário, como vimos, paralisamos no tempo pretérito fixados em sentimentos de traição, ódio e vingança, entre outros.

Observação: os verdadeiros nomes das pessoas foram preservados.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
www.flaviobastos.com



Texto revisado por: Cris

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Avaliação: 1 | Votos: 0 Atualizado em 22/01/2009

Autor: Flávio Bastos   
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