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Quando o Silêncio Não é Ouro!



Em quase todas as cerimônias religiosas ou educativas, ou ainda de cunho profissionalizante, enfim, em todos os encontros nos quais as pessoas queiram ilustrar a importância do ouvir, geralmente colocada como mais nobre do que a importância do falar, a expressão “o silêncio vale ouro” é fartamente usada.

Ultimamente, tenho tentado encontrar um local no qual me sinta confortável para fazer minhas orações em grupo, mesmo que no silêncio de meu coração, mas acompanhada de pessoas que estão ali em nome de um objetivo comum: harmonizar através da oração ou vibração. Vou a palestras em Centros Kardecistas, Cultos de Igrejas Evangélicas, encontros de Casas de Oração, enfim, a antiga frase me tem saltado aos olhos reformulada: “O Silêncio é Uma Prece!”.

Confesso que a primeira vez que conscientemente li esta frase, ironicamente pensei: “Puxa! Ainda não sei orar!”

Fato é que estão dando tanto valor ao silêncio que parece que rumamos para um mundo de possíveis portadores de SFU: "Surdos por Falta de Uso".

Ironias à parte, o silêncio tem hora, bem como o falar, ambos devem acontecer em momentos oportunos e, como humanos, vamos infalivelmente confundir os ponteiros várias vezes por dia... Não dá para andar em linha reta o tempo todo na vida.

É claro que as mulheres falam demais (ou será que os homens falam de menos?), mas obviamente já notaram que as moças sempre interrompem os companheiros no meio da frase, o que quer dizer que interrompem seu raciocínio e ainda dizem que eles não sabem falar; mas será que o final ia ser mesmo produtivo?

Creio que estas e muitas outras perguntas, além de preconceituosas e intencionalmente maldosas, jamais serão respondidas.

Silêncio que vem em nome da paz, em um momento de rebeldia de um filho que quer se impor, de um companheiro estressado pelo que o chefe falou, ou mesmo de uma amiga que não consegue parar de falar do namorado que a traiu e você apenas se dedica a ouvir já que realmente não há o que dizer, esse sim será ouro para você, uma prece ao outro.

Mesmo em meio a uma discussão, se você resolve simplesmente falar: “Ok, amanhã a gente continua, cansei, não vamos chegar a lugar nenhum assim”, mas o outro contra ataca dizendo que está certo e este é o motivo de teu silêncio, blá, blá, blá....

...E você não tem outra opção a não ser ficar ali ouvindo e se sentindo ferida, magoada a cada palavra, ou se for capaz, desliga-se e fica como uma cadeira falante dizendo: “ahmmmm...”

Em qualquer destas situações, você estará renunciando a um direito íntimo e muito seu: o de revelar-se, de colocar suas emoções e pensamentos, de forma a gerar um meio termo ou mesmo que um reconheça que errou em algum ponto ou então que mentiu mesmo.

Quando este ponto chega, daí em diante o silêncio vira prece, é apenas a comunhão do acordo de paz. Como se um falasse ao outro: “Ok, concordo em ceder!” Depois, virá o tempo de colocar “a casa em ordem”, com a cabeça mais fria.

Porém, se uma pessoa refugia-se no silêncio como forma de punir alguém, um filho que falhou com o acordo em relação ao horário de chegar em casa, um marido que quebrou uma promessa, uma amiga que mentiu, enfim se você reage com um: “Não falo mais com você”, daí o silêncio de ouro vira ferro.

...Ferro que fere, que machuca, que não dá ao outro a oportunidade de se explicar nem de mostrar que você está errada(o) ou mesmo que ele(a) está arrependido. Ninguém tem chance nesse redemoinho de mudo contra-ataque. Na verdade, dói mais que as palavras, às vezes.

Homens, principalmente, parecem imunes às palavras. Experimente ficar muda em uma discussão. Verá alguém que começa tentando apaziguar e termina esperneando com um: “Você não vai falar nada?” E você responderá: “Meu bem!! A gente não fala demais?”.

Estou falando de ficar em silêncio para provocar o diálogo, para dar espaço ao outro de se manifestar, ou até de mostrar com seu silêncio que não está disposta a falar naquele assunto naquele momento ou então que realmente não tem nada a ser dito. Mas que não dure o suficiente para você esquecer o porque de ter começado sua greve, nem que seja muito curto de forma a não perder o foco.

Ponderar - essa é a ferramenta para tudo o que se faz na vida - depois escolher, e... enfim... agir.

Aguardo você.

Krika

Texto revisado por Cris
Publicado dia 31/10/2007

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Autor: Carmem Calmon Lacerda   
Trabalho e estudo Aromaterapia, Florais de Bach e Califórnia, Terapia do Barro (GEOTERAPIA) e Shiatsu Emocional. Sou Reflexoterapeuta e Fitoterapeuta. Muito confiante e feliz com o meu trabalho, faço com estudo e amor.
E-mail: krika.cl@hotmail.com | Mais artigos.

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