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Quando sua vida não lhe pertence


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Existem pessoas, por escolha de alma, que encarnam com a necessidade de viverem num contexto familiar que lhes dê condições razoáveis de ancoragem energética, dentro de um “ambiente energético” seguro -como se fosse um ambiente físico com estrutura de segurança que garanta que a pessoa exista e pertença a um lugar – que lhes dê também condições de limitações, necessárias ao desenvolvimento de seus potenciais sagrados.
Isto se torna necessário por serem almas que carregam “poderes” muito intensos e vigorosos, diferentes dos poderes da maioria das almas, mas que são perigosos se não forem assumidos e manifestados no “tempo certo e da forma certa”. Inúmeras são as pessoas que carregam estas condições ao redor do planeta.

Pessoas deste tipo vivem extremas limitações por conta das qualidades espirituais e poderes sagrados que carregam, precisam de limitações para lapidarem seus dons e não usarem de forma “negativa”, além de precisarem de um ambiente energético forte, para que sintam que “existem no plano terrestre”. Por conta de suas características gerais, são pessoas que são muito focadas “no fazer”, no realizar a missão, esta é uma condição forte e natural nessas pessoas, o que faz com que sejam muito desprendidas e desapegadas num geral, o que significa que se pudessem “nascer do nada”, sem terem que passar por um ventre materno e sem ter que serem recebidas por familiares que “não tem nada a ver com elas”, esta seria a escolha deste tipo de pessoa.

Claro que varia de pessoa para pessoa, pois cada uma é uma personalidade diferente, além de carregarem essências diferentes, provenientes de vários “lugares cósmicos”, portanto, aqui trata-se apenas de aspectos comuns para todas estas pessoas, mas que para cada uma isto está mais ou menos intensificado.
São pessoas que prefeririam não ter que sentir “coisas humanas”, como carência e medo da rejeição, p. ex., pois é somente isto que faz com que desejem se conectar com outras pessoas. Normalmente, não sentem nenhuma afinidade com o planeta e não sentem afinidade nenhuma com os outros humanos, por isso precisam carregar informações e conteúdos, em seu inconsciente, para que sintam medo da solidão, do abandono e sintam carência, para que então tenham o desejo mínimo, desejo da mente, de ter pessoas à sua volta. Reforço que se não fosse por carregarem aspectos humanos – “negativos”- em sua manifestação, seriam pessoas reclusas, que evitariam estar no mundo e não se importariam em oferecer as dádivas que vieram manifestar. Seriam muito mais frias e calculistas do que várias delas já são. Em suma, elas não gostam de estar na Terra, mas suas almas escolheram estar na Terra e fazer algo pelo Todo, como todas as almas, mas para estas pessoas isto ocorre em outros níveis. Isto traz muitos conflitos para elas, por isso, durante uma boa parte de sua vida, vivem como “seres normais”, se iludem muito, se alheiam sobre tudo em geral, meio que isolados destes aspectos em seu ser, para experimentarem sua humanidade e viverem o que é necessário, de acordo com as escolhas de suas almas. Seria o mesmo que dizer que estas pessoas não ancoram de verdade em sua humanidade, mas ficam apenas ligadas por um “cordão energético extra”, para que possam “viver sem viver, viver sem sentir”, como se vivessem espontaneamente, ao mesmo tempo em que sua real consciência está em “suspensão”.

Assim, mesmo que não queiram e não gostem, a condição que precisam viver é nascer em uma família, através de uma “pessoa humana”, a mãe, que lhes dá passagem e ancoragem energética. A maioria tem problemas com a mãe – também com o pai -, mas nem todas percebem isso claramente, até mesmo na idade adulta, os sentimentos “negativos” com relação à mãe, geralmente, estão ocultos e para algumas pessoas poderão se manter ocultos por toda a sua vida. Então já nascem de uma mãe com a qual tem questões de vidas passadas (isto é necessário), o que já desperta a aversão à mãe e à vida num geral, pois se a sensação que experimentam, ao nascer, é de insegurança por não sentirem confiança na mãe, como poderão confiar na vida? Porém, por não terem a permissão, de pronto desde o início de suas vidas, de usarem suas capacidades espirituais naturais de autonomia, independência e de desapego, são obrigadas a usarem suas capacidades humanas de insegurança, medo do abandono, sentimento de inadequação e de não pertencer, além de tantos outros conteúdos que façam com que estas pessoas se sintam frágeis demais sem terem algum tipo qualquer de energia externa que os sustente, mesmo que seja muito densa, mas que lhes dê ancoragem, um “lugar energético” para se instalarem. Não se trata apenas de “pisar na Terra” literalmente, trata-se de não sentirem conexão com a Terra e com os humanos, o que lhes causa a sensação de “queda num vazio negro”. Isto é extremamente necessário, para que aceitem que “precisam” dos outros humanos e, mais especificamente da mãe (e pai) ou da figura materna para quem são entregues.

Esta mãe torna-se a maior (e talvez única) força energética que dá sustentação, ancoragem e proteção às pessoas deste tipo quando encarnam, até mesmo na fase adulta essas pessoas arrastam e conservam essa condição, pois sem ela, sem essa estrutura energética, a sensação é de estar perdido, lançado ao vazio negro, sem nunca mais conseguir voltar.

Geralmente, as questões com a mãe são muito “negativas e densas”, provenientes de outras vidas que tiveram juntos. Assim, p.ex., mesmo que essa mãe, em outra vida (mesmo não sendo sua mãe), tenha odiado muito a personalidade que a pessoa era na época e tenha matado essa pessoa, ainda assim essa energia da personalidade passada da mãe, era intensa o bastante para dar continente energético à pessoa. Vamos supor que na outra vida, uma certa pessoa (A) deste tipo não tenha conseguido se ligar tanto à sua mãe e, por isso, procurou outra figura materna (B) para se ligar e isso resultou em ter uma ligação de rivalidade com essa outra mulher/figura materna (B), levando esta mulher (B) a sentir um ódio extremo da pessoa (A), o que a levou a tirar a vida da personalidade antiga, da pessoa (A). Energia é energia e é uma consciência viva, portanto, a energia-consciência não “sai de alguém” dizendo a si mesma: hoje serei uma energia má para essa pessoa e amanhã serei uma energia boa para a outra pessoa. A energia-consciência é projetada de alguém que tem uma “má intenção”, mas ela, a energia, “sai da pessoa” em direção à outra, apenas sabendo que é uma energia em direção a alguém, cumprindo seu destino. Ou seja, a energia-consciência é sempre poderosa, independentemente de acharem-na boa ou má, ela não é boa nem má, mas intensa o suficiente para cumprir seu papel. Desta forma, fica mais fácil entender que mesmo que na vida atual a mãe da pessoa deste tipo de almas, odeie – consciente ou inconscientemente - seu(sua) filho(a), ainda assim, essa energia de ódio é apenas uma poderosa energia-consciência que envolve o filho(a), fazendo-o sentir que “existe” em um continente energético e que não está “solto no espaço”, à mercê do mal.

É dessa energia-consciência que esta pessoa depende, seja da mãe, do pai, ou de qualquer outra pessoa que a pessoa deste tipo eleja, e faz isto inconscientemente. Qualquer energia-consciência (reforço, seja maligna ou benigna) que envolve intensamente a “pessoa deste tipo”, lhe dá a segurança que precisa e da qual depende, mesmo que em aspectos espirituais ela seja capaz de ser totalmente independente, pois não poderá usar esses aspectos e poderes, por um bom tempo em sua vida.

Como normalmente a “pessoa deste tipo” encarna com uma mãe com a qual tem questões sérias – de amor excessivo, ódio, obsessões, etc – e pela dependência que cria na energia que sua mãe lhe oferece como sustentação na Terra, sua percepção inconsciente, como uma forte crença, é de que não sobreviverá sem o envolvimento/amparo energético dessa mãe, mesmo que sua mãe a odeie (sem nunca demonstrar ou sentir conscientemente este ódio) por toda a sua vida e, por isso, lhe faça sempre muito mal.

Por isso, quando a pessoa nasce -o que é a condição normal deste tipo de pessoas-, ela já vem programada para entrar num contexto familiar muito denso e que lhe proporcione muitas limitações, que lhe causará muito sofrimento inconsciente, oculto. A pessoa talvez nunca perceba o real sofrimento que vive dentro desse contexto familiar, a não ser que busque o autoconhecimento mais profundo, pois tudo sempre lhe parecerá, no nível superficial, muito bom em termos de vivência com a família.

Por essa condição necessária, de limitações graves que sua alma planejou, ao nascer, logo sua mãe a rejeita, o que significa que essa mãe -tudo inconscientemente- faz um acordo com a criança: para eu deixar você viver comigo, dentro desta linhagem familiar, você tem que me dar algumas vantagens e benefícios gerais, você precisa me dar tudo o que for de melhor em você e todos os seus poderes e forças, para que eu viva bem e para que eu possa dar para todos da família a sua energia, para que todos vivam bem. Você tem poderes especiais e capacidades de força e poder para viver sem ser destruída de verdade, e todos os outros membros desta família, inclusive eu e seu pai (mesmo que tenha morrido ou nunca “aparecido”, sua energia existe) não temos, portanto, se quer que eu te dê essa energia-consciência de ancoragem e estrutura, terá que ser minha, que pertencer a mim, e dar tudo o que é seu para mim. Além disso, terá que absorver para si todo o mal que carregamos, terá que nos manter equilibrados e “limpos”, sem desequilíbrios, sem perturbações e, principalmente, deverá absorver para si todos os potenciais para fracasso, impotência e incapacidades de todos. Você será aquela que fornece luz e poder, que fornece todos os potenciais que vier a desenvolver em sua vida, seja potencial para se relacionar de forma adequada, potencial para o sucesso, potencial para ter uma profissão que faça sentido e lhe dê os ganhos financeiros em abundância, potencial para viver de verdade e tudo o mais. Você terá que tirar de todos tudo aquilo que os impede de viver em plenitude e poder. E dar a todos tudo o que precisarem para terem uma vida satisfatória.
Assim, neste acordo, a pessoa simplesmente passa a pertencer a esta mãe e ser, em extensão, de toda a família. Sua vida nunca pertencerá a ela. A mãe (ou outra pessoa que represente autoridade e manifeste a energia-consciência de ancoragem) terá sempre domínio sobre ela, a mãe terá poder para sempre se instalar psiquicamente “dentro da mente” do filho(a), no comando de sua vida. A relação desta mãe com seu filho(a) poderá ser até de amizade, carinho e alegria, na manifestação superficial na vida da matéria.

Porém, isto poderá ocorrer, apenas no caso de a “pessoa deste tipo” não conseguir resistir a esta condição, para ter seu poder em suas mãos, e for bastante resignada, querendo fazer o papel de “boazinha” para não ter que lidar com a realidade que vive inconscientemente. Se a pessoa for essa boazinha, a mãe sempre irá lhe tratar bem, mas no fundo, nesta realidade paralela oculta, a mãe estará sempre a tratando muito mal, até mesmo machucando-a para forçar que seja tudo o que ela quer. Em geral, quando atendo uma pessoa desse tipo, a imagem que vejo é da pessoa dentro de um contexto familiar, com todos os integrantes/familiares à sua volta, normalmente esta pessoa está ajoelhada, numa condição de submissão, sob o jugo de todos. A pessoa está sem brilho e sem forças, diria até que vejo a pessoa (todas as que vejo) “sem vida”, pois ela é dos outros, sua vida não lhe pertence, ela não tem direito a nada e, como sua vida na fisicalidade aparentemente é “normal”, isso significa que eles a deixam viver somente para que se desenvolva e crie potenciais para depois poder lhes fornecer esses potenciais. Se não a deixassem ter uma vida de certa forma “normal” na fisicalidade, e além de a manterem sob seu domínio na realidade paralela, também a dominassem explicitamente na vida física, ela simplesmente seria uma pessoa “doente”, incapacitada para a vida, o que significaria que ela nada produziria e nada lhes daria.

Para deixar mais clara esta condição, como exemplo, seria como se na vida física, essa família literalmente escravizasse a pessoa, onde nenhum deles faria reais esforços para se desenvolverem e ficassem todos em casa, só na preguiça, enquanto mandariam a pessoa para o mundo, para se desenvolver, ganhar dinheiro e sustentar a todos, além de favorece-los de todas as formas, sem ter o direito de usar um pouco do dinheiro e de sua energia para si e sem ter o direito de viver livremente, de acordo com sua vontade e em seu próprio benefício. Basicamente é esta a condição neste contexto da realidade paralela deste tipo de pessoa.

Por toda a sua vida, essa pessoa viveu isso e, ainda assim, conseguiu criar uma “vida boa” para si, até acreditando em evolução e boas conquistas futuras. Como ela está programada por sua alma a não viver a liberdade real, para poder viver nesse contexto de limitações até certo período de sua vida, há também uma programação de sua alma para um novo momento. Assim, este “faz-de-conta que vive bem”, esta vida boa ilusória, começa a se desfazer num determinado período de sua vida, e é quando a pessoa já não consegue mais viver de ilusões, pois a sua realidade interna é de que ela sempre perderá e assim ela começa a viver um período em que perde claramente tudo o que conquista. Ela começa a perceber isso muito claramente e isso a faz buscar respostas e soluções. Se realmente busca a verdade “real”, ela percebe que tudo o que conquistou nas aparências de sua vida, só se mantiveram em suas mãos, enquanto todos precisavam viver essa encenação, pois essa pessoa tinha que acreditar que tinha sua vida em suas mãos, tudo precisava, como num roteiro de filme, parecer que era real e que suas conquistas lhe pertenciam. Todos representaram seus papéis, fazendo de conta que a respeitavam, que a deixavam viver livremente sua vida, que “torciam” por ela, por seu sucesso e por sua felicidade, mas todos viviam isso inconscientemente e, na realidade paralela, todos apenas torciam pelo sucesso dela, somente para que ela criasse muitas possibilidades, forças e potencialidades, para imediatamente sempre dar para todos, ao mesmo tempo em que todos também sempre passavam para ela todas as energias de seus problemas, impotências e fracassos.

Na idade adulta, pela saturação e condensação dessa condição que vive na realidade paralela, a pessoa passa a enfraquecer. Normalmente, na idade adulta as pessoas começam a ter mais foco e a ter mais medos da vida, o que potencializa os problemas e as dificuldades em lidar com eles. Assim, com o passar dos anos, sua família começou também a enfraquecer por não sustentarem suas próprias vidas, além de potencializarem seus fracassos e fraquezas em geral, e não conseguiram se desenvolver, pela dependência que criaram nas forças dela, mesmo absorvendo todas as potencialidades da pessoa em questão. Esta intensificação dos males e fracassos dos outros, que vão sempre sendo transferidos para a “pessoa”, faz com que ela fique ainda mais saturada pela densidade negativa que recebe deles. É aqui, então, que a “vida de faz-de-conta que é boa” da pessoa começa a não ser tão boa como antes e ela começa a ter medo de não sustentar uma vida de conquistas. Ela toma consciência de que há algo muito errado acontecendo e que perderá sempre tudo o que conquistar. E tudo se intensifica mais.

Estou usando um exemplo bem extremo, tanto no que diz respeito aos “poderes sagrados” de certas pessoas, quanto no que diz respeito ao contexto familiar, para que possam perceber a magnitude que este tipo de condição pode ter, mas existem poderes sagrados de vários níveis e tipos – mais ou menos intensos -, assim como situações familiares mais ou menos densas do que no exemplo citado. Porém, considerem que existem pessoas que vivem exatamente esta condição, nos planos ocultos de sua dinâmica familiar e carregam poderes sagrados realmente diferenciados – mas nem por isso melhores – da maioria das pessoas.

Isto é necessário, pois é aqui, nesta nova fase, que a pessoa precisa mudar esse cenário. O que antes era uma condição fundamental para poder ancorar na Terra e viver, como escolha de sua alma, passa a ser algo que lhe traz muita agonia, sofrimento e angústia, justamente para não dar mais para fingir que está tudo bem. Tem que ser insuportável para haver a mudança planejada por sua alma.

É o ponto em que a alma começa a induzir a pessoa a tomar consciência de que sua vida não vai bem como achava que ia, nunca será uma vida boa, caso prossiga desta forma. Se a pessoa perseverar, ao invés de paralisar e ficar reclamando e chorando sem nada fazer, ela chegará a caminhos que a levarão a conhecer estas verdades e começará a sentir e perceber que sim, é totalmente prisioneira de um contexto familiar que a explora e a impede de viver sua vida com liberdade total de expressão.

Aos poucos, na tomada de consciência, a pessoa vai percebendo claramente o quanto seus familiares estão vivendo “às suas custas”, perceberá em uma situação ou outra na vida dessas pessoas, que elas estão vivendo algo que seria para ela, que ela deveria estar vivendo. Será algo sutil, uma forte intuição que lhe mostrará que estão lhe roubando a própria vida e que sua vida pertence aos outros, e que nunca pertenceu a ela. Serão sensações, percepções e intuições que a levarão a encontrar mais repostas, verdades e soluções. Por exemplo, esta pessoa poderá encontrar este texto e se identificar totalmente com ele e isto será algo que já a ajudará a perceber que ela “não está ficando louca”, e que suas percepções de que estão roubando sua vida e que estão lhe jogando cargas densas e destrutivas sobre si, são verdadeiras.

E então ela terá mais coragem de buscar mais caminhos que a ajudem a se libertar desse contexto. Porém, estes caminhos a levarão a se libertar sim, mas a consequência disso é que seus dons e poderes que precisaram ser contidos no “passado”, pois precisavam ser desenvolvidos com maturidade, consciência e responsabilidade, agora irão alforrar, e ela precisará se comprometer com a jornada de sua alma, no que diz respeito ao uso destes poderes. Isto é lindo de se entender, mas é muito difícil de se viver. A resistência do ego ao cumprimento de sua missão ocorrerá, ele tentará bloquear o fluxo dos poderes somente para não ter que fazer o que sua alma planejou. A luta interna fará com que, ao mesmo tempo em que se sente saturada das energias densas alheias, também se sinta saturada pela condensação de energias de poder que estão aflorando, querendo “explodir em liberdade e poder”, mas o ego está bloqueando.

Apesar de querer a liberdade de SER e ter sua vida em suas mãos, a pessoa se esconderá dentro desse contexto familiar da realidade paralela, como justificativa de “ser prisioneira”, só para não fazer o que sua alma quer que faça: cumprir sua missão de vida. Infelizmente, aqui se lida com a teimosia do ego, o que tornará a vida da pessoa um inferno, pois ela sofrerá cada vez mais por não se dar a permissão de ser livre, além do sofrimento causado pelos familiares que não tem a mínima intenção de liberta-la, pois não querem perder a fonte nutridora de poder que ela é. O sofrimento aumentará pelo fato de que ela, ao invés de fazer de tudo para sair disso e ser livre, está passiva, paralisada em pânico criado pelo ego, sentindo o aprisionamento familiar quase que com consciência, sentindo e percebendo que eles estão lhe roubando a vida e os potenciais, quase descaradamente, e sentindo e percebendo que eles estão deixando sobre e dentro dela todos os seus lixos astrais, energéticos e espirituais, todo o lixo de suas limitações e fracasso.

A pessoa luta, dá poder ao ego e seu sofrimento se intensifica. As pessoas que atendo e são desse tipo de almas que citei, sentem que estão “piorando” ao invés de melhorar. Na verdade, tudo está caminhando poderosamente para a cura real, porém, é a grave resistência inconsciente que está intensificando o sofrimento e a paralisia geral de sua vida.
Entendam que mesmo que essa pessoa esteja consciente desse contexto insano e cruel e, de verdade esteja querendo a libertação por toda a consciência que agora tem, não significa que será fácil, por causa dos envolvidos e por causa do seu ego. Este contexto ocorreu desde seu nascimento e o ego criou caminhos e recursos para lidar com isso e criar uma vida, ele não quer mudar tudo isso, pois sente medo que, caso a pessoa consiga a libertação real, terá, como consequência, aquilo que mais teme: a rejeição da mãe (ou da autoridade que representa esse cenário), que significará “perder a energia-consciência” de ancoragem, o falso porto seguro que a mãe e todos os envolvidos neste contexto lhe oferecem. Mesmo que de forma absurdamente desequilibrada, e que traz tanto sofrimento velado ou explícito, este contexto insano é seu único porto, seu único lugar, a mesma crença antiga que determinou esse acordo, de que se não tiver esta energia-consciência de ancoragem ele sucumbirá e ficará perdido no vazio negro, ainda existe dentro da pessoa e ainda a influencia neste momento em que entende que viver prisioneiro e escravo desta condição é absurdo. Este medo de perder o falso porto seguro faz com que, apesar disto tudo, ainda assim a pessoa acredite que é melhor viver nesse contexto insano - sem nunca ter o direito de ter sua vida para si, sem nunca ter o direito de viver apenas com as suas energias densas, livre das dos outros, e sem nunca ter o direito de ter todos os seus poderes e potenciais à sua disposição -, a ter que viver perdido no vazio negro, desamparado, isolado, abandonado e solitário. É o poder da crença inconsciente que o mantém preso.

A cada momento em que a pessoa resolve olhar para essa questão com mais consciência, ela sente um intenso sofrimento e muito ódio de todos por estar limitada e impossibilitada de viver sua vida. Este sofrimento sempre lhe dá um impulso para querer se libertar, mesmo que isto lhe custe a rejeição e o abandono no vazio negro. Porém, passado este tempo de indignação e sofrimento, a pessoa deixa tudo de lado e esquece disso, alheando-se novamente, e voltando seu olhar para sua vida, cheia de fracassos e frustrações e continua à procura de respostas e soluções para mudar sua vida, sem ter que mudar esse contexto de escravidão. O ego desta pessoa somente quer continuar dentro desse contexto insano, para não se sentir perdido e solitário, mas quer que sua vida mude para melhor. Impossível.

Como tudo isto ocorre na realidade paralela, no momento em que a pessoa se propõe a olhar, ela percebe claramente esse contexto e acredita que essa dinâmica oculta existe de verdade e que é isso que determina os acontecimentos de sua vida, tudo faz sentido e tem muita ressonância em seu coração. Porém, quando a pessoa tira o olhar deste nível e volta o olhar para a superfície, para a sua vida, tudo vai ficando em outro plano, no esquecimento parcial, e a pessoa volta ao seu padrão obsessivo-compulsivo de querer entender racionalmente o que está de verdade acontecendo em sua vida em que nada dá certo e em que tudo está se perdendo. O enfraquecimento é intenso na pessoa, sua vida vai ficando “pobre” num geral e é somente isto que sua alma tem de trunfo para poder fazer com que a pessoa volte a lembrar da realidade paralela. É sempre fácil esquecer dos conteúdos ocultos, sempre mais fácil olhar para a superfície.

A cura real para esse tipo de condição -assim como para tudo na vida de todas as pessoas-, somente ocorrerá se e quando a pessoa parar de continuar procurando respostas e soluções racionais fora, e decida considerar, aceitar e acreditar no que ela já descobriu sobre sua realidade interna, sobre o que ocorre em sua realidade paralela, como neste caso. Por mais que seu ego continue querendo negar e esquecer disso parcialmente e em vários momentos, e depois de sofrer muito, mas muito mesmo, com sua teimosia em continuar buscando respostas quando já tem as respostas que realmente precisa, estas informações preciosas sobre a realidade oculta, que agora a pessoa percebe, aos poucos vão ganhando força e poder, e mesmo que seu ego ainda tente desviar-se disso, a pessoa terá vários momentos em que terá percepções quase “palpáveis” destes acontecimentos, essas verdades vão se tornando mais óbvias e mais claras, até mesmo na sua interação na fisicalidade com as pessoas do contexto, poderão trazer situações em que não dará mais para negar as “provas” que sua alma está lhe oferecendo. Quanto mais a pessoa ancora nestas verdades, mais também ela consegue criar a energia-consciência proveniente do seu poder pessoal, para se dar a ancoragem necessária para a vida. Estas verdades ocultas, que antes pareciam ser fantasias e ilusões, passam a ser uma verdade poderosa para a pessoa e isto tudo, naturalmente, despertará nela o poder para se libertar e acreditar que não precisa mais da ancoragem de ninguém, a não ser dela mesma.

Lembrando também, que essa pessoa carrega os potenciais para ser independente de todas as formas. Se antes era perigoso esse potencial criar para ela uma vida de isolamento, desprendimento e desprezo aos outros, após toda essa jornada como prisioneira e escrava dos outros, esse mesmo potencial será tudo o que ela precisa para se libertar. Antes, ela desprezaria a todos e não teria o mínimo interesse de estar na vida e com as pessoas. Após ter vivido tudo isto, pelo medo do abandono e de ficar perdida no vazio negro, ela dará mais valor à presença das pessoas em sua vida. Não precisará mais viver nas polaridades: ou prisioneira e escrava de um contexto familiar ou totalmente livre, independente e capaz de viver sozinha, se isolando do mundo por vontade e escolha. Agora será, aos poucos, o tempo de lidar com a liberdade que vai acontecendo, acreditando em seu potencial para auto-ancoragem, e reverenciar os outros como pessoas importantes na sua vida, sem se deixar novamente usar e abusar.
Tudo é um processo, é preciso paciência e perseverança para caminhar para a cura real desta condição em que vivem estas pessoas. Quero apenas lembrar, que outros “tipos de pessoas/almas”, mesmo que não sejam integrantes deste grupo que citei, também precisam viver contextos similares a estes, porém, talvez não tão intensos deste jeito, mas igualmente limitantes e destrutivos. Portanto, observe-se profundamente para perceber se há algum indício em sua vida que lhe mostre que talvez esteja vivendo em uma condição similar a esta.

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Conteúdo desenvolvido por: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial transcendente. Desenvolvi a Terapia Transcendente, que objetiva conduzir à Cura Real. Atuo em níveis profundos do inconsciente e nas realidades paralelas em inúmeras dimensôes. Acesso as multidimensionalidades Estelares. Trago Verdades Sagradas.
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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