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Quanto mais eu rezo...

por Adriana Garibaldi

Publicado dia 3/9/2020 em Autoconhecimento

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São muitas as vezes em que costumamos expressar nossa inconformidade com os resultados de nossos apelos ao alto e criamos uma rejeição inconsciente ao ato de rezar ou de comunicar nossos desejos para uma força superior, que se apresenta a nossos olhos como se estivesse surda a nossas necessidades.

A incredulidade surge, no sentido de estabelecermos um diálogo com Deus.

Costumamos contabilizar o montante de pedidos que proferimos no transcurso das nossas vidas, e o reduzido número daqueles que em realidade foram atendidos.

A nossa resistência em orar vai aumentando com o passar dos anos enquanto as páginas do evangelho nos convocam a pedir para alcançar, a buscar para achar, a bater, para que a porta nos seja aberta.
No entanto, apesar de batermos insistentemente, a porta da casa dos desejos parece continuar fechada para nós.

Se fala então de merecimento, do carma acumulado, e por aí vai.

Reparamos desapontados que não é bem assim que as coisas funcionam, e fica cada vez mais difícil compreender o paradoxo das nossas vidas em relação à fé e ao poder da oração.

A certa altura, acabamos por concluir que os nossos quereres podem estar andando na contramão dos desejos de Deus, e esse desacordo nos desanima profundamente.

Surge então a lei da atração, uma das tantas teorias que tenta explicar os resultados ineficazes dos nossos pedidos ao universo, convidando-nos a desenvolver uma postura de pré-abundância a respeito do que desejamos, a postura mental de já termos recebido, antes mesmo de receber. Uma medida que nos parece válida, no entanto, muitas vezes difícil na prática.

Começamos a especular qual seria o pensamento de Deus a nosso respeito, ou a respeito de nossos desejos. Será que ele continuaria a contradizer sistematicamente cada um deles, ou seríamos capazes de fazê-lo mudar de opinião, convencendo-o do contrário por meio de palavras.

Múltiplas ideias surgem e  imaginamos, muito ingenuamente, que seríamos capazes de compreender Deus, ou influir em suas decisões.

Um novo insight aparece que nos agrada e conforta a respeito da nossa relação com a fonte criadora. A de fazermos parte dela, como pequenas partículas de sua essência de luz e de eterna sabedoria.
Vendo desse novo ângulo, podemos concluir que as respostas que procuramos já estão em nós, impressas no íntimo de nossas consciências, e sendo assim, a totalidade das possíveis respostas, na busca de nossos objetivos, já nos foram dadas desde o início.

Em síntese, sendo Ele o Todo, o Alpha e Omega da criação, antes de sermos capazes de pedir ou de indagar, a resposta já estava lá, à espera de fazermos a pergunta.

Como orar, então? Quando compreendemos que a procura por um direcionamento sempre esteve dentro, sempre esteve em nós, como um código de vida para o qual poderíamos conduzir nossos questionamentos.

Ficarmos de joelhos e orarmos para Deus pode significar uma postura de rendição a uma força superior.
No entanto, erguer-nos sobre nossas próprias pernas na absoluta confiança em nós mesmos, e em nossos potenciais infinitos, representa um ato de fé ainda mais poderoso.

Nossa vida precisa ter essa marca de confiança, enquanto nos dedicamos com amor a tudo que realizamos, seja nosso trabalho, nossos estudos, nossas amizades, ou nosso ideal de vida. Contribuindo com a parcela de experiência que nos cabe na melhoria de nosso mundo, Essa é a nossa mais efetiva oração. 
Já que somos nós, criaturas, em comunhão com Deus, Criador, uma unidade perfeita e poderosa de trabalho para criarmos a vida que merecemos.

Na parábola do grão de mostarda, Jesus nos diz:

“Se tiverdes fé, no tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte passa daqui para acolá e ele passará”.

O grande monte a ser transportado é o monte do desânimo e da falta de autoconfiança, além da falta de claridade interna a respeito de nossos objetivos de vida. Objetivos  para os quais nortear as nossas ações.

Lembremos que as respostas de Deus já nos foram dadas desde o início, é só silenciar a voz do ego que nos infunde temor, para acessarmos a fonte de sabedoria interior que ilumina nossos caminhos.

Afinal, é importante compreender que não pode existir desacordo entre o Deus Criador e o deus que existe em nós, ambos são uma única essência de perfeita unidade, almejando uma única coisa: que a experiência da alma humana no mundo da matéria seja bem-sucedida.
Sei que parece contraditório, por tudo aquilo que disse anteriormente, especularmos a respeito dos objetivos de Deus em relação a nós, suas criaturas. Contudo, ao olharmos para a natureza, na sua esplêndida perfeição, não seria válido conceber algo muito diferente que isso, a respeito do valor da nossa vida humana.


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