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QUE MEDO É ESTE?

Atualizado dia 9/21/2006 10:12:45 AM em Autoconhecimento
por Silvana Lance Anaya


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Temos medo de tantas coisas! Mas porque sentimos medo?
Medo é um sentimento universal, antigo e necessário à sobrevivência!
É um dos sentimentos que permitiram à espécie humana multiplicar-se e dominar a Terra! Aprendemos a ter medo do que pode nos afetar fazendo-nos mal, é uma forma natural de nos proteger de algo desconhecido ou já conhecido e a nós passadas através das experiências coletivas.
Desde os tempos mais remotos, o homem foi dotado de medos, medo quando saía à caça com a preocupação de não se tornar a caça, das inúmeras invenções que como tudo, contém também seus riscos, das reações adversas da natureza...

Portanto, medo é um sentimento que se faz presente em nossas vidas, um mecanismo de defesa diante de situações desconhecidas e até mesmo causado por experiências traumáticas, ativado para nos proteger de situações semelhantes e novas!
Somos frutos da família, da sociedade, enfim do meio em que vivemos. Aprendemos com as pessoas próximas e suas experiências pessoais. Através delas também aprendemos a ter nossas reações diante da vida e dos fatos, assim como nos ensinaram o certo e o errado em suas concepções aprendidas em seu meio e época. O medo é um sentimento particular de cada indivíduo com o seu ambiente e pode ser “aprendido”.

Existem diversos tipos de medo, e ao longo da vida podemos nos deparar com medos infundados, que não são nossos, pois na infância podemos ter apenas observado o medo de alguém e suas reações diante de tais situações e nossa mente ter feito a captação, então em situações análogas, podemos estar agindo de uma forma inexplicável, como se fosse uma lição de medo aprendida, que nem sabemos suas causas reais (um medo que não nos pertence!).
Este medo infantil pode ainda nos assolar na fase adulta, por ainda não ter sido “assimilado” em nossa mente. Podemos até ter um medo terrível de um inseto sem ter tido qualquer experiência “traumática”, mas apenas por ter observado alguém de nossa convivência em pânico diante dele!
Se estivermos tendo uma atitude inexplicável diante de uma certa situação, temos que parar, pensar e tentar encontrar uma razão convincente, tentarmos lembrar de alguma situação semelhante na qual tenhamos convivido ou assistido, e a reação das pessoas presentes, analisar se naquele momento adquirimos aquele medo porque foi esta a lição, mesmo não entendendo a situação real.

Mas se o nosso medo se tornar tão infundado e assustador a ponto de causar até mesmo reações físicas desconfortáveis e desproporcionais à “ameaça” , neste caso, deixou de ser um simples “medo natural” para se tornar uma doença, a fobia, pois situações simples estão sendo vistas como catástrofes!

Trata-se de um medo irracional especificamente provocado pela exposição a um objeto ou situação temida, um medo patológico, uma crise de pânico desencadeada por um acontecimento marcante. É uma manifestação de angústia profunda, muitas vezes sem relação aparente com o objeto do medo. Entre vários exemplos, temos: a fobia social (medo da exposição social), agorafobia (medo de sair de casa), claustofobia (medo de lugares fechados) e acrofobia (medo de altura).

Claro que em se tratando de acontecimentos violentos, como depois de um episódio de um seqüestro, é natural que fiquem algumas seqüelas psicológicas e a vítima sinta medo com freqüência. Mas a marca da fobia é justamente o caráter exacerbado e irracional.
É preciso desfazer o ciclo do “medo aprendido” descobrindo a causa e quebrando-o, para isto uma ajuda profissional pode ser essencial, assim como a determinação e a tão importante cooperação da própria pessoa neste processo de cura.
O sintoma da fobia, do pânico, é conseqüência de algo que o paciente ocultou de si mesmo e esta cadeia de pensamentos se encontra protegida por uma energia denominada resistência que impede que este conteúdo venha a emergir na consciência, permanecendo aprisionado no inconsciente.

A psicanálise tenta descobrir o significado do sintoma, fobia ou o pânico, que traz tanto sofrimento, atuando nestes aspectos inconscientes, ampliando a rede associativa para que os conflitos possam ser compreendidos e superados, eliminando-se assim os sintomas.
Um analista deve ter a calma necessária para permitir que a fala de seu paciente signifique, identifique, decifre, simbolize e traga em palavras o significado do sintoma através da livre associação de pensamentos.
A análise auxilia o indivíduo a reconstruir sua história individual, dando um novo significado aos fatos resgatados do inconsciente.

É inegável o fato de que em nosso mundo atual vivemos “bombardeados” pelo medo, e até mesmo um noticiário pode interferir de forma muito negativa com uma infinidade de calamidades que se transformadas em iminência na nossa mente, poderão nos manter trancados em casa o resto da vida! Temos que aprender a lidar com o medo, identificá-lo e administrá-lo nos parâmetros da realidade para não vivermos dentro de uma sociedade em pânico!

O ser humano passa por muitas situações ameaçadoras, mas se o medo que nos equilibra se tornar o medo que nos “assalta”, estará deixando de ser coadjuvante de nossa sobrevivência para se tornar o limitador de nossas vidas!

"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela." (Charles Chaplin)

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." (Shakespeare)

Silvana Lance Anaya
Psicanalista/SBCampo


Texto revisado por: Cris

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Conteúdo desenvolvido por: Silvana Lance Anaya   
Silvana Lance é Psicanalista e Psicoterapeuta Especialista em Psicodrama Clínico - Pós-Graduada em Teoria Psicanalítica, membro fundadora da SODHEP - Soc. Desenv. Humano e Estudos Psicanalíticos - / Jornalista Mtb 75200/SP atendimento: consultório particular/SBCampo www.clinicapsicabc.com.br - facebook.com/clinicapsicabc
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