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Quem se conhece sabe: síndrome da impostora



Algumas mulheres lutam diariamente para se adequarem a padrões comportamentais impostos e que não lhe servem e nem lhe cabem. Padrões esses que desafiam a sua alta capacidade técnica de entendê-los e até mesmo de conseguirem uma solução imediata, tão facilmente conquistada por elas no dia a dia de sua jornada diária.

Muitas delas são mulheres competentes, inteligentes, amistosas, fortes e cheias de vitalidade e, mesmo assim, às vezes sentem-se inseguras em relação a sua atuação enquanto profissional ou em outros aspectos da vida. Escondem da multidão o quanto são inapropriadas a se colocarem naquele cargo, naquela função ou naquele lugar de destaque, que pensam ser mais adequado a outrem e não a elas.

Você já deve ter ouvido falar em síndrome do impostor, uma autorpercepção com aspecto de falsidade intelectual, em que a pessoa tende a não acreditar em seus talentos e tem dificuldade de admitir suas conquistas, sentindo-se uma fraude. Essa distorção, descrita pela primeira vez em 1978 nos Estados Unidos pelas psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imes, afeta aproximadamente 70% das pessoas no mercado de trabalho pelo menos uma vez na vida – os dados são de uma pesquisa da Universidade Dominicana da Califórnia.

“Apesar das evidências de suas habilidades, muitas pessoas brilhantes e capazes não experimentam um senso interno de competência ou sucesso, acreditando que, de alguma forma, conseguiram enganar os outros e fazê-los pensar que são mais inteligentes e competentes do que acham que são”, afirma a escritora e especialista em síndrome do impostor Dra Valerie Young, em outro estudo de sua autoria. “Incapazes de internalizar ou sentir que merecem seu sucesso, eles vivem com um profundo sentimento de inautenticidade e o medo de serem descobertos”, completa.

Em minha experiência como terapeuta energética – que narro no livro “Enquanto me curo”, lançado em 2020 pela Editora Cândida –, muitos casos de mulheres com essas características apareceram para serem atendidas. Elas não fazem ideia do porquê sentem-se inseguras. Algumas já haviam alcançado o topo do sucesso e, ainda assim, sua mente lhe recordava sempre que ela não passava de uma impostora e que logo mais seria desmascarada.

Ana é uma dessas mulheres que iniciou o processo pela terapia energética e quando se reconheceu, passou pelo despertar da consciência e pela reprogramação mental. Ela se recorda de que quando chegou pela primeira vez para a terapia estava totalmente falida em seu negócio e as interpretações sinalizavam crescentes contratos firmados em poucos meses, que de fato ocorreram e levaram saúde financeira ao seu negócio.

Nesse interim, Ana sentia-se ainda pouco confortável consigo mesma. Conduzia reuniões com grupos de clientes e sua mente lhe dizia o quanto era inapropriada a estar naquela condição de poder e comando. Seu mecanismo de defesa a fazia ser extremamente bruta e autoritária. Gritava com seus subordinados e não obtinha deles a ajuda necessária.

As atitudes grosseiras a protegiam, pelo menos era o que pensava, dos outros. Ela sentia que sua “real identidade” seria revelada a qualquer momento. E o que faria?

Perceber que os “outros” de sua vida vieram da sua adolescência foi algo que movimentou a energia da Ana ao ponto dela se permitir passar pelo processo de despertar da consciência e descobrir seus valores, dons e talentos que não usava, pois eram ofuscados pelo medo da não aceitação do outro.

Ana trouxe luz à sua escuridão mental, através da reprogramação mental, e após esse processo intenso de autoconhecimento, que não para de acontecer. Ana se encontrou e tomou novas decisões em sua vida e negócio, de forma tão natural que nem parecia ter tido todas aquelas questões anteriores a se revolver. Trilhou um novo caminho, e hoje testemunha sua mudança conduzindo grupos de pessoas em reuniões diárias, das quais se coloca com a força e o poder que possui, atrelado a confiança e segurança em tudo que faz. Hoje percebe que o olhar do outro é somente o outro olhando para si mesmo.

Ela despertou!

Publicado dia 24/3/2021
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Autor: Anya Piffer   
Escritora, Mentora, terapeuta energética. Atua há 17 anos no desenvolvimento de pessoas e grupos com metodologia que desenvolveu por meio de diversas técnicas e aguçadas experiências nos atendimentos terapêuticos e profissionais. Autora do livro Enquanto me curo. site: anyapiffer.com.br / Instagran: @anya.piffer / Whatsapp 27 99288.9636
E-mail: anyapiffer@gmail.com | Mais artigos.

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