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Quem somos nós?



Tenho pensado ultimamente na questão da vida e no que diz respeito a quem realmente somos nós.

Acredito que não faz muito sentido viver a esmo ou à margem da vida, termos uma existência terrena, sem nenhuma ação que seja efetiva que melhore as pessoas à nossa volta para que possamos conviver pacificamente e plenos de felicidade.

Todos nós temos relacionamentos com pequenos grupos de pessoas, seja com os vizinhos, no entorno do nosso bairro, em casa com nossos familiares, nossos amigos, nossos colegas de trabalho, nossos clientes nas relações de negócios, no banco com o nosso gerente, na escola dos filhos, na faculdade, no curso de línguas, no cabeleireiro, enfim... Em todos os lugares aonde vamos.

Noto que é um ato recorrente sempre reclamarmos de tudo à nossa volta, basta algo não dar certo para se praguejar contra tudo e todos, muitas vezes sem saber que tudo que enviamos para alguém em forma de pensamento negativo volta para nós com uma energia negativa ainda maior; é a lei da ação e da reação.

Em nossas relações do dia-a-dia precisamos ser mais do que somos. Falo aqui do superficial, do personagem que sempre incorporamos. E nos acostumamos tanto a essa representação que acabamos por esquecer quem de fato somos (ou seja, nós estamos, mas não somos).

Nós estamos: Maria, José, Roberto, Francisco, Antonio, Vera, Vilma...
Uma infinidade de pessoas com os mais variados nomes, mas somos infinitamente muito mais: somos espíritos de luz além do nome e do corpo que nos conduz.

Existe uma história de um mendigo que conta o seguinte:

“Por mais de trinta anos ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:

– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
– O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro”.

Será que você não está agindo como esse mendigo? Será que você não está acostumado a viver de migalhas? Nunca sendo plenamente feliz, nunca conseguindo encontrar a paz para o seu coração e para sua alma, pelo fato de não olhar o interior do seu caixote.

A felicidade plena não existe em etapas e não é condicionada a eventos ou convenções do tipo: se eu comprar aquele carro que tanto quero serei feliz; caso eu consiga comprar aquela roupa ficarei mais bela e ficando mais bela, ele irá me amar e serei feliz; vou realizar a plástica dos meus sonhos, pois não sou feliz quando me olho no espelho.

Essa felicidade vem, mas logo vai embora e sempre iremos querer mais e mais. Seremos sempre insaciáveis em realizar cada vez mais eventos.
A felicidade plena vem de dentro e salta em forma de um sorriso aberto e franco, reflete em um olhar cheio de brilho em uma postura calma e serena sem nenhum tipo de estresse, atrai pessoas para o seu convívio e dá o equilíbrio que necessitamos. Uma pessoa verdadeiramente feliz jamais estará sozinha.

Reflita e veja se não está acostumado a olhar só fora de si; pense em como está agindo nos negócios, procurando sempre lucro rápido mesmo que esse lucro só ocorra uma vez, não se importando com a satisfação do seu cliente e não estabelecendo o vínculo da relação sincera e transparente.

No seu trabalho está agindo mecanicamente como o mendigo? Estendendo a mão por migalhas sem gostar do que faz. Não acha está na hora de parar? E olhar para dentro de você e descobrir o seu verdadeiro sentido daquilo que busca e quer na vida.

Conheço pessoas que depois de anos de trabalho e dedicação abdicaram de tudo para serem felizes em um trabalho que realmente gostam e não as frustram. Não existe coisa pior do que fazer aquilo que não se gosta.

Não seja somente o externo, verifique o seu interior, pois é lá que mora a sua verdade, lá habita o seu verdadeiro EU onde você realmente É.

Você ignora a sua verdadeira existência pelo hábito de viver exterior e mecanicamente, como todos à sua volta; vive buscando tudo aqui fora quando tudo está dentro de você.

Abra a caixa da sua vida, saia de dentro dela não tenha medo de descobrir o que de bom realmente existe lá. Enfrente de peito aberto seus medos, suas indecisões. Ninguém melhor que você conhece a sua natureza, ninguém melhor que você para conduzir o seu barco a um porto seguro.

Não se contente com migalhas, vá atrás do que lhe pertence por direito. Todos nós merecemos ser plenamente felizes e ser quem realmente somos e descobrirmos o nosso verdadeiro tesouro.

Pense nisso.
Muita Paz

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 8/2/2007

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Autor: Nelson Sganzerla   
Uma ALMA encarnada no Planeta Terra, que busca a ascensão para a LUZ
E-mail: nelsonsganzerla@terra.com.br | Mais artigos.

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