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Questões Éticas e Espirituais explicitadas nas Eleições 2018
por ROBERTO DANTAS

Questões Éticas e Espirituais explicitadas nas Eleições 2018

Finalizadas as eleições, gostaria de levar você, leitor, a refletir comigo sobre alguns aspectos Espirituais e Éticos, através da análise comportamental dos eleitores e candidatos durante todo o processo. Peço que se despojem de preferências partidárias e identificações com um ou outro lado, mas concentrem-se no objetivo da discussão que são as ações dos seres humanos em determinadas situações sob pressão.

Apesar de sabermos que todos os políticos sempre mentiram, sobretudo em períodos eleitorais, vimos neste ano a inovação das mentiras virtuais, atacando, denegrindo um e outro. Não necessariamente do próprio político, mas de seus fãs, que no anseio de ver suas ideias vencedoras, partiam para atos imorais e até ilegais para denegrir o outro lado.
O interesse próprio se sobressaindo à ética e à própria consciência política. Mentiras positivas e negativas sobre um e outro candidato visando elevá-lo ou rebaixá-lo no imaginário dos eleitores.

Percebemos como, na visão dos políticos, a mídia, a manipulação ideológica e o marketing político têm importância capital em uma eleição. Pelo menos tinha, até este ano, onde se viu políticos tentando manipular a opinião pública a todo custo, como sempre se fez, mas que não surtiu os efeitos desejados neste pleito.

O próprio horário eleitoral é um exemplo, onde utilizando-se de uma grande produção cinematográfica, busca-se transmitir uma imagem de cada um dos candidatos, de acordo com o interesse da população, ou seja, procurando mostrar o que a população quer ver. Políticos utilizando-se de seus poderes para influenciar a população com propagandas ilegais, jogando fora as regras. Como confiar seu voto a um candidato que burla as regras do jogo eleitoral?   

Tivemos neste ano a exposição da nudez ética e moral da mídia tradicional e a diminuição da importância desta em nossas vidas, tanto pela forma com que nos apresenta a informação, ou seja, unilateral, como também causada pelo maior desenvolvimento do pensamento crítico dos eleitores, que já não aceitam de cara a opinião dos comentaristas dos mais diversos canais de imprensa, que se mostraram claramente imparciais.
Hoje, o indivíduo tem como buscar na internet muitas informações, com todas as possíveis influências e tirar as suas conclusões pessoais, pode também discutir facilmente com amigos e familiares antes de decidir. 

Vimos também, por outro lado, a demonstração da autonomia de uma grande parte da população, utilizando-se de seu poder de voz através da liberdade da internet, promovendo debates e mesmo formação política, militância totalmente espontânea. Vimos o ódio transparecer de todas as formas, em ações, em mentiras, nas falas de ambos os candidatos e dos jornalistas, enfim, demonstrando a fragilidade emocional e o quanto ainda estamos em um baixo nível de desenvolvimento espiritual.

Também ficou patente a divisão em grupos que se apoiam e denigrem o adversário, fraqueza primitiva do ser humano que ainda não compreendeu que “somos todos um só”.
A falta de solidariedade e de respeito pelo outro, seja por uma classe, um nicho social, um grupo ou mesmo um candidato, mostram o quanto não se consegue respeitar as diferenças em uma democracia, o quanto o ser humano é egoísta e só quer defender os seus direitos não se importando com o que os outros desejam ou necessitam.

É natural que, por exemplo, um indivíduo defenda seu familiar em comparação à comunidade, ou a seu vizinho, ou seu país, quando em um contexto mundial, mas deveríamos refletir sobre estas escolhas sem um olhar para o interesse dos outros.

Como em um condomínio, precisamos aprender a aceitar a vontade da maioria, sem deixar de defender o direito e o interesse dos pequenos grupos que compõem a comunidade e que têm suas necessidades, suas demandas.

E estas demandas se mostraram não só físicas, como também psíquicas e espirituais. Pela primeira vez, vimos dois candidatos se esforçando para mostrarem-se alinhados com os valores cristãos, com alguns tropeços, tentando transmitir essa tal imagem que, apesar de precária, ainda assim sustentava a defesa e a força da espiritualidade surgindo como elemento a ser considerado na escolha de um candidato ou partido político.

As mudanças ocorridas na sociedade nos últimos anos, ao mesmo tempo que cedeu espaço e empoderou pequenos grupos antes ignorados, por outro lado, criou um sentimento de agressividade na maioria que foi também explorada e utilizada para denegrir e desqualificar alguns como não sendo politicamente corretos, mas também colocou em foco a necessidade de se pensar como as mudanças devem ser feitas, ou seja, discutindo o por que deste sentimento de raiva que nasce de dentro de nós.

Valores morais e humanos são profundos, estão em nosso inconsciente e fazem parte de nossa formação como indivíduo, estão, portanto, arraigados e fazem parte de nossa identidade. Somos também reflexo da sociedade e temos dentro de nós reflexos de nossa família, nossa comunidade e nossa sociedade, de forma que tudo o que corre aqui fora, ocorre também de certa forma dentro de nós, reciprocamente. Portanto, transformações rápidas na sociedade refletem em alguns casos em uma agressão no profundo das pessoas, da maioria. Agressão a algo que é muito profundo e íntimo de todos nós, os valores e princípios. Muitas vezes um indivíduo declara-se politicamente correto em determinado tema, mas, na prática, acaba delatando seu preconceito por ações espontâneas.

Me vi forçado a expor tais reflexões, pelo desconforto que vivi nestes dias e que acredito muita gente também vivenciou.

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Autor: ROBERTO DANTAS   
Roberto Dantas é psicoterapeuta holístico em São Paulo, onde realiza atendimentos em Terapia Transpessoal e Hipnoanálise, desde 1999. (Metrô Trianon e Metrô Santana) Contatos com o autor: E-mail: psicoterapeuta@outlook.com.br - Whatsapp: 11 9 8330 3302 
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Publicado em 29/10/2018

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