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Relatos de um babaca que se matou por causa do orgulho ferido

por Íris Regina Fernandes Poffo

Publicado dia 10/9/2020 em Espiritualidade

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Por favor, anote meus desabafos! Talvez possa ajudar a alguém a não cometer o mesmo erro irreparável que eu cometi, o suicídio.

Eu tinha uma vida normal, e reconheço que tinha e ainda tenho, o grande defeito de acreditar que tudo deve ser do meu jeito, à minha maneira, e no momento que quero. Sempre fui muito inteligente, aprendia rápido na escola e gostava de menosprezar os colegas que tinham dificuldade. Era bom atleta, ganhei muitas competições! Estava sempre rodeado de garotas interessadas e pessoas interesseiras.

Tinha um vazio muito grande dentro de mim, não gostava de ficar sozinho. Também não queria dormir, pois pesadelos me atormentavam. Comecei a usar as drogas para fugir dos problemas e da realidade. Até que chegou um tempo que passei a ser controlado pelas drogas, pelos calmantes, pela bebida e pelos traficantes.

Meu rendimento como atleta profissional caiu bastante, e minha fama de glórias virou uma tempestade de críticas. Minha vida virou um tormento! Não enxergava amigos verdadeiros. Isto não era justo! Nada mais era do meu jeito, isso me revoltava. Era sufocante viver assim! As dificuldades financeiras cresceram, processos, etc. Isso não era vida, pensava constantemente. Aquele vazio crescia cada vez mais! Não tinha mais namoradas, todas me abandonaram, e eu chutei aquela única moça que realmente gostava de mim.

Algumas pessoas falavam que eu precisava encontrar-me com Deus, orar, meditar! Isso é apenas para os fracos, para os trouxas, não para mim, pensava eu. Caridade? Talvez tenha dado contribuição para alguma entidade no natal para aparecer nos jornais. Se tudo não podia ser mais do jeito que queria, queria era ir embora deste inferno de vida. Peguei a moto e sai a toda velocidade pela estrada e me joguei em uma curva para cair no mar, assim afogaria minhas mágoas e minha vida de desilusão. Os familiares acreditaram que havia sofrido um acidente fatal. Foi isso que saiu nos jornais.

E o meu inferno pessoal só cresceu. Não encontrei demônios nem caldeirões ferventes. Estava em um lugar feio, lamoso, nublado, faminto e sujo. E eu sempre prezei tudo limpo, melhores roupas e comida da melhor qualidade. Tinha nojo de mim mesmo.

As vozes que já me atormentavam antes nos meus pesadelos, agora tinha donos. Eram seres feios, sujos, diziam que eu tinha que pagar pelo que fiz a eles em outras vidas. Eu nunca acreditei em vidas passadas. Para mim era tudo babaquice, briguei com eles. E logo percebi que não tinha como não acreditar em tudo que estava vivendo. Fui perseguido e castigado por eles e era cobrado pelos traficantes que ajudei. Não sabia que o crime organizado e o tráfico de drogas começavam na espiritualidade. Queria morrer de novo!

Para não me alongar mais, certo dia, cansado de sofrer, escutei umas preces cantadas. Gostei. Fui ver de onde vinham, trazia bem estar desconhecido! Comecei a frequentar este lugar escondido, até que me descobriram e me convidaram para entrar. Escutei uma palestra sobre orgulho e a vaidade. Desabei em prantos. Reconheci então, que esta foi a origem de todos os meus males. Pedi ajuda. Precisava de tratamento. Alguns padres franciscanos me levaram para um lugar bonito, e lá eu trabalhei, conhecendo o valor da humildade e da benevolência. Com ajuda deles, voltei para o lugar fétido onde vivi e recolhemos vários trapos de gente, que aceitaram ajuda, foram bem acolhidos e tratados.

Entendo hoje, que aquele vazio que sentia, era ausência de Deus dentro de mim. Não o deus punidor que me ensinaram a conhecer quando criança, mas um Deus de amor. E foi este nobre sentimento que curou as chagas da minha ignorância. A todos que se sentem atormentados pela ideia de fugir do sofrimento causado pelo orgulho ferido, eu só faço um pedido: aprendam a encontrar o Deus verdadeiro ainda no corpo físico! O suicídio não compensa!

Relatos transmitidos por um rapaz que desconheço, por intermédio da mediunidade de psicografia. O título foi sugerido por ele!

S. Paulo, 10.09.2020 - Dia Mundial do Combate ao Suicídio!

Iris

Texto Revisado

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Sobre o Autor: Íris Regina Fernandes Poffo   
Bióloga, espiritualista, terapeuta holística e escritora.
E-mail: [email protected]
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