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Relógio biológico

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 3/1/2008 em Autoconhecimento

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Começando a escrever sobre o relógio biológico e o quanto o tempo e a idade assustam às mulheres, lembrei-me de muitas pessoas que conheço que já tiverem, no mínimo, atitudes impensadas com medo da idade. Parece que ter 29 não é a mesma coisa do que ter 30 e 39 em nada se assemelha a 40 anos. Mas será que é mesmo assim? E, afinal, por que deixamos as coisas para a última hora? Por que protelamos a gravidez, o divórcio, o regime, ou até mesmo a realização um sonho?

Parece que por trabalharmos sempre sob pressão vivendo num mundo acelerado queremos também aproveitar o tempo ao máximo, viver a juventude com tudo que ela tem direito sem deveres, apenas pelo prazer do momento, adiando atitudes mais maduras e responsáveis para uma outra época da vida, sem nos ater que um dia esse tempo chega e com todas as cobranças possíveis.
Não pense você, amigo leitor, que sou contra a diversão, férias ou gastar numa roupa linda. Ao contrário, vivo intensamente todos os dias como se fosse o último e talvez justamente por isso não protelo nada. Faço tudo o que tenho que fazer, inclusive meus compromissos chatos. Como todo mundo, não gosto de ficar fazendo conta, controlando rigorosamente pagamentos, me chateio com a agenda apertada e acho ruim ter que adiar férias por conta de obrigações profissionais. Mas aprendi que a vida é assim, que não adianta ficar esperando a hora perfeita, o momento perfeito. Aprendi também que a vida passa e que se temos que perdoar alguém, abrir mão de um sonho que já se tornou pesadelo o momento é agora e não no próximo ano.

Conheci Lucélia há 9 anos para uma sessão individual e depois mantivemos um contato mais distante. Porém, quando a recebi em meu espaço semana passada para um novo encontro de Vidas Passadas, reconheci-a. Feliz em me rever me contou coisas bem interessantes sobre o seu caminho de vida, inclusive que seguindo as orientações espirituais de anos atrás estava fazendo aulas de pintura e já tinha até vendido seus quadros. Fiquei feliz por ela, mas se estava novamente à procura de meus conselhos, com certeza, havia algo que não estava bem.

Quando em vidas passadas vieram situações de aprisionamento, entendi que algo muito importante na vida dela estava bloqueado.
Costumo explicar para meus clientes que o caminho de libertação de um aprisionamento em primeiro lugar é entender o que está bloqueado, encarar de frente o insucesso para posteriormente mudar o que for necessário. Sei que é fundamental não tapar o sol com a peneira, mas nem sempre é assim que as coisas acontecem. Às vezes não conseguimos ver as coisas com clareza, não porque somos burros mas porque o Véu de Maya (ilusão) está a cobrir nossos olhos. Então, enxergamos apenas aquilo que queremos ver...

Quando saímos da primeira parte trabalho perguntei a Lucélia:

“Você tem filhos?”

Acho que você pode imaginar o sofrimento daquela moça que se desmanchou em prantos dizendo que não ter filhos era exatamente o seu problema.

“Mas você tem algum problema fisiológico?”

“Não, mas meu namorado não quer ter mais filhos. Ele já foi casado e não sente necessidade de ter mais filhos. Já sofri tanto que não sei nem se quero mais ficar casada”.

Não argumentei com ela perguntando se a relação afinal era de namoro ou casamento, pois ficou claro que fosse como fosse era algo instável.
Ela se abriu contando que na juventude tinha feito um aborto e que hoje o coração dela ficava apertado quando ela pensava que a criança hoje estaria com 15 anos...

Ao ouvir isso sempre me compadeço com a pessoa porque não tem como voltar ao passado e fazer novas escolhas; o que foi feito assim está. O que dizer para ajudar a liberar essa dor?
Quando falei de adoção, ela logo retrucou dizendo que queria gerar um filho e quando perguntei da estabilidade da relação foi uma nova sessão de lágrimas. Enfim, naquele dia qualquer coisa que falasse traria lágrimas à minha cliente.

Sugeri que Lucélia assumisse um trabalho sério dentro da espiritualidade porque sei o quanto esse comprometimento ajuda as pessoas no crescimento global do ser humano e tendo essa abertura muitos colocam a cabeça em ordem e até encontram um caminho. Expliquei para ela que vida espiritual não é só ir a uma igreja, a um templo rezar. Assumir vida espiritual antes de tudo é repensar seus valores profundamente e não apenas fazer um movimento da vida para alcançar felicidade nos seus objetivos. Vejo com tristeza as pessoas que assumem freqüentar um grupo, ajudar uma creche apenas para ter sucesso em suas empreitadas sem entender que devemos fazer isso sempre e por amor.

Mudar o relógio biológico não é possível, voltar ao passado e libertar totalmente a culpa de um aborto também não é fácil, mas é possível abrir a consciência para o agora.
No caso de Lucélia, seria importante se ela chegasse à conclusão se quer ou não manter a relação com essa pessoa que não deseja lhe dar filhos. Já que na situação dela ainda há probabilidade de se gerar uma criança, o relógio biológico grita, mas no caso das pessoas as quais esse tempo possível já passou, resta apenas escolher como viver daqui para frente sem também se deixar consumir pelo que não deu certo. Tudo tem seu tempo e sua razão de ser.
Se hoje o tempo não é mais favorável à realização de um sonho, pense na razão disso estar acontecendo na sua vida e não se culpe por aquilo que você não soube fazer no passado.

Quando Maria Silvia voltar de seu retiro espiritual na Índia dará início a um Grupo para Vivencia de Vidas Passadas e Expansão da Consciência.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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