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Renoir e a Teoria da Rolha !

Atualizado dia 6/26/2006 10:13:00 AM em Autoconhecimento
por Ana Ramalho


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Não é incomum ser procurada por alguém em busca de um tratamento energético para “abrir os caminhos na vida”. Invariavelmente, quando pergunto ao cliente o que o leva a pensar que os “caminhos estão fechados”, ouço como resposta um “eu me esforço tanto..., tudo tem sido tão difícil!”.

Lembro-me, então, do pintor Renoir e da Teoria da Rolha. Em seu livro “Renoir, meu Pai”, seu filho Jean Renoir (Editorial Bizâncio-Lisboa, 2005) apresenta uma deliciosa biografia de seu pai que afirmava: “Na vida, devemos nos deixar ir como uma rolha na corrente de um ribeiro. De vez em quando dás uma guinada à esquerda ou à direita.“

Esta atitude, ao contrário do que possa parecer, não tem nada de conformista. O que frequentemente ocorre é que nós nos debatemos contra a corrente, de modo desnecessário, na ânsia de fazer alguma coisa. Temos pouca paciência, quase nunca caminhamos com tempo e raramente aproveitamos a sua companhia para cumprirmos o nosso percurso.

A paciência é mesmo uma virtude! A maior parte do tempo, queremos tanto que alguma coisa aconteça, que nem sequer apreciamos os pequenos acontecimentos, as pequenas mudanças que ocorrem em nossas vidas. Queremos algo mais hollywoodiano, com maior impacto e ficamos profundamente desgostosos porque apesar do nosso esforço “as coisas não acontecem”.

Na maior parte das vezes em que nossos “caminhos estão fechados”, não há nenhuma grande razão transcendental por trás disso, exceto que o nosso esforço está mal direcionado e que lutamos desnecessariamente contra o tempo como se este fosse um inimigo e não um companheiro de percurso. Ter objetivos é importante, mas o caminho que percorremos para atingi-los é tão ou mais importante, pois é nele que se dão as mudanças, é nele que nos descobrimos, nos encontramos e encontramos o outro ali ao lado, que muitas vezes nem sequer reparamos que existe.

Portanto, sem que isso se traduza numa atitude conformista, de vez em quando aplicar a “Teoria da Rolha” e caminhar com a corrente aproveitando o percurso e dando as guinadas necessárias à direita ou à esquerda pode nos levar a desfrutar de um caminho que, muitas vezes, desprezamos na ânsia de atingir os nosso objectivos, e ao chegarmos lá perguntamos: "É só isso?"

Uma boa semana a todos.

Namasté

Texto revisado por Cris

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