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Respirando para Renascer



Comumente não percebemos a importância do ar que entra no nosso corpo. E menos ainda as mudanças físicas e emocionais que esse ar provoca até sair pela expiração.

Alteramos facilmente a forma de respirar na maior parte do tempo. Algumas vezes, respiramos superficialmente, apenas para nos mantermos vivos; noutras, o peito fica oprimido e o ar não pode nos alimentar, gerando ansiedade e esgotamento; há vezes em que suspendemos o inspirar por exaltar algum acontecimento ou por sustos que nos "tiram o fôlego"; em outras, a necessidade de encher o peito é tão grande que parece que estouraremos.

O que não percebemos é que o corpo, como um todo, participa de todas as nossas ações e reações, e é bem comum sentirmos a respiração mudar nos fatos mais marcantes. Frases como: estou com o peito apertado, não estou podendo respirar, estou sufocada, me falta o ar, são constantes em nossa expressão. Alteramos o modo natural deste ar percorrer nosso corpo, e ele se desvia movido por nossas condições emocionais do momento.

A respiração é a função física que mais nos alerta e evidencia nossas outras condições do ser: física, emocional, psíquica, energética.

Quando paramos para prestar atenção na respiração, observamos o quanto estamos mais voltados para as atitudes e percepções externas ao nosso corpo, do que para as sensações e emoções que acolhemos dentro do nosso ser.

Acredito ser esse o grande benefício do Renascimento, já que é uma terapia que envolve unicamente a prática do respirar, nas suas diversas possibilidades. Envolvendo-nos e acolhendo-nos dentro dos nossos sentidos e acordando as sensações e emoções de uma vida cheia de acontecimentos que são esquecidos e até não percebidos conscientemente, no momento em que ocorreram.

Durante a respiração do Renascimento podemos apenas dar atenção para esse fato, o do respirar, e deixar todo o resto acontecer em nós. Respiramos de forma conectada, sem intervalos entre o inspirar e o expirar, em ritmos dirigidos terapeuticamente para cada pessoa, num tempo de uma hora ou mais.

Com freqüência, ao iniciarmos uma série de sessões de renascimento, percebemos que as emoções e sensações mais conflitantes são liberadas através de sobressaltos, choros, sensações das áreas dormentes do corpo. Muitas vezes, a mente ainda insiste em comandar as emoções e os sentimentos, e pode haver dificuldades na continuidade da respiração. Gradualmente, as resistências vão sendo liberadas e integradas com o todo que somos. Isso significa que aprendemos a harmonizá-la.

De modo geral, alcançamos, no Renascimento: que as emoções aflorem; fatos são redimensionados pela percepção de uma mente consciente do momento presente; sensações físicas guardadas na memória do corpo são liberadas, ocasionando relaxamento e prazer; a mente participa passivamente e coopera para a percepção em conjunto com o corpo, deixa de ser a orientadora de todas as nossas atividades e emoções.

Percebemos que podemos respirar renascimento para todos os acontecimentos não resolvidos, para nos conectarmos com mais aceitação ao que somos; mas podemos também apenas respirar como uma prática para continuarmos equilibrados, como uma forma de meditação e para o preenchimento de energia que o respirar consciente promove.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 12/4/2007

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