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Sathya Sai Baba: com doze anos

por Marcos Spagnuolo Souza

Publicado dia 15/8/2008 em Autoconhecimento

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Sai Baba, com o objetivo de continuar os estudos, foi morar em Uravakonda para prosseguir com sua educação secundária. Tinha na época doze anos de idade e o professor Sri Thammi Raju pediu que Ele escrevesse e produzisse uma peça de teatro. O tema da peça era o eterno pecado do homem: a hipocrisia. Sai Baba define hipocrisia como o ato de não agir como sentimos que devemos agir.

A peça começa mostrando uma senhora lendo o Bhagavata para as mulheres e explicando os significados dos versos. Salienta que é dever da dona de casa fazer caridade aos que merecem, aos deficientes que não conseguem trabalhar para sobreviver, e não aos saudáveis que vivem como parasitas. As mulheres vão embora e a senhora fica sozinha com seu filho pequeno que estava atento ao discurso da mãe. Logo um mendigo cego chega pedindo esmola e não é atendido pela mãe do garoto. Logo depois aparece um mendigo com barriga roliça, uma tigela polida cheia de grãos e um tambor ricamente ornado. A mãe o recebe respeitosamente e oferece arroz e moedas, caindo aos seus pés e pedindo suas bênçãos. O filho não compreende e pergunta à mãe por qual motivo não recebeu e deu esmola ao primeiro mendigo que de fato estava necessitando. A mãe irrita-se com a impertinência do filho que ousa questionar a ética do comportamento adulto.

O pequeno garoto em um determinado dia estava na firma onde o pai trabalhava e pede uma rúpia para pagar taxas escolares. O pai diz que não tem dinheiro no momento e, como prova, lhe mostra a carteira vazia. Poucos minutos depois, um grupo de funcionários aparece portando uma lista de contribuições para um jantar de boas-vindas para um chefe que assumirá a direção da firma. O pai do garoto muito contente com a idéia, diz que tudo deve ser feito de forma muito elegante para que o novo chefe fique feliz; oferece-se para fazer o discurso de boas vindas e, abrindo a gaveta da mesa, contribui com a soma de vinte rúpias. A criança fica surpresa com o comportamento do pai e lhe pergunta por qual motivo agiu contra suas próprias palavras, pregando uma mentira no primeiro momento. O pai expulsa o filho aos gritos, mandando que ele fosse logo para a escola.

O garoto está agora na escola. O professor está muito agitado porque o inspetor geral vai visitar a escola e passa a treinar os alunos para a visita. Explica que se o inspetor perguntar qual lição os alunos estão estudando eles deverão dizer que é trigésima segunda e não a vigésima terceira. O professor ameaça os alunos com punições severas se alguém disser que estão estudando a vigésima terceira. Quando termina a aula todos os alunos vão embora menos o garoto que pergunta ao professor por qual motivo não é fiel à verdade dizendo ao inspetor geral que estão estudando de fato a lição vigésima terceira. O professor responde que aquele que aconselha não precisa seguir o que ensina.

O garoto de volta à sua casa, no dia seguinte, recusa-se a ir à escola. Joga fora os livros e diz que ir à escola é perda de tempo. Os pais, perturbados, chamam o professor que chega apressado. Então, o garoto diz: “Se tudo o que vocês ensinam como mãe, pai e mestre é somente para ser falado e escrito, se tudo o que é aprendido deve ser descartado na hora de agir, não compreendo por que devo aprender tudo o que é ensinado.”

As palavras do garoto abre os olhos dos três que louvam o menino como Guru e decidem, a partir de então, falar e agir conforme a verdade, buscando sempre a coerência.

Referência: Resumo do livro "A vida de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba", volume um. Escrito por N. Kasturi. Publicação da Fundação Sai.


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