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SENSAÇÕES

Atualizado dia 11/19/2006 4:18:47 PM em Autoconhecimento
por Joäo Virginio Silva


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A maioria de nós vive em busca de sensações cada vez mais intensas, seja através das relações afetivas, do sexo, da bebida ou das drogas. Ansiamos por sensações novas quando as velhas já não nos satisfazem mais. Estamos sempre à procura de sensações cada vez mais novas e intensas no intuito de enriquecermos as nossas vidas. Durante toda a nossa vida fazemos um esforço imenso para obtermos sensações novas no intuito de sairmos dessa imensa melancolia que nos invade e assola a nossa alma.

Apesar dessa desenfreada busca por sensações, nada nos realiza, nada nos traz a tão sonhada paz. Quanto mais uma pessoa busca sensações, mais insensível se torna, mais brutalizada fica. Nas sensações que afloram os sentidos físicos, a sensibilidade do espírito é perdida e é exatamente por esse motivo que a necessidade de mais sensações surge e esse “mais” aniquila completamente cada vez mais a sensibilidade espiritual. Quando a sensibilidade espiritual está adormecida ou subjugada pelos sentidos físicos, é necessário mais sensações, e nesse círculo vicioso, chega um momento em que todos os nossos sentidos ficam embotados e mortos; daí a dor como conseqüência da frustração.

O ser humano nunca foi tão insensível e morto quanto nos dias de hoje. Antigamente, o homem era muito mais vivo, porque não havia tantas possibilidades de usufruir de tantas sensações. Mas agora a ciência, o progresso, a tecnologia, a educação criaram inúmeras oportunidades de se penetrar cada vez mais no mundo das sensações. E no final de tudo isso que aí está, nos tornamos pessoas mortas, sem vida, nossa sensibilidade espiritual está perdida.

Saboreie mais comidas, coma temperos cada vez mais picantes e você mesmo verá como o seu paladar vai se perdendo. Se você andar pelo mundo à procura de coisas cada vez mais bonitas, você certamente, acabará cego às coisas mais simples, pois a sensibilidade de seus olhos se perderá. Mude diariamente o objeto de seu amor: sua namorada, sua esposa ou marido. Se você mudá-los a cada dia, sua sensibilidade para amar morrerá e você estará se movendo num terreno perigoso.

Nessas mudanças constantes você nunca irá fundo, permanecerá apenas na superfície, na periferia. Quanto mais coisas você experimentar, menor se tornará a sua capacidade de experimentar. E, então, finalmente, quando todas as coisas ao seu redor estiverem mortas, você desejará o divino, a bem-aventurança, a verdade. Só que uma pessoa morta não pode experimentar o divino. Para experimentar o divino é preciso sensibilidade total, é preciso estar vivo. E lembre-se sempre que apenas o semelhante pode atrair o semelhante. O divino significa o mais vivo, o sempre vivo, sempre jovem, sempre fresco, sempre novo, portanto, se você quer o divino em sua vida, precisará estar mais vivo, ter mais vitalidade.

Já sei! Você quer saber agora como fazer isso, não é verdade? Pois bem, então, arranque de sua mente todo o seu desejo de sensação. Não busque a sensação, busque a sensibilidade, torne-se mais sensível às coisas que lhe cercam. Sensação e sensibilidade são duas coisas completamente diferentes. Se você busca sensações, você vai procurar acumular coisas, mas se busca a sensibilidade, todo o trabalho deve ser feito em seus sentidos e não nas coisas. Você não precisa acumular coisas. Terá que aprofundar seus sentimentos, seu coração, seus olhos, seus ouvidos, seu nariz. Cada um dos seus sentidos deverá ser intensificado de tal modo que se torne capaz de sentir o sutil.

A maioria de nós não consegue nem sentir o mais grosseiro, mas precisamos nos tornar capazes de sentir o sutil. O mundo parece grosseiro apenas porque não podemos sentir o sutil. O invisível se oculta no visível. Olhe para as árvores e você vê apenas o grosseiro, apenas o corpo da árvore. Nunca olhamos, nunca sentimos a vida interior da árvore. Nunca vemos nem sentimos o seu crescimento. A árvore em si mesma não está crescendo, a árvore é apenas um corpo. Uma outra coisa, o invisível, está crescendo nela e não ela. É por causa desse fenômeno que a árvore cresce. O interior dela está crescendo e se expandindo exteriormente; é por causa desse processo interior que o exterior cresce. Mas olhamos e vemos apenas a árvore exterior.

Olhe ao seu redor, olhe dentro dos olhos de alguém. Você apenas olha para os olhos e não para aquele que vê através desses olhos. Toque o corpo de alguém, você apenas toca o grosseiro, o exterior, e raramente sente o interior sutil dessa pessoa. Apenas o corpo, apenas o externo é sentido, pois seus olhos, seus sentidos ficaram completamente embotados e estreitos que não podem mais sentir o interior, o invisível.

Isso demonstra claramente que precisamos de mais sensibilidade. Busque menos sensação e cresça em sensibilidade. Quando você tocar alguém ou alguma coisa, não apenas toque, mas, torne-se o toque. Quando olhar para alguém ou para alguma coisa, não apenas olhe, mas, torne-se os olhos. Quando ouvir, deixe que toda a sua consciência venha aos seus ouvidos. Ao ouvir uma música, ao escutar os pássaros, torne-se os próprios ouvidos. Esqueça todo o resto, ouça como se você fosse apenas o ouvido. Vá para os ouvidos com todo o seu ser. Então, seus ouvidos tornar-se-ão mais sensíveis. Quando estiver olhando para alguma coisa, seja uma flor, um belo rosto ou as estrelas, torne-se os olhos. Esqueça tudo o mais, como se o restante de seu corpo tivesse cessado de existir e sua consciência tivesse se transformado apenas em seus olhos. Então, seus olhos serão capazes de olhar mais profundamente e você será capaz de olhar e ver também o invisível.

O invisível também pode ser visto, mas você precisa de olhos mais sensíveis, mais penetrantes para poder vê-lo. Arranque das raízes de sua mente todo e qualquer desejo de sensação e cresça em sensibilidade espiritual. Preocupe-se menos com a transitoriedade do mundo e muito mais com os seus sentidos eternos, purifique-os. Porque quando você não busca mais sensações, seus sentidos se purificam. Ao desejar cada vez mais sensações, você está destruindo seus sentidos espirituais. A pessoa que descobre o divino é aquela cujos sentidos estão totalmente vivos, em sua capacidade máxima. O divino pode entrar em cada um de nós através de qualquer um dos nossos sentidos. E somente quando o divino penetrar em nós por todos os nossos sentidos, é que acontecerá a realização suprema em nossas vidas.

Precisamos aprender a saborear Deus como se ele fosse um alimento, pois na verdade, Deus é tudo o que precisamos para viver. Por isso podemos saboreá-lo, mas para isso é necessário possuir uma capacidade muito sutil. Se você é sensível Deus está bem aí, aliás, ele sempre esteve aí, mas você não é sensível e por isso não o percebe em si. As coisas nos deixaram entorpecidos, as sensações nos deixaram entorpecidos, os apegos nos deixaram embotados, a ambição nos cegou para as divinas coisas do espírito.

Texto revisado por Cris

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