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Será que é o amor?



Ninguém vive sem amor, isso é um fato. Parece que precisamos deste combustível para continuar na caminhada. Começamos precisando do amor da mãe, do pai, da família, e continuamos nosso caminho necessitando da aceitação da sociedade que nos cerca. Sempre o amor...

Buscamos esse calor que preenche o peito pelo resto de nossas vidas. Às vezes, sofremos porque nos sentimos vazios, sem entender o porquê deste vácuo, e outras vezes pelo sentimento de traição, quando nos doamos e não recebemos aquilo que esperamos. Conscientes ou não desta necessidade, todos os dias amanhecemos querendo este calor. Claro que a vida nunca nos farta desta condição e é comum lamentarmos por não conseguir superar nossas deficiências. Como não amamos sozinhos, amar é um exercício constante de compartilhar.

Rose veio me procurar porque sempre se lembrava de uma pessoa do seu passado, um amor que não se realizou, mas que voltava constantemente em seus pensamentos, em sonhos, ou mesmo durante o dia. Ela casada, definida profissionalmente e muito segura de seus caminhos não conseguia resistir aos seus sonhos e se deixava embalar por aquela presença sedutora.
Expliquei que muitas vezes reencontramos pessoas que foram importantes em nossas vidas passadas, que nos ensinaram lições, e que de alguma forma estão na nossa sintonia. Lembrei também que normalmente fazemos parte de uma grande família espiritual e que sempre voltamos com as mesmas pessoas apenas trocando de papel, um compartilhando com o outro suas experiências na vida. Assim, é normal reencontrar pessoas, algumas estão conosco pelos laços do amor e outras pelos compromissos não cumpridos.

Quando fizemos a sessão, apareceu uma vida em que Rose tinha sido um guerreiro que partindo para a guerra deixou uma moça pela qual estava apaixonado, um amor juvenil e cheio de sonhos que não foram realizados; ele, envolvido neste sentimento, lutou achando que iria vencer, mas acabou morrendo sem se casar com esta moça. Numa vida seguinte, ele encarnou novamente perto da sua amada, mas não ficou com ela porque o nível social dos dois era diferente. Ele era, então, um empregado da casa do pai da moça que não permitiu o namoro.

Rose, deitada ao meu lado, suspirava, com certeza tentando aliviar a dor no peito. O orientador, no final, falou muito sobre impotência; explicou-lhe que nem tudo nesta vida se realizaria como o planejado por ela, mas que era importante ver seu caminho de vida com bons olhos...

“Maria Silvia, é possível que esta moça seja hoje o meu amado? Nós mudamos de sexo?”
“Acredito que sim, mas o que define é o seu coração. Você precisa sentir o que vibra em você”.
“Você sabe que sinto esta impotência”, disse ela pensativa. “mesmo quando consigo realizar alguma coisa muito importante para mim, acabo sentindo um grande vazio, nem sei explicar direito, sofro muito por causa disso. Estou sempre insatisfeita”. Disse ela num desabafo.
“Aí, você sonha com o rapaz?” Perguntei incentivando Rose a observar suas atitudes. Pois aprendi com os Mestres de Luz que além da questão afetiva, amorosa que nos une às pessoas a nossa volta, sempre existem outras lições, outros desafios que estão ligados à questão principal e que geralmente esse aprendizado é até mais importante que aquilo que a pessoa consegue diagnosticar de si mesma.

Assim, tratamos na sessão de Vidas Passadas não apenas a questão amorosa, mas principalmente a impotência que impedia Rose de olhar para suas conquistas e ser feliz com seu dia a dia. Brincamos, analisando juntas que nem todo mundo nasceu para aparecer vitorioso na revista “Caras”, que aquilo não é a realidade. O que é real é o nosso cotidiano, nossas pequenas vitórias, nossa família, o curso que sonhamos concluir, nosso marido ou esposa fora do peso e com suas historinhas chatas, mas que amamos; nossos filhos e as dores de cabeça que nos dão, mas no fim nos ensinam muitas coisas.

“A vida é mesmo assim, não é Maria Silvia? Às vezes, me sinto tão sem graça, tão sem estímulo para viver? Será que é por isso que sonho com o rapaz?”

“Você quer dizer uma fuga?” Perguntei, desejando que Rose continuasse o raciocínio.

“É, pode ser. Porque me sinto numa vida muito monótona, e você tem razão, nessas horas acabo sonhando com meu amor”.

Rose, veja que isso não é ruim, mas não deixa de ser um escapismo, uma forma de imaginar como seria sua vida se você estivesse com ele.

“Pois é. Amo minha família, meu marido é meio chato, mas é uma pessoa boa, aprendi a conviver com ele, mas estou sempre correndo para fazer alguma coisa, nem sempre tenho tempo para me dedicar às crianças. Nem vejo elas crescerem”. Disse ela, pensativa.

“Pois bem, minha querida, é preciso observar melhor onde você está colocando sua atenção, e procurar ver as coisas boas que a vida está lhe oferecendo. Com certeza você tem motivos para se considerar uma pessoa bem feliz”.

“Você está certa, tenho mesmo. Mas o que faço com os sonhos? Na verdade, não quero abrir mão dessa ilusão...”

“Bom, aí é com você... Deixe fluir seus sentimentos, mas não se perca fugindo do seu dia a dia. Se há felicidade neste amor, com certeza também há nas alegrias mais palpáveis. Lembre-se que você é um ser cheio de possibilidades. O sonho é importante, mas a realidade é que lhe oferece o crescimento. Não é?”

Para você, amigo leitor, que por ventura esteja enfrentando uma situação semelhante, saiba que é preciso olhar o mundo a sua volta, porque as coisas não estão apenas em sua mente. É preciso expandir a visão e, com certeza, procurar encontrar felicidade também nos desafios do dia a dia, afinal somos espíritos crescendo, aprendendo e evoluindo justamente com os desafios da matéria.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 19/4/2007

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Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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E-mail: msorlovas@gmail.com | Mais artigos.

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