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Será que quero mesmo me libertar?



A solidão assusta muitas pessoas que com medo de enfrentá-la aceitam coisas que internamente não querem. Isso significa que vão contra sua natureza interior e que mais cedo ou mais tarde acabam se confrontando consigo mesmas.
Os Mestres ensinam que criamos nosso destino, mas isso não é muito fácil de trazer para a realidade. Acho que aceitamos o conceito, mas não sabemos muito bem como criar uma realidade positiva e acabamos nos sentindo culpados por criar dor e limitação para nós mesmos. Nesta sintonia, recebi Flávia uma médica dedicada e profissional reconhecida. Uma pessoa forte que se orientou sozinha na vida profissional, mas que sofria demais em sua vida íntima.

Flávia verbalizou o que percebi logo à primeira vista quando disse:

- “Maria Silvia construí uma armadura para me proteger das pessoas. Sou sorridente e muito positiva no meu aconselhamento junto aos meus clientes. Passo sempre um positivismo mesmo quando a situação é difícil, mas na minha vida pessoal me sinto como uma garotinha desprotegida, e acabo aceitando ficar ao lado de pessoas que me fazem muito mal”.

- “O que você espera fazendo uma sessão de Vidas Passadas?” Perguntei para alinhar as expectativas, por que muitas vezes as pessoas querem soluções mágicas e isso não acontece.

Vidas Passadas trazem uma compreensão sobre suas atitudes, mostra onde existe um aprisionamento e ajuda a direcionar novas escolhas, mas o caminho a ser percorrido pela pessoa em tratamento continua exigindo dela aprimoramento e determinação em sua cura.
Flávia era uma mulher bem consciente e comentou que ficou impressionada com uma abertura de Tarot feita há 6 meses quando apareceu um aprisionamento em que ela ainda não havia conseguido transformar e imaginava estar relacionado a Vidas Passadas. Expliquei que o Tarot é um excelente instrumento de autoconhecimento, pois muitas vezes reflete em seus arcanos o nosso estado de espírito, mas a solução sempre dependerá de nossas atitudes.
Na sessão de Vidas Passadas, apareceu uma vida em que Flávia havia sido um guerreiro medieval e que só se importava com suas armas; como tinha tudo em sua vida com facilidade, exigia muito das pessoas à sua volta sem perceber que fazendo isso afastava as pessoas.
Em relação ao amor, deixava os possíveis parceiros de lado, não tinha intenção de se fixar em ninguém por que sua vida era viajar, lutar e conquistar suas glórias. Sua expectativa para a vida era curta, porque um guerreiro poderia morrer numa próxima luta... Porém, havia uma parte dele que se ressentia de não ser acolhido, não se sentir tranqüilo e amado... e, assim, continuava a dor do isolamento que ele se impunha.
Quando terminamos a sessão que trouxe outros detalhes que não cabem aqui serem narrados, Flávia estava com o olhar distante.

- “Flávia, você consegue trazer esse guerreiro para sua vida atual?”

- “Sim, faz muito sentido, porque continuo como ele, sendo muito exigente. Acho que por cobrar muito de mim mesma atitudes assertivas, faço o mesmo com as pessoas. Parece que ele tinha medo de se envolver e perder o amor?”

- “Você tem esse medo?” Perguntei, para ajudá-la no raciocínio.

- “Tenho, às vezes me apaixono e, na semana seguinte, fico procurando erros, defeitos na pessoa e, em seguida, descarto meu possível companheiro. Parece que não aceito os erros de ninguém. Isso tem me feito muito mal, pois quase sempre estou sozinha. Às vezes quero muito aceitar, quero apenas ser amada. Você acredita que já saí com homens de um outro nível social apenas para não ter como assumir um compromisso? Por que assim já sabia que essa pessoa não poderia ser apresentada aos meus colegas e familiares.”

- “É difícil pensar nisso, não é?” Falei olhando para ela que já chorava copiosamente.

- “Difícil demais. Estou afastando as pessoas. O que mais quero é ter alguém, mas acabo me aproximando de pessoas inadequadas. Deixo a carência tomar conta de mim e aceito ficar até com pessoas comprometidas. Não quero isso na minha vida, mas por medo deixo acontecer, mesmo já sabendo que vou sofrer. Acho que é esse o aprisionamento que saiu no Tarot”. Disse ela pensativa.

- “Imagino que sim, porque quando não deixamos um espaço aberto para agir de uma forma diferente estamos aprisionados. A mudança vem de dentro de nós. Para se libertar é preciso muita coragem. Uma força imensa para agir encarando nossos medos sem armaduras, sem couraça”.

Neste encontro, conversamos sobre acolhimento, amor, aceitação, falamos também de família e das imperfeições que vemos à nossa volta e do quanto isso é normal na vida das pessoas, porque não existe um mundo perfeito. Nós é que idealizamos...
Flávia saiu mais tranqüila prometendo a si mesma não mais idealizar seus romances, porém ambas sabíamos que não seria uma tarefa fácil para ela, por que abrir a alma não é uma tarefa simples. Mas como estávamos falando em libertação de padrões sabíamos que esse é o caminho. Convidei Flávia a praticar esses ensinamentos em grupos e cursos por que como sempre explico espiritualidade não é algo preso às religiões, mas um conceito para ser vivido na prática, pois Deus não está fora e sim dentro de cada um de nós.

Veja mais informações no Grupo de Meditação que Maria Silvia coordena.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 6/6/2007

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Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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E-mail: msorlovas@gmail.com | Mais artigos.

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