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Será que você é a pessoa certa?



Existem muitas frases que usamos sem nunca pararmos para pensar sobre seu significado e mais ainda sobre sua abrangência. “Achar a pessoa certa” é uma delas, “encontrar o companheiro ou companheira ideal” é outra.

Será que nos preocupamos em ser a “pessoa certa”? Será que já paramos para analisar se somos uma boa companhia? Ou será que exigimos que o outro nos tolere se nem nós mesmos, às vezes, podemos nos suportar? Será que, dentro de um relacionamento, não somos demasiadamente exigentes com o outro, querendo adequá-lo às nossas expectativas e esquecendo que o outro é o outro e não a continuação de nós mesmos?

Nossa! Por esta eu não esperava! Nunca pensei que ele ou ela fosse capaz disto! Sim! Você não esperava. Você nunca pensou, mas e a pessoa em questão, será que você não tapou “o sol com a peneira”? Será que você enxergou realmente quem estava a seu lado?

Somos traídos, muitas vezes, não pelo outro, mas pela idealização que fazemos dele. Quantas vezes nos decepcionamos? Será que a outra pessoa já não era assim e nós é que criamos um personagem que nunca existiu?

Essas perguntas são mesmo provocativas para suscitar reflexões, não sobre o outro, mas sobre nós mesmos. Por que vamos esperar que o outro realize sonhos que são nossos? Nós é que temos o direito e o dever de nos realizarmos como seres humanos e não quem está ao nosso lado.

Percebemos relacionamentos que muitas vezes degradam, não por falta de compatibilidade, mas por excesso de expectativas. Projeções que fazemos sobre o companheiro ou companheira ideal, esperando que ele ou ela corresponda e cumpra um papel pré-determinado.

Amar ao próximo como a si mesmo é um lindo ensinamento, talvez a base de uma sociedade perfeita. Repassamos aos nossos filhos e esses aos nossos netos, sem pararmos para refletir sobre a profundidade dessas palavras. Sabemos que só podemos amar alguém se verdadeiramente nos amamos.

A aceitação do outro passa por aceitarmos, primeiramente, quem realmente somos e não uma imagem idealizada de nossa identidade. Precisamos nos respeitar para depois respeitarmos o outro, sermos menos exigentes conosco, nos cobrar menos, nos permitir mais e nos tornarmos disponíveis para a vida.

Publicado na revista do Centro Reichiano (2007) que foi lançada durante o evento de Curitiba. Psicologia corporal: ISSN 1516-0688.
Para ver o artigo na íntegra é só acessar o site do centro: link

Texto revisado por Cris
Publicado dia 2/7/2007

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