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SÉRIE OVNI - UFOLOGIA SOB A ÓTICA ESPÍRITA



Um respeitado autor de vários livros sobre este tema costuma usar os termos ser ultraterrestre ou ET de antimatéria. Gosto deles. São exatos para aferir base lógica a um sem número de contatos e experiências neste terreno. Explico-me.

Não foi por uma nem duas vezes que me aconteceu a mesma coisa: entretida em palestra com alguém acerca do modo como visualisei OVNIs via desprendimento do corpo físico, sobre vida intradimensões ou temas similares, avistar estes objetos nos céus, de abrupto, como se estivessem os seus tripulantes atentos ao que eu dizia e interessados nalgum tipo de exibição proposital e a propósito do assunto discorrido, como numa confirmação inopinada e extemporânea. E ontem, na minha varanda, altas horas da noite, durante uma conversa com meu filho exatamente sobre a mesma coisa, tornou a acontecer.

Contava para ele sobre o início da minha trajetória no envolvimento com os assuntos espíritas, mais ou menos quando tinha a idade dele hoje, quatorze anos; relembrava as primeiras leituras e, de entremeio, aludíamos à exuberância da vida no universo em planos invisíveis; e, daí, as probabilidades de que muitos dos visitantes extraterrenos, provenientes de dimensões mais ricas e avançadas em recursos tanto quanto em evolução espiritual, nos surgissem, volta e meia, via materialização dos tais veículos não identificados nos céus.

Neste exato ponto da agradável conversa - e no silêncio de uma noite estrelada, embora iluminada pelo suave clarão do luar pleno - nos surge, para nosso pasmo, de inopino, mais um destes objetos, num trecho de céu bem acima da nossa rua. Alto. Absolutamente visível; alaranjado, como logo meu filho observou; circular; surgiu do nada, sem mais nem menos, descrevendo um trajeto que, tanto era lento demais para sugerir qualquer queda de asteróide, quanto rápido demais para admitirmos satélites ou outro veículo aéreo conhecido. Até porque via-se a luz meio desfocada, única, sem outras quaisquer piscando, como no caso de aviões e helicópteros, contida em uniforme desenho circular. Descreveu um trajeto visivelmente direcionado, oscilante, mais ou menos em linha reta, altíssimo nos céus; declinou ligeiro movimento em zigue-zague e bandeou-se levemente para a esquerda, em curva suave, desaparecendo depois.

Custamos a abandonar o nosso estupor. Gastamos mais um tempo incontável com os olhos presos no escuro estrelado da abóbada celeste, na esperança de mais algum avistamento. Mas, com o avanço do horário, afinal nos recolhemos, por volta de uma hora da manhã - apenas para que me ocorresse, via desprendimento físico, como num outro tanto incontável de vezes, a continuidade da experiência - muito mais nítida, rica, onde mantive contatos visuais com uma série de luzes e objetos outros, do mesmo lugar da varanda onde estivera enquanto em vigília, inclusive com um realismo impressionante na identificação de detalhes e de impressões que descartava, de imediato, qualquer consideração em torno de sonhos comuns. Um me apareceu, inclusive, também alaranjado, gigantesco, mas sem contornos que o definissem como um objeto material como o conhecemos propriamente, como se uma luz laranja difusa se visse claramente delimitada apenas pela própria forma um tanto fosca e meio elíptica deste objeto que erguia-se, impressionante, de detrás dos prédios circunvizinhos.

Curioso é que, por esses dias, um amigo me encaminha um texto por e-mail, relatando coisas controvertidas acerca da crise dos controladores de vôo. Há rumores na internet acerca de notícias girando em torno de um pandemônio nas torres de controle de todo o território brasileiro, já de longa data, por causa da incapacidade de se captar com precisão nos radares - somando-se isso, certamente, aos problemas em baila em torno de toda esta confusão - o que é ou não é avião ou espaçonave extraterrestre, tendo em vista que vêm aparecendo em massa nos céus de todo o espaço aéreo nacional.

Lendo aquilo, fiquei imaginando se não poderia ter sido algo assim o problema ligado à mencionada falha no controle do vôo da Gol. Mas isto prende-se à especulação. E, ainda que houvesse quaquer vestígio de veracidade, as autoridades não permitiriam a divulgação, assim como habitualmente agem, guardando em sigilo de estado todo assunto relacionado ao tema UFO. Fato é que, recebendo há poucos dias este e-mail, e me vendo ultimamente entretida com a produção de mais um livro, andava meio distanciada dos temas relacionados aos UFOs; e assim respondi a este amigo, um tanto displicente, que nutria dúvidas sobre o que havia lido, já que, habituada a viver com o nariz para cima à cata mesmo dos nossos visitantes, ultimamente, todavia, não vinha vendo nem mosquito...

Ontem mesmo lhe escrevi outro e-mail, apressada, antes de me deitar para dormir. Dizia: "Retiro o que disse. Acabei de ver mais um. Eles me deram um "cala boca"!"

Não nutro mais dúvidas, portanto, com base nestas inúmeras experiências repetidas, sobre o que já foi considerado nos artigos anteriores desta série:

- Os OVNIs - boa parte deles - nos surgem em caráter intradimensional, fazendo-se materializar à nossa percepção visual quando bem entendem, ou quando as condições o permitem, e com o propósito específico de serem vistos por algumas pessoas, enquanto que por outras não.

- Certamente nos entendem e acompanham os nossos diálogos e trabalhos associados ao tema via telepatia, respondendo-nos, ou interferindo nestas conversas prontamente, quando querem, e com intenção bem definida.

- A vertente do estudo da Ufologia atrelada aos conceitos espíritas está correta ao mencionar, como aludido acima, o ser ultraterrestre ou ET de antimatéria (vida num corpo menos material, em seres chamados dimensionais, vivendo em corpos de matéria mais rarefeita, mas ainda materiais).

Todas estas assertivas são baseadas em vivências que corroboram, neste momento evolutivo no orbe, o que Allan Kardec já nos sugeria na sua Codificação acerca da pluralidade dos mundos habitados (vide O Livro dos Espíritos", cap. III, item V.). Resta-nos então, em nos atendo a experiências que mais ainda aprimorem e esclareçam as nuances desta convicção, engajar-nos em estudo e em trabalho sério em torno do tema, como já o fazem um bom número de escritores e cientistas de vanguarda, empenhados para que um dia o assunto vida extraterrestre saia, definitivamente, do campo da especulação para o da certeza concludente - quiçá inaugurando uma era onde aconteça, enfim, a quebra da quarentena cósmica que nos cerceia o contato franco e a troca enriquecedora com os representantes de civilizações outras do universo em visita ao nosso planeta.


Com amor,

Lucilla & Caio Fábio Quinto

Texto revisado por Cris
Publicado dia 3/4/2007

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Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
E-mail: meridius@superig.com.br | Mais artigos.

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