auravide auravide

Socorro! Onde eu guardo isso?

por Irlei Wiesel

Publicado dia 26/9/2008 em Autoconhecimento

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp


A palavra que está atualmente em maior evidência é: consumir. Todas as faixas etárias e sociais estão engajadas para fazer circular, no planeta Terra, tudo o que for produzido pelos seus habitantes.

O engraçado é que, entre os inúmeros produtos consumidos, há os que não têm o menor fundamento. Mesmo assim, exercem um verdadeiro fascínio sobre determinadas pessoas. A febre de consumo é tamanha que pode ser considerada uma epidemia. O planeta Terra sofre uma invasão consumista.

O que preocupa não é a circulação do dinheiro, reflexo direto do consumo, mas, sim, a grande mentira que está por trás do ato de consumir. Essa mentira está se tornando uma perigosa verdade universal. O que acontece é que as pessoas acreditam que consumir diminui a incidência de solidão, tristeza, insegurança, medo, desilusão, além de outras dores que residem no fundo da alma humana.

Assim, inúmeras são as bactérias que estão dando altas risadas, enquanto se propagam, causando estragos na estrutura emocional e psicológica de infindáveis criaturas. O slogan que está vigorando parece ser: Se o sintoma persistir, a loja mais próxima deverá ser consultada.

Ver o mundo como um grande shopping a céu aberto faz-me lembrar, na verdade, de um imenso hospital psiquiátrico. Claro que, guardadas as devidas proporções. No entanto, imagine só: ao invés de pacientes serem atendidos por enfermeiros vestidos de jaleco branco entram em cena vendedores com o uniforme de uma empresa.

Ao invés de médicos simpáticos e atenciosos entram em cena gerentes, extremamente treinados, para persuadir o cliente enfermo a realizar a compra do ano. Ao invés de o receituário médico prescrever medicação contra depressão, ansiedade, tristeza, entram em cena coloridas cápsulas em forma de carros, roupas, enlatados, celulares, computadores, etc..

Ao invés de quartos de hospital confortáveis, para repouso e recuperação de uma enfermidade, entram em cena imensas telas de plasma que sugerem noites de insônia e fuga para o mundo de histórias irreais. Atores servindo de sedativos.

Ao invés de leituras instrutivas capazes de fazer o paciente transcender em conhecimento e evolução, entra em cena o apelo colorido da internet. É como se profissionais da saúde do grande hospital da vida transitassem pelo complexo hospitalar completamente mudos. Afinal, os inúmeros doentes, mascarados de consumidores, necessitam manter-se alerta para os grandes lançamentos da indústria do consumo.

Ficar de fora dos lançamentos mundiais é, para muitos, inaceitável. Por esse motivo, a grande maioria da população vive cada dia não como se fosse o último dia do ano, mas como se fosse o último dia para o consumo. Isso significa que muitos iniciam a semana, na segunda-feira, cansados de tanto comprarem no final de semana.

Introspecção? Por quê? Para quê?

Visite link

Texto revisado por Cris

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp
  estamos online

Gostou deste Artigo?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 20

foto-autor
Sobre o Autor: Irlei Wiesel   
www.irleiwiesel.com.br
E-mail: [email protected]
Visite o Site do autor e leia mais artigos.


Veja também
artigo Treinando a não-mente
artigo Horário
artigo Ativação dos sentidos interiores
artigo Amigos extrafísicos

© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.


auravide

 

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2020 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa