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Somos seres de luz?

por Flávio Bastos

Publicado dia 13/5/2009 em Autoconhecimento

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"A cada um conforme a sua obra", resumiu Jesus Cristo em uma de suas pregações públicas, referindo-se ao resultado da trajetória vital de cada um de nós, ou seja, em relação ao que construímos fundamentado na energia do bem e do amor ou ao que deixamos de construir.

A frase de Jesus é perfeita no sentido de sintetizar que o tempo de existência de um espírito que reencarna sucessivas vezes é suficiente para atestar ou não a sua evolução consciencial, porque na esfera espiritual, considerando-se as leis divinas que regem o universo, nada é conseguido de graça e toda ascenção significa um nível evolutivo conquistado por méritos do próprio espírito.

Os "santos" canonizados pela Igreja Católica foram pessoas comuns, cheias de dúvidas existenciais e de imperfeições, mas que aos poucos, foram percebendo suas existências com o olhar do amor e começaram a praticar essa energia em benefício do outro e de si mesmos. Dessa forma, perseverando na prática do amor abrangente e desinteressado, foram evoluindo vida após vida até se tornarem seres iluminados pela "obra" que construíram em suas sucessivas existências na matéria.

Portanto, a expressão "somos seres iluminados", por mais positiva que possa parecer, é equivocada no sentido genérico de sua interpretação. Pode ser considerado um ser de luz aquele psicopata corporativo que aproveita-se de sua condição para enriquecer ilícitamente, ou o psicopata predador que mata sem piedade ou remorso?

Baseado na orientação do livre arbítrio cada ser humano constrói em sucessivas vivências a sua obra que é o resultado da sombra do desequilíbrio, do sofrimento e da alienação em relação a si mesmo, ou da luz da harmonia e do progresso espiritual. E como um estudante que passa de ano ou é reprovado e permanece no mesmo nível, iluminamos o nosso caminho de uma forma perceptiva, direcionada e lúcida, ou indefinidamente percorremos essa estrada vital aos tropeços, que inevitavelmente nos conduzirá a quedas e a escuros labirintos.

A trajetória espiritual do homem no planeta Terra nunca foi "fácil ou difícil", mas uma decorrência do nível consciencial de cada ser. Não é por acaso que estamos aqui, e se aqui nos encontramos é porque temos um desafio pela frente a ser vencido por aqueles que desejam construir as suas obras alicerçadas na energia do bem e da fraternidade universal. Sem essa percepção, sem esse olhar voltado para o profundo de si mesmo e do outro, a existência humana no planeta permanecerá envolvida na sombra do sofrimento, da angústia e da dúvida...

Somos seres de luz ou sombras perdidas na imensidão do universo? A resposta continua com cada um de nós, porque somos seres responsaveis pela obra que construímos e que, se somadas todas as vivências, individualmente representa o caminho da luz ou das sombras e, coletivamente, o nível de vibração energética que envolve o planeta em que vivemos.

Somos a consequência do que construímos ou do que deixamos de construir em prol do bem e essa síntese encontra-se inserida na curta frase proferida pelo Cristo. Verdade que leva-nos à reflexão, que é a forma como o ser inteligente, a partir da avaliação que faz de sua própria existência, providencia (ou não) significativas mudanças de atitudes em sua vida atual.

O sofrimento humano nada mais é que a falta de percepção de nossas próprias limitações, imperfeições, que podem ser corrigidas com o aumento do nível de lucidez de nossas consciências, o que conseguimos somente com mudanças de atitudes em relação a padrões comportamentais arcaicos que nos prendem a vibrações contrárias à prática do amor desinteressado e do bem de alcance coletivo.

Esse desapego às questões do ego que não vê além de interesses individuais é a base da libertação do espírito e o início de sua iluminação própria, porque durante a existência material do ser inteligente, tudo tem uma razão de ser ou de acontecer, inclusive, em relação a uma consciente mudança de paradigma quando o histórico de vidas do indivíduo que assume o compromisso com o bem é praticamente apagado para que a luz do despertar ilumine a construção de uma obra baseada em valores transparentes e verdadeiros.

A partir da certeza assumida com sua própria consciência o indivíduo passa a ser considerado, pelas leis que regem o universo, um ser a caminho da elevação... até atingir o patamar dos seres espiritualmente iluminados.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos
Dirigente mediúnico espírita

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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