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Sua Alma, Sua Palma, Seu Aroma, Sua Alma



“Você já reparou nos aromas de seu corpo?” Costumo perguntar em minhas palestras ou cursos. Em geral, as pessoas acham engraçado. Bem, devo confessar, a princípio pode parecer. Entretanto, nada mais natural do que conhecermos os cheiros à nossa volta, principalmente os nossos, concordam?

Acontece que o ato de respirar é mecânico e natural e, assim, os aromas familiares tornam-se tão mecânicos e naturais que não tomamos consciência deles. É o que acontece com trabalhadores da indústria química, de pessoas residentes no entorno de tais indústrias, ou mesmo aquelas que têm animais domésticos e não percebem que sua casa tem um aroma peculiar. Se você vai visitar uma dessas casas, irá imediatamente saber que ali mora um cachorro ou gato, dependendo do cheiro, é claro. Se você sutilmente fizer alusão ao fato de que existe algo dedurando que aquela pessoa tem um cachorro, por exemplo, a pessoa ficará extremamente intrigada, perguntando: “Mas como você sabe, se o Rex nem latiu...!” Cuidado com a resposta. Sugiro mentir. É isso mesmo! Minta! “Você tem jeito de ser uma pessoa que gosta de animais”, isto no caso de não querer fazer uma boa ação, usando de delicada franqueza. Vamos, você é capaz!

Os seus amigos não sabem que a casa deles tem cheiro de cachorro, pois o cérebro deles já sabe que aquele cheiro não oferece perigo iminente. Assim, desliga o “compartimento” de detecção de perigo ignorando aquele cheiro que já é conhecido, ligando-se em outros novos que surjam.

Bem, já volto ao assunto com uma boa receitinha para quando você for visitar seu amigo cão, oh, desculpe, seu amigo e seu cão Rex.

Como ia dizendo, cada um de nós tem um aroma característico individual, assim como é o caso da impressão digital, impressão vocal, etc. Nosso aroma corporal é único. Além disso, a cada emoção e estado de espírito uma glândula endócrina se manifesta mais do que a outra, modificando o cheiro de nosso corpo. Vou voltar a falar de cachorros. Quem ainda não ouviu falar que “o cachorro sente o cheiro de quem tem medo dele e pode atacar”? Exageros à parte, isso equivale, em termos, à mais simples verdade. Por quê? Calma! Já explico: quando temos medo, liberamos mais adrenalina no corpo a fim de nos protegermos – mecanismo de luta ou fuga. Nesse caso da casa do nosso já tão íntimo amigo, enfrentamos e entramos na casa. O cão tem o olfato apuradíssimo, como já sabemos, e percebe aquele aroma das descargas hormonais (não é só a adrenalina que liberamos nesses casos, mas isso é um capítulo à parte). Bem, você já entrou na casa do sujeito, já viu que o Rex é “gente” boa, pode relaxar. Peça licença para ir ao banheiro e cheire a marca de suor que se formou debaixo do seu braço. Procure, pois ela está lá. Ok. Se não estiver, sinta o cheiro assim mesmo. Você poderá perceber que está modificado.

Para cada emoção existe um aroma corporal correspondente, como vocês já puderam perceber. E cada emoção tem uma “personalidade”, ou melhor, cheiro. Ah... aqui vocês já devem estar achando que estou exagerando. Vou explicar melhor: alguém se aproxima de você usando um perfume de lavanda. Lavanda era o perfume que você usava quando criança e sua vida era tranqüila, sem preocupações e você vivia muito feliz. Seu córtex frontal percebe o aroma tomando consciência dele, seu hipocampo identifica a memória olfativa, enquanto o hipotálamo (as amídalas) que é responsável pelos aspectos motivacionais e emocionais, se dá conta do aroma e, como resultado, você se sente gratificado, na maioria das vezes sem perceber a razão do bem estar repentino. É claro que o contrário também é verdadeiro. Assim, lavanda para você significa alegria. Cheiro de infância.

Até aqui estou falando dos aspectos agradáveis. Eu disse que o contrário também é verdadeiro e explico. Agora não vou falar de um aroma externo. Imagine uma pessoa que tenha acabado de sair de uma discussão acalorada e ainda esteja acometida de raiva ou mau-humor. Seu fígado e o baço estão produzindo toxinas, liberando-as no suor. Certamente terão um odor “acre”. Por mais que ela esteja usando um perfume de lavanda, que para você é cheiro de infância, se usar de sensibilidade ou se aproximar mais do indivíduo, poderá perceber que tem algo que não lhe agrada.

Enfim, minha idéia hoje é pedir a vocês que se rendam à sabedoria inata que todos nós temos, que está bem no meio de nossa face (pra não dizer que está “na cara”) e façam uso de seus narizes e “cheirem as situações” que se apresentarem a vocês. Já há muito existe o ditado: “Essa situação não está me cheirando bem!” Bem, se isso acontecer, cuide-se e saia de fininho.

Não esqueci a receita para vocês levarem para o dono do Rex:
- 1 vidro spray de 100ml;
- 70ml de álcool de cereais;
- 35 gotas de óleo essencial de lemongrass (capim limão);
- 20 gotas de óleo essencial de hortelã pimenta;
- 10 gotas de óleo essencial de manjericão;
- Agitar bastante e acrescentar a diferença, para completar o vidro, com água destilada.

Além de refrescar o ambiente e a mente dos moradores, se o Rex tiver deixado algumas pulgas no ambiente, elas desaparecerão.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 13/8/2007

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Autor: Valeria Trigueiro   
Atendimentos: * Mapa astral alquímico; * Tarô Alquímico Sistema Joel Aleixo; * Baralho Cigano; * Tarot de Marselha; * Anamnese profunda com questionário; * Anamnese através dos óleos essenciais - método próprio; * Indicações de defumações, incensos e perfumes de acordo com cada indivíduo para o Momentum específico; *Cursos e palestras.
E-mail: valeriaromerotrigueiro@gmail.com | Mais artigos.

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